Citas de tipos de alto

Review do Livro “God Over All:Divine Aseity and the Challenge of Platonism” de William Lane Craig por Edward Feser, acerca da matemática e e asseidade de Deus, tradução

2020.11.26 18:40 BlindEyeBill724 Review do Livro “God Over All:Divine Aseity and the Challenge of Platonism” de William Lane Craig por Edward Feser, acerca da matemática e e asseidade de Deus, tradução

Review do Livro “God Over All:Divine Aseity and the Challenge of Platonism” de William Lane Craig por Edward Feser, acerca da matemática e e asseidade de Deus, tradução

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A matemática parece descrever um reino de entidades com atributos quase divinos. A série de números naturais é infinita. Que um e um igual a dois e dois e dois igual a quatro não poderia ser de outra forma. Essas verdades matemáticas nunca começam a ser verdadeiras ou deixam de ser verdadeiras; eles se mantêm eternamente e imutavelmente. As linhas, planos e figuras estudados pelo geômetra têm uma espécie de perfeição que falta aos objetos de nossa experiência. Os objetos matemáticos parecem imateriais e conhecidos pela razão pura, e não pelos sentidos. Dada a centralidade da matemática para a explicação científica, parece de alguma forma ser a causa do mundo natural e de sua ordem.
Como pode o reino matemático ser tão aparentemente divino? A resposta tradicional, originada na filosofia neoplatônica e na teologia agostiniana, é que nosso conhecimento do domínio matemático é precisamente o conhecimento, embora incipiente (em gérmen), da mente divina. As verdades matemáticas exibem infinito, necessidade, eternidade, imutabilidade, perfeição e imaterialidade porque são pensamentos de Deus, e têm tal poder explicativo na teorização científica porque são parte do projeto implementado por Deus na criação do mundo. Para alguns pensadores desta tradição, a matemática fornece o ponto de partida para um argumento a favor da existência de Deus como intelecto supremo.
Também há uma resposta muito diferente, em que o domínio matemático é um rival para Deus, em vez de um caminho para ele. De acordo com essa visão, objetos matemáticos como números e figuras geométricas existem não apenas independentemente do mundo material, mas também independentemente de qualquer mente, incluindo a mente divina. Eles ocupam um "terceiro reino" próprio, o reino descrito na famosa Teoria das Formas de Platão. Deus usou este terceiro reino como um projeto ao criar o mundo físico, mas ele não criou o reino em si e ele existe fora dele. Essa posição é geralmente chamada de platonismo, uma vez que é comumente considerada a visão do próprio Platão, diferente daquela de seus seguidores neoplatônicos que realocaram objetos matemáticos e outras Formas na mente divina. (Eu coloco de lado para os propósitos presentes a questão de quão historicamente precisa esta narrativa padrão é.)
Esta visão é o alvo do ataque em “God Over All: Divine Aseity and the Challenge of Platonism”, de William Lane Craig. Para uma coisa existir a se, ou “por si mesma”, tem de ser autoexistente ou não depende de nada fora de si para sua existência. A doutrina da asseidade divina afirma que Deus e somente Deus existe a se ou de uma maneira autoexistente. Tudo o mais existe apenas porque foi criado por ele.
O platonismo está em desacordo com a doutrina da asseidade divina. Pois se os números, figuras geométricas e outros objetos matemáticos são eternos, imutáveis, necessários e também existem em um reino próprio, à parte do mundo natural ou de Deus, então eles também seriam autoexistentes. Eles não teriam necessidade de um criador, mas simplesmente existiriam por sua própria natureza, nem surgindo nem desaparecendo. Na verdade, uma vez que os objetos matemáticos são infinitos em número, seguir-se-ia que apenas uma parte relativamente pequena da realidade (a saber, o mundo material) teria sido criada por Deus.
A questão é premente porque um platonismo que não faz referência a Deus nas últimas décadas ganhou proeminência renovada na filosofia acadêmica secular. A principal motivação é conhecida como o Argumento da Indispensabilidade, associado aos filósofos da Universidade de Harvard W. V. Quine e Hilary Putnam. O argumento sustenta que, se acreditamos na existência das entidades postuladas pela ciência moderna e observamos que a matemática é indispensável à ciência, então somos obrigados a acreditar também nas entidades postuladas pela matemática. Mas a matemática, diz o argumento, faz referência a um reino de objetos abstratos (a expressão “objetos abstratos” sendo preferida pelos filósofos contemporâneos sobre a conversa platônica mais tradicional de “Formas” ou “Idéias”). Consequentemente, a aceitação dos resultados da ciência nos compromete a afirmar a existência de tais objetos abstratos.
Craig pretende refutar esse platonismo revivido e, assim, refutar seu desafio implícito à asseidade divina. Um proeminente filósofo acadêmico e teólogo protestante, ele se especializou em defender as afirmações da teologia cristã tradicional contra as objeções modernas, e é especialmente qualificado para fazê-lo. Um pensador de amplitude e profundidade incomuns, Craig dominou e se envolveu com vastas áreas do pensamento moderno, incluindo os alcances mais técnicos da filosofia analítica contemporânea, a física da relatividade e cosmologia do Big Bang e estudos do Novo Testamento. Na verdade, o trabalho de Craig desempenhou um papel fundamental no meu próprio retorno ao cristianismo depois de uma década como ateu.
No entanto, tenho que discordar dele. Responder com sucesso ao desafio que o platonismo apresenta à asseidade divina exige entender a natureza de Deus, a natureza da matemática e a natureza do relacionamento entre elas. Na minha opinião, a posição de Craig falha em todas as três acusações.
Na filosofia contemporânea, as alternativas ao platonismo que recebem mais atenção são variações da doutrina medieval do nominalismo, que trata os números e outros supostos objetos abstratos como meros nomes ou construções linguísticas, em vez de entidades realmente existentes. Uma versão especialmente influente dessa ideia é o ficcionalismo, que sustenta que a matemática é como uma história inventada, cujos elementos são úteis para a ciência, mas que não é literalmente verdade. É correto dizer que Tony Stark é o Homem de Ferro e que Peter Parker não? Sim, já que é assim que as coisas são nos filmes e nos quadrinhos da Marvel. Mas é claro que essas histórias são fictícias; na realidade, não existe Tony Stark, Peter Parker e Homem de Ferro. Da mesma forma, é correto dizer que dois mais dois são quatro, em vez de cinco. Mas isso também reflete apenas o modo como as coisas são em uma história de ficção - a história da matemática.
Craig discute ficcionalismo em detalhes, juntamente com variações como figuralismo (que considera a linguagem matemática figurativa em vez de literal) e teoria da pretensão (que sustenta que podemos falar de matemática como se fosse verdade, sem nos comprometermos de uma forma ou de outra sobre se ela é). Esses riffs do nominalismo são todos anti-realistas, na medida em que evitam o platonismo ao negar que a matemática certamente descreve a realidade objetiva. E embora Craig não endosse qualquer uma dessas variações específicas com exclusão das outras, ele favorece fortemente a abordagem antirrealista geral como a melhor forma de refutar o desafio platônico à asseidade. Na opinião de Craig, o Argumento da Indispensabilidade mostra, no máximo, apenas que a matemática é uma ficção muito útil para fins científicos, mas não que seja algo mais do que isso.
Agora, Craig expõe com muita habilidade alguns problemas técnicos com a maneira específica como pensadores como Quine desenvolvem o Argumento da Indispensabilidade. Mas os problemas com o anti-realismo são ainda maiores. Um realismo não platônico é mais defensável do que qualquer uma dessas alternativas.
Os anti-realistas têm dificuldade em explicar como as teorias podem funcionar tão bem se não forem realmente verdadeiras. Por exemplo, como a física poderia fazer previsões tão precisas e produzir aplicações tecnológicas tão incríveis se as partículas fundamentais e outras entidades não observáveis ​​postuladas por ela não existem? Como Hilary Putnam disse, o anti-realismo faz esses sucessos parecerem milagres. Da mesma forma, como a matemática poderia contribuir tanto para o sucesso da física se não fosse verdade? Para o ficcionalista, 2 + 2 = 4 não é mais verdadeiro do que 2 + 2 = 5. A diferença é apenas que a ciência considera útil a primeira ficção e não a segunda. Mas por que é mais útil do que o segundo? Se basearmos nosso sistema de justiça criminal na pretensão de que o Homem de Ferro e outros super-heróis existem, logo descobriremos que essa suposição está longe de ser útil. Então, como a matemática pode ser mais útil se for meramente uma ficção no mesmo nível dos filmes e quadrinhos da Marvel?
Craig diz pouco em resposta a este problema, exceto para sugerir que um anti-realista que é um teísta pode explicar a eficácia da matemática dizendo que Deus simplesmente fez com que o mundo operasse de uma forma que reflete a matemática que conhecemos. Mas por que Deus optou por um mundo governado pela matemática que conhecemos em vez de, digamos, por alguma matemática alternativa em que dois mais dois são cinco? É porque não existe tal alternativa, e a matemática que conhecemos é o único tipo possível? Se for esse o caso, então parece que abandonamos o anti-realismo e admitimos que existem, afinal, verdades matemáticas objetivas que nem mesmo Deus pode alterar - exatamente o resultado que Craig pensa ser melhor para o defensor da asseidade divina evitar.
A única alternativa parece ser algum tipo de voluntarismo, segundo o qual não há sentido ou razão para o que Deus quer, nenhum padrão objetivo de verdade ou racionalidade que oriente suas escolhas. Segundo essa visão, as verdades da matemática são tudo o que Deus caprichosamente decidiu que serão. Que dois mais dois são quatro é uma questão de simples decreto ou estipulação. Se Deus tivesse decidido, em vez disso, que dois e dois seriam cinco - ou que dois e dois seriam zero, ou 306, ou qualquer outra coisa - então esse seria o caso.
Craig critica brevemente o voluntarismo no início de seu livro, no contexto da discussão das opiniões de outros filósofos e antes de apresentar suas próprias opiniões. Mas ele nunca explica como sua própria posição pode evitar isso. Na verdade, de Guilherme de Ockham em diante, nominalismo e voluntarismo tenderam a andar juntos. E embora Craig prefira o rótulo de “anti-realismo” ao de “nominalismo”, a substância de suas opiniões parece se aproximar o voluntarismo pelas mesmas razões que o nominalismo. Se não houver nenhum fato objetivo sobre a verdade matemática, mas ela tem sua fonte em Deus, então o capricho divino é tudo o que resta para fundamentá-la.
Um problema com o voluntarismo é que ele viola o que os filósofos chamam de Princípio da Razão Suficiente (ou PSR), segundo o qual, para tudo o que existe, todo evento que ocorre e todo fato positivo que ocorre, há uma razão ou explicação para isso ser assim, e não de outra forma (mesmo que nem sempre saibamos qual é a explicação). Pois se a verdade matemática fosse arbitrária, então não haveria razão para Deus dar ao mundo as características matemáticas que ele possui. Não seria que simplesmente não pudéssemos saber qual era a razão de ser de Deus, mas que simplesmente não havia nenhuma razão de ser. Capricho estaria no cerne da criação.
Mas Craig, em outras obras, defendeu vigorosamente o PSR, e por boas razões. Sem PSR, é difícil articular qualquer argumento para a existência de Deus como a explicação final de por que o mundo existe - e Craig é um defensor proeminente de tais argumentos. Minar inadvertidamente os fundamentos da teologia natural certamente seria um preço muito alto a pagar para refutar o platonismo. Ao abraçar o anti-realismo como uma forma de salvar a asseidade divina - e assim flertar com o voluntarismo e suas consequências irracionalistas - Craig é como o oficial militar que decidiu destruir uma vila para salvá-la.
A abordagem aristotélica da matemática oferece um meio-termo entre o platonismo e o nominalismo. Para o aristotélico, o platônico está correto ao considerar a matemática como uma descrição da realidade objetiva e não como uma mera convenção linguística. A matemática funciona porque é verdadeira e as entidades a que se refere são reais, assim como o Argumento da Indispensabilidade sustenta. Mas o platônico está errado em pensar que essas entidades existem em algum "terceiro reino" exótico. Em vez disso, eles existem apenas nas duas primeiras esferas - no próprio mundo natural e nas mentes que os contemplam. Por exemplo, a triangularidade estudada por geômetras existe em triângulos particulares reais e nas mentes que abstraem esse padrão geral desses casos particulares e consideram suas propriedades isoladas deles. Algo semelhante pode ser dito sobre outras entidades matemáticas, como números.
Essa abordagem tem um pedigree distinto na história da filosofia e, nos últimos anos, foi desenvolvida e defendida pelo filósofo e matemático James Franklin e outros. No entanto, Craig diz muito pouco em resposta a isso. Em uma nota de rodapé, ele cita uma objeção comum no sentido de que é misterioso o que o aristotélico quer dizer ao dizer que um padrão como a triangularidade está “em” coisas particulares. Mas esse uso não é mais misterioso do que outros usos comuns de "dentro". A maneira como uma pessoa está em um clube é muito diferente da maneira como uma colher é na gaveta, e ambos são ainda diferentes da maneira como uma pessoa pode estar em perigo ou como ocorreu a Segunda Guerra Mundial no século XX. Por que é mais misterioso dizer que a triangularidade está em uma prateleira de bilhar ou em uma pirâmide? Como Tomás de Aquino apontaria, a palavra “em” é usada analogicamente. Há algo no modo como uma pessoa está com um porrete ou no modo como a triangularidade em uma pirâmide que é análogo ao modo como uma colher está em uma gaveta, mesmo que não seja exatamente da mesma forma. Não há razão para pensar que o caso do tipo colher na gaveta seja o único em que a palavra “dentro” tem um uso legítimo.
Outra objeção que Craig levanta de passagem é que não está claro como a abordagem aristotélica pode lidar com entidades matemáticas que não podem ser encontradas de maneira plausível em qualquer lugar do mundo físico. Por exemplo, existem triângulos reais no mundo físico, mas e as figuras geométricas que são puramente teóricas e não têm instâncias físicas? Ou números maiores do que qualquer coleção que realmente exista na natureza?
É aqui que o aristotelismo pode ser combinado com a visão agostiniana que descrevi anteriormente. Para o aristotélico, pode-se dizer que entidades matemáticas existem em objetos particulares concretos no mundo físico ou como padrões abstratos na mente (excluindo apenas o "terceiro reino" de Platão). Agora, existem infinitamente muitos números, infinitamente muitas formas geométricas possíveis e assim por diante. Nenhuma mente humana ou coleção de mentes humanas pode contê-los. Mas uma mente infinita e divina poderia. Portanto, para lidar com a infinidade de verdades e entidades matemáticas que não têm instâncias no mundo físico, a abordagem aristotélica da matemática pode ser estendida para incluir a mente de Deus. Na verdade, a mente divina é onde se pode dizer que toda verdade matemática preexistiu, antes de ser incorporada no mundo material após a criação ou abstraída da matéria por mentes humanas finitas.
Observe como essa posição faz justiça ao caráter objetivo, necessário e eterno da verdade matemática sem ameaçar a asseidade divina, porque localiza o domínio matemático precisamente no próprio Deus. Alguém poderia pensar que é a maneira natural e óbvia de refutar o desafio colocado pelo platonismo. Na verdade, Craig não só está bem ciente dessa visão - que ele rotula de conceitualismo divino (uma vez que identifica entidades matemáticas com conceitos no intelecto divino) - mas reconhece que tem sido historicamente a posição dominante na teologia cristã, endossada pelos Padres da Igreja e os Escolásticos. Ele até nos diz que, ao embarcar em seu estudo do desafio apresentado pelo platonismo à asseidade divina, ele esperava que acabaria seguindo a tradição e defendendo o conceitualismo divino. No entanto, ele não o faz. Por que não?
Craig levanta a seguinte objeção. O conceitualismo divino afirma que verdades matemáticas eternas devem ser identificadas com pensamentos divinos. Agora, os pensamentos de Deus são causados ​​ou não. Mas se dissermos que eles são causados, então temos um problema. Pois o fato de Deus ser onisciente envolve, entre outras coisas, ter os pensamentos que ele tem. Portanto, se Deus causa seus pensamentos, ele causa sua onisciência - que, visto que ser onisciente é apenas parte do que é ser Deus, implica que Deus causa a si mesmo. E isso é incoerente. No entanto, se, em vez disso, dissermos que os pensamentos de Deus não têm causa, teremos outro problema. Dado o conceitualismo divino, isso implicaria que as verdades matemáticas - que, novamente, são consideradas eternas e idênticas aos pensamentos divinos - não têm causa. E isso entraria em conflito com a asseidade divina, uma vez que significaria que há coisas distintas de Deus (a saber, os pensamentos em questão) que existem de uma maneira eterna e incriada. A saída para essa bagunça, na visão de Craig, é abandonar o conceitualismo divino em favor do anti-realismo.
Mas o conceitualismo divino não é a fonte desta confusão. A fonte da bagunça é a suposição de que os pensamentos divinos são algo distinto de Deus, que pode ser dito de forma inteligível como existindo à parte dele de uma forma causada ou não. E do ponto de vista do teísmo clássico, isso é simplesmente errado, pois entra em conflito com a doutrina da simplicidade divina. De acordo com essa doutrina, não há partes de nenhum tipo em Deus: nenhuma parte física, e também nenhuma distinção nele entre substância e atributos, entre matéria e forma, entre realidade e potencialidade, entre gênero e differentia, ou entre sua essência e sua existência. Ele é uma unidade tão perfeita quanto pode ser concebida. Consequentemente, não pode haver distinção em Deus entre ele e seus pensamentos.
Craig está bem ciente da doutrina da simplicidade divina, mas a rejeita. Porque ela nega qualquer distinção entre Deus e seus atributos, ele acredita que faz de Deus uma espécie de atributo. Mas isso perde o objetivo da doutrina, que é que Deus transcende a distinção entre substância e atributos. Na verdade, a doutrina não é menos central para a tradição teísta clássica do que a própria asseidade divina, sendo considerada inegociável pelos Padres da Igreja, por Escolásticos como Anselmo e Tomás de Aquino, por pensadores protestantes como Lutero e Calvino, e pelos concílios católicos ecumênicos de Latrão IV e Vaticano I.
A simplicidade divina tem sido tradicionalmente considerada um concomitante necessário da asseidade divina. Qualquer coisa que seja de alguma forma composta de partes pode existir apenas se algo fizer com que essas partes sejam combinadas. Se Deus não fosse simples, ele precisaria de uma causa - nesse caso, ele não existiria por si mesmo, ao contrário da asseidade divina. Se Craig pensa o contrário, ele nos deve mais do que um tratamento superficial do assunto. Para ele, dedicar um livro à defesa da asseidade divina e, ao mesmo tempo, dar tão pouca atenção à simplicidade divina é como escrever um livro sobre a Segunda Guerra Mundial que dedica apenas alguns parágrafos ao teatro europeu.
Tendo dito isso, estamos em dívida com Craig por trazer de volta à nossa atenção questões teológicas que são fundamentais, mas negligenciadas, e por abordá-las no nível filosófico mais profundo. Temos a certeza de aprender com uma mente tão boa quanto a de Craig, e aprender com seus erros, não menos do que com seus muitos insights.
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2020.11.16 04:29 mikezxcv CET-115 SEGUNDO CONTROL DE LECTURA

ALTCOINS
¿Qué son las Altcoins?
Las altcoins son las otras criptomonedas lanzadas después del éxito de Bitcoin . Generalmente, se venden como mejores alternativas a Bitcoin. El término "altcoins" se refiere a todas las criptomonedas distintas de Bitcoin. A principios de 2020, según algunas estimaciones, había más de 5.000 criptomonedas. Según CoinMarketCap, las altcoins representaron más del 34% del mercado total de criptomonedas en febrero de 2020.

Muchas de las altcoins se basan en el marco básico proporcionado por Bitcoin. Por lo tanto, la mayoría de las altcoins son peer-to-peer. Intentan ofrecer formas eficientes y económicas de realizar transacciones en Internet. Incluso con muchas características superpuestas, las altcoins varían mucho entre sí.
Basado en minería
Estas altcoins tienen un proceso de minería mediante el cual se generan nuevas monedas resolviendo problemas desafiantes para desbloquear bloques. Son más similares a Bitcoin que a otras altcoins. La mayoría de las principales altcoins a principios de 2020 entraron en esta categoría. Ethereum era la altcoin basada en minería más conocida en febrero de 2020.
Stablecoins
Stablecoins busca mejorar Bitcoin al reducir la volatilidad . En la práctica, esto se logra vinculando el valor de las monedas a las monedas existentes. Las opciones populares para respaldar altcoins incluyen el dólar estadounidense, el euro y el oro. Libra de Facebook es, con mucho, la moneda estable más famosa, a pesar de que aún no se había lanzado en enero de 2020.
Tokens de seguridad
Estas altcoins están vinculadas a una empresa y, a menudo, se lanzan en una oferta inicial de monedas ( ICO ). Los tokens de seguridad se asemejan a las acciones tradicionales y, a menudo, prometen algún tipo de dividendo, como el pago o la propiedad de una empresa.
APLICABILIDAD DE LAS CRIPTOMONEDAS EN LA ECONOMÍA
Las criptomonedas son un fenómeno nuevo en la economía global, que están atrayendo el interés de la sociedad, que está aumentando su popularidad. Este nuevo tipo de mercado digital de bienes y servicios crece y crece constantemente. El objetivo principal de este artículo científico es analizar hasta qué punto este fenómeno es perspectiva para el desarrollo de la economía mundial y cuál es el efecto tras la introducción del dinero digital en la vida cotidiana de las entidades económicas. El informe científico presentará tanto el análisis de las criptomonedas como medio de pago y comercio, como los análisis de su aplicabilidad a nivel supranacional, rastreando los efectos de la aplicabilidad de las criptomonedas a nivel mundial.
Criptomonedas como activos financieros
Los artículos de este número especial se centran en el fenómeno emergente de las criptomonedas. Las criptomonedas son activos financieros digitales, cuya propiedad y transferencia de propiedad están garantizadas por una tecnología criptográfica descentralizada. El aumento del valor de las criptomonedas en el mercado y la creciente popularidad en todo el mundo abren una serie de desafíos y preocupaciones para la economía comercial e industrial. Utilizando los lentes de las teorías neoclásicas y del comportamiento.
Las criptomonedas pueden verse como parte de una clase más amplia de activos financieros, "criptoactivos" con transferencias digitales de valor de igual a igual, sin involucrar a instituciones de terceros para fines de certificación de transacciones. ¿Qué distingue a las criptomonedas de otros criptoactivos? Esto depende de su finalidad, es decir, si se emiten solo para transferencia o si también cumplen otras funciones. Dentro de la categoría general de criptoactivos, podemos seguir las distinciones establecidas en informes regulatorios recientes, distinguiendo dos subcategorías adicionales de criptoactivos, además de las criptomonedas:
Precios fijos.
Dentro de las criptomonedas es posible distinguir aquellas cuya cantidad es fija y el precio está determinado por el mercado (criptomonedas flotantes) y aquellas donde un arreglo de soporte, software o institucional, altera la oferta para mantener un precio fijo frente a otros activos (monedas estables, por ejemplo Tether o el Facebook Libra planeado).
Otra característica distintiva de los valores criptográficos y los activos de servicios de criptografía es que se emiten a través de una venta pública (en las llamadas ofertas iniciales de monedas o ICO). Las ICO han sido una fuente sustancial de financiación para las empresas emergentes orientadas a la tecnología que utilizan modelos de negocio basados ​​en blockchain. Estas clasificaciones de criptoactivos son críticas para los reguladores globales, ya que necesitan determinar si un criptoactivo en particular debe regularse como dinero electrónico, como valor o como alguna otra forma de instrumento financiero.
BITCOIN COMO ACELERADOR DE LA INNOVACIÓN EN LAS FINANZAS
El “dinero” sistemático está arraigado en la sociedad y en nuestro sustento. Sin dinero, la gente no puede funcionar cómodamente. Desde el principio de los tiempos, el dinero se ha utilizado como un sistema para intercambiar bienes y servicios por valor. Pero la aparición de monedas alternativas como Bitcoin ha roto recientemente las nociones establecidas de pago, circulación y política monetaria, que han mantenido el orden monetario durante más de 3 siglos.
La moneda se utiliza como un modo de intercambio de pagos entre usuarios individuales que tienen carteras electrónicas de Bitcoin y pueden comprar diversos bienes y servicios en la web. Un instrumento simple, el proceso de su intercambio consiste en enviar una serie de números a otro usuario mediante correo electrónico o mensaje de texto. Como beneficio adicional, el plan maestro de Bitcoin garantiza que la oferta monetaria total solo pueda aumentar a una tasa fija que se ralentiza con el tiempo y luego se detiene por completo.
Bitcoin es realmente bastante grande
Actualmente, hay aproximadamente 12,3 millones de monedas en circulación con una capitalización de mercado de USD 7,4 mil millones. Que significan estos numeros? Primero, cada día una cantidad cada vez mayor de consumidores y comerciantes compran, usan y venden la moneda en todo el mundo. En segundo lugar, a medida que más y más personas comienzan a usarlo y vender la moneda, la especulación y las fluctuaciones de volumen establecen su precio y, a su vez, hacen que su valor aumente y disminuya.
A continuación, a escala sistémica, Bitcoin se ha convertido en el primer sistema de pago en Internet donde los costos de transacción son casi nulos, en fracciones de centavos frente al 2 o 3 por ciento existente cobrado por los proveedores de servicios normales. Por último, aproximadamente 60.000 comerciantes, incluidos la empresa de juegos Zygna Inc., el sitio web de citas OK Cupid y la plataforma de blogs Wordpress, aceptan Bitcoin como moneda, que se puede cambiar por USD, EUR y YEN.
Si Bitcoin durará o no, no lo sabemos, pero una cosa es segura, su aparición ha revolucionado el mundo y la forma en que el dinero evolucionará en el futuro.
LA CADENA DE BLOQUES COMO ELEMENTO DE INNOVACIÓN Y MOTOR DE LA CUARTA REVOLUCIÓN INDUSTRIAL
Blockchain de Bitcoin es el corazón de la Industria 4.0
La Cuarta Revolución Industrial trae un cambio integral en una magnitud que la humanidad nunca antes había experimentado. Esencialmente, esta revolución está cambiando a los humanos.
Bitcoin y su tecnología blockchain subyacente son otra innovación tecnológica clave. De hecho, como dijo Schwab , "las cadenas de bloques son el corazón de la Cuarta Revolución Industrial".
Los expertos reconocen cuán críticos son Bitcoin y su tecnología blockchain para cambiar con éxito a este nuevo sistema económico que trae la Cuarta Revolución Industrial. En efecto, "la cadena de bloques se está convirtiendo rápidamente en un símbolo de la Cuarta Revolución Industrial", dice Richard Kemp , director de Kemp IT Law.
Papel del Bitcoin
Además, el papel clave de Bitcoin se subraya en el informe de la Fundación Ellen MacArthur, "Informe de activos inteligentes: desbloquear el potencial de la economía circular ". Según este informe, los activos inteligentes también son una característica clave de la cuarta revolución industrial.
El Informe de Activos Inteligentes cita al cofundador de Blockchain, Nicolas Cary, quien concluye: "Para que los activos inteligentes creen valor en la economía circular, se requiere el desarrollo de un protocolo de pago abierto y global".
En este sentido, Cary destaca el potencial de Bitcoin y su tecnología blockchain como solución debido a la capacidad de Bitcoin para realizar transacciones financieras transparentes y sin fricciones, sin la intervención de intermediarios.
La Cuarta Revolución Industrial ciertamente presenta desafíos colosales en todas partes, y particularmente en los sistemas financieros. Casualmente, Bitcoin y su tecnología blockchain son ideales para implementar el cambio a una nueva economía global, sin confianza y abierta.
Bitcoin puede impulsar esta nueva economía al permitir que millones de dispositivos inteligentes realicen transacciones financieras transparentes y sin fricciones, sin intervención humana, en el universo de IoT.
BITCOIN Y CRIPTOMONEDAS COMO SISTEMAS ABIERTOS A LA INNOVACIÓN Y A LA INCLUSIÓN
Bitcoin no se trata solo de enviar dinero. Tiene muchas características y abre muchas posibilidades que la comunidad aún está explorando. Estas son algunas de las tecnologías que se están investigando actualmente y, en algunos casos, se están convirtiendo en productos y servicios reales. Los usos más interesantes de Bitcoin probablemente aún estén por descubrir.
Eficiencia de costos
Con el uso de la criptografía, los pagos seguros son posibles sin intermediarios lentos y costosos. Una transacción de Bitcoin puede ser mucho más barata que sus alternativas y completarse en poco tiempo. Esto significa que Bitcoin tiene cierto potencial para convertirse en una forma común de transferir cualquier moneda en el futuro. Bitcoin también podría desempeñar un papel en la reducción de la pobreza en muchos países al reducir las altas tarifas de transacción en el salario de los trabajadores.
Inclusión global
Con Bitcoin, todos los pagos del mundo pueden ser completamente interoperables. Bitcoin permite que cualquier banco, empresa o individuo envíe y reciba pagos de forma segura en cualquier lugar y en cualquier momento, con o sin una cuenta bancaria. Bitcoin está disponible en una gran cantidad de países que aún permanecen fuera del alcance de la mayoría de los sistemas de pago debido a sus propias limitaciones. Bitcoin aumenta el acceso global al comercio y puede ayudar a que prosperen los intercambios internacionales.
Soluciones automatizadas
Los servicios automatizados generalmente tienen que lidiar con los costos y las limitaciones de los pagos en efectivo o con tarjeta de crédito. Esto incluye todo tipo de máquinas expendedoras, desde billetes de tren hasta máquinas de refrescos. Bitcoin es adecuado para ser utilizado en una nueva generación de servicios automatizados para reducir sus costos operativos. Imagine taxis autónomos o una tienda donde pueda pagar sus compras sin tener que esperar en la fila. Son posibles muchas ideas.
Transparencia flexible
Todas las transacciones de Bitcoin son públicas y transparentes y la identidad de las personas detrás de las transacciones es privada por defecto. Esto permite que las personas y las organizaciones trabajen con reglas de transparencia flexibles. Por ejemplo, una empresa puede optar por revelar ciertas transacciones y saldos solo a ciertos empleados, al igual que una organización sin fines de lucro es libre de permitir que el público vea cuánto reciben en donaciones diarias y mensuales.
Blockchain, innovación e inclusión
La tecnología Blockchain ha dado lugar a una nueva plataforma para las relaciones comerciales que combina facilidad de uso, bajo costo y alta seguridad. Crea una nueva base de confianza para las transacciones comerciales que podría contribuir a una considerable simplificación y aceleración de la economía.
TRAGEDIA DE LOS BIENES COMUNES
“La tragedia de los bienes comunes” se refiere a una situación en la que individuos sin restricciones agotan los recursos comunes de un sistema en detrimento de todos, incluidos ellos mismos. Los nodos de blockchain, que comparten su espacio en disco (una especie de recurso común), no son inmunes a este fenómeno.
Los nodos de blockchain utilizan tres tipos de recursos para procesar transacciones: CPU, espacio en disco y ancho de banda de la red. La CPU y el ancho de banda son recursos que se actualizan con cada bloque. Para este tipo de recurso renovable, podemos compensar el nodo con una tarifa de transacción única. (Para conocer la correlación entre la tarifa de manejo y la complejidad del cálculo y el tamaño de la transacción, consulte el Apéndice 1 del RFC0015).
Por el contrario, el espacio en disco, el tercer recurso utilizado por los nodos de blockchain, es un recurso ocupado a largo plazo. El espacio en disco ocupado por un bloque no puede ser utilizado por otro usuario en un momento posterior a menos que sea liberado por el propietario anterior. Un nodo mantendrá su espacio de disco ocupado en vivo indefinidamente, pero el usuario del espacio ocupado no tiene que pagar por el uso del espacio. Las tarifas de transacción, que son un evento único, no compensan el uso continuo del recurso. Los usuarios esencialmente obtienen derechos permanentes sobre un sistema de almacenamiento con más disponibilidad que Amazon S3. Este tipo de costo de almacenamiento infinito y permanente es asumido colectivamente por todos los nodos completos en la red blockchain.
Como resultado, los datos se acumularán continuamente. Con el tiempo, se requerirá cada vez más espacio en disco para ejecutar un nodo completo en el sistema blockchain, y más espacio en disco significa mucho más costo. El resultado más probable de esto es que menos mineros ejecuten nodos completos, lo que tendrá un impacto negativo en la descentralización de la cadena de bloques. Por supuesto, esto es lo último que queremos ver.
Algunos proyectos de Blockchain han ofrecido soluciones que van en parte hacia el abordaje del problema. EOS RAM es un intento útil: RAM representa los recursos de memoria disponibles del servidor de supernodo, y la cuenta, el estado del contrato y el código requieren una cierta cantidad de EOS RAM para ejecutarse.
Pero el diseño de RAM también tiene problemas. Debe comprarse a través de un mercado comercial incorporado, no es transferible, no se puede alquilar y la demanda de memoria a corto plazo en el proceso de ejecución del contrato y el requisito de almacenamiento a largo plazo del estado del contrato se mezclan.
La comunidad de Ethereum también ha notado el problema de explosión estatal y ha propuesto una solución de alquiler de almacenamiento: los usuarios deben pagar por adelantado un alquiler para usar el almacenamiento, que seguirá consumiendo el alquiler mientras se utiliza el recurso. Cuanto más tiempo tarde, más alquiler deberá pagar el usuario.
Resolver el problema de explosión de estado es uno de los objetivos de Nervos CKB. Por esta razón, CKB está adoptando un enfoque completamente diferente para el diseño de una red blockchain, con muchas innovaciones. Estamos utilizando una arquitectura de múltiples capas diseñada para almacenar solo Activos de alto valor en la Capa 1, con transacciones que tienen lugar en la Capa 2.
Parte de la razón es que esto reduce la cantidad de datos que deben almacenarse localmente. Aunque blockchain aún no ha resuelto su problema de escalabilidad, estamos construyendo CKB a largo plazo y, por lo tanto, debemos abordar la explosión estatal ahora.
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2020.10.09 17:57 Subversivo-Maldito CRONOLOGÍA de la "pieza 10" en dónde el CASO VILLAREJO, gracias a la colaboración de las CLOACAS POLICIALES, MEDIÁTICAS Y JUDICIALES, acaba por convertirse en el CASO PABLO IGLESIAS...


1º) El 27 de marzo de 2019 el juez ofrece al líder de Podemos personarse como perjudicado en el 'caso Dina', en dónde constaba que se habia ROBADO un móvil a Dina Bousselham..
2º) Todo ello había sido sido "manipulado", "a bombo y platillo", por varios MEDIOS DE INFORMACIÓN.
3º) Pues bien, en estos momentos, el Juez García-Castellón acusa: 1º) A Dina de difundir la noticia. 2º) A Pablo Iglesias de llevar a cabo un montaje con fines electorales...
Existe un problema: los dos primeros apartados están claramente PROBADOS, mientras que el tercer apartado HAY QUE PROBARLO, ya que no existen pruebas que respalden tal acusación...
La cuestión es GRAVISIMA!!!!
Y es que estamos asistiendo a algo surrealista y rocambolesco:
a) Una persona a la que una Audiencia tilda de PERJUDICADO, pasa, de repente a SOSPECHOSO..
b) Todo ello, además, inserto a la denominada PIEZA DEL CASO VILLAREJO, el cual, por otro lado, está en la CARCEL...
c) La PIEZA 10 VILLAREJO ha pasado a convertirse en un asunto secundario para el Juez y la Fiscalía Anticorrupción...
d) En la PIEZA VILLAREJO lo que que está en juego es, nada más y nada menos, el decidir si existió o no una policía política que atacó a la oposición durante la primera legislatura de Mariano Rajoy con la connivencia de algunos medios de comunicación.
e) En tales medios de comunicación se dedicaron horas y horas en cuestionar a la Fiscalía Anticorrupción, personalizando los ataques en uno de los fiscales del caso, Ignacio Stampa, que investigaban la organización criminal que dirigía el comisario Villarejo.
No perdamos la MEMORIA:
Estamos en noviembre de 2015. Podemos, después de que irrumpiera en el panorama político en las elecciones europeas de mayo de 2014, sigue un trayectoria ascendente. En esos momentos, Pablo Iglesias, compagina la dirección de partido con su escaño en el Europarlamento.....Por su parte, una de sus colaboradoras más próximas es Dina Bousselham....Un buen dia acude al Ikea de Alcorcón, y, en un descuido le roban varias pertenencias, entre ellas su móvil de Bousselham....Lo denuncia ante la Policía Nacional de la localidad madrileña.
El día 12 de enero de 2016, dos periódicos digitales de Madrid, Okdiario y El Confidencial, "a bombo y platillo", nos "informan" del contenido de un informe policial sobre la presunta financiación irregular de Podemos....Por supuesto tal "información" NO SE ENMARCA EN NINGÚN TIPO DE CAUSA JUDICIAL...Las publicaciones se producen coincidiendo con el arranque de las conversaciones entre Podemos y PSOE para una posible coalición de Gobierno.
En este contexto, "Manos Limpias", utiliza el informe de OkDiario y El Confidencial, para denunciar ante el Tribunal Supremo tanto a Iñigo Errejón como a Pablo Iglesias... Sin firma, ni sello, su contenido fue despreciado por el Alto Tribunal y por la Audiencia Nacional.
Y ahora llega el momento en que la POLÍCÍA de Jorge Fernández Díaz, Ministro de Interior, hace su aparición para remitir el MISMO INFORME al Tribunal de Cuentas...Y, poco después, sale a la luz un ESCANDALO del que apenas se habló: resulta que tal INFORME había sido confeccionado en la Dirección Adjunta Operativa, nido de la brigada política....
¡DEMENCIAL!
Resulta, además, que sabemos que uno de los COMISARIOS investigados en el caso Kitchen atribuyó la autoría de tal INFORME al comisario Andrés Gómez Gordo, el policía asesor de María Dolores de Cospedal.
Sobre todo este tema, SILENCIO SEPULCRAL....
PARALIZACIÓN DE LA INVESTIGACIÓN, Y, DESVIACIÓN DE LA ATENCIÓN HACIA LAS CUENTAS DE PODEMOS Y EL CASO DINA....
Pero, sigamos sin PERDER LA MEMORIA, con la descripición de los hechos...
Llega enero del 2016...
Ahora nos encontramos con la figura de Antonio Asensio Mosbah, propietario entonces del Grupo Zeta...
Un día, 20 de enero del 2016, el Señor Antonio Asensio, escribe por Telegram a Pablo Iglesias. Lo cita para entregarle un material que ha llegado a la revista Interviú y que incluye fotografías de la que el editor piensa que es la pareja del líder de Podemos. Durante 40 minutos, Iglesias dispone de un ordenador para, en privado, poder ver el material. No es su pareja la que aparece en fotos íntimas junto a capturas de chats del partido y otro material relativo a Iglesias y la formación. Se trata de Dina Bousselham, de la que había surgido el FALSO rumor de que mantenía una relación con su jefe.
Desde la dirección de Interviú, se afirma que la tarjeta del teléfono llegó de forma ANÓNIMA a la revista....Deciden que no era material de interés periodístico y se la entregan a Pablo Iglesias..
Pablo Iglesias se quedó con la tarjeta, pese a no pertenecerle, durante al menos seis meses. Después ha explicado que quería proteger a Bousselham, bastante afectada por entonces de las informaciones FALSAS que le vinculaban sentimentalmente a Iglesias.
Todo podría haber finalizado aquí...aunque siempre con la duda de que "algo olía mal en relación con lo sucedido"....Y es que, por un lado, la Polícía tenía la denuncia de Dina de que le habían robado la tarjeta (?????), y, por otro lado, tal tarjeta no aparece en manos de la Policía, que se supone de debió investigar los hechos, sino en manos de una Revista de dudosa reputación...Pero, cabe preguntarse, ¿qué podía haber hecho Pablo Iglesias? Si el caso está denunciado, pues dejar que la Polícía investigue...Si una revista le dice que tiene la tarjeta del movil robado de la que se considera su pareja, ¿debió también denunciarlo a la Policía?...Pero si la Polícia lo sabía ya todo!...A que estamos jugando?
Pero sigamos, sin PERDER LA MEMORIA:
Llegamos a Febrero de 2016...Pablo Iglesias tiene la tarjeta con fotografías de un movil robado a quien se considera que es su pareja...Son fotografías personales, en dónde no hay indicio alguno de delito...
Pues bien, es en estos momentos, en dónde hace su aparición el Sr. Villarejo....En Febrero de 2016, el comisario Villarejo se pone en contacto con los periodistas de Interviú y les dice que sabe que tienen la tarjeta y que la necesita para sus trabajos policiales.
La dirección de la Revista, MUY ATENTA ELLA, y, SERVICIAL, se reúnen con él para COMER EN UN RESTAUTANTE, y, así, sin más ni más, le entregan el material....Nótese que tanto el policía, entonces en activo, y, los dos periodistas de Interviú, se encuentran imputados por un delito de revelación de secretos.
Y ya la tenemos líada: el COMISARIO VILLAREJO tiene en sus manos todo el material recibido por INTERVIÚ...Y, entretanto, la POLICÍA ¿a qué conclusiones había llegado en relación con el robo de la tarjeta y el hecho de que ésta apareciese como de la nada, en una Revista como Interviú?...
Cada uno que piense lo que quiera...Yo tengo formada mi opinión...
Pero la vida seguía en esos años, y, de ese modo llegamos al Junio del 2016...Villarejo llevaba ya 5 meses en posesión de la tarjeta...¿Cuáles serían sus movimientos?
Los podríamos adivinar observando los acontecimientos del 21 de Junio del 2016
Ese día se celebran las elecciones generales y Podemos no logra su objetivo de dar el 'sorpasso' al PSOE....Sin embargo, Podemos obtiene 72 escaños, y eso abre la puerta a un Gobierno de coalición con Pedro Sánchez....En julio del 2016, Pablo Iglesias, formaliza su oferta al líder de los socialistas.
Y llega el momento de la CLOACA MEDIÁTICA, a través de la figura de Eduardo Inda...
El 22 de julio de 2016, Okdiario, dirigido por Eduardo Inda publica una información que adjunta el pantallazo de un chat interno de Podemos en el que Pablo Iglesias afirma: "La azotaría hasta que sangrase… Esa es la cara B de lo nacional popular… un marxista algo perverso convertido en un psicópata". Iglesias se disculpa públicamente del comentario en el chat privado: "Siento mucha vergüenza de haber hecho una broma machista".
Las cosas se complican, para las CLOACAS..
En el año 2017, el comisario José Manuel Villarejo Pérez, jubilado en el verano de 2016, es detenido en su chalet de Boadilla del Monte...El materila incautado ha servido para abrir más de 30 piezas vinculadas a "ENCARGOS" realizados al comisario cuando estaba en activo.
Las CLOACAS se revuelven "como gato panza arriba"....
De esta forma llegamos al año 2019...Ese año se remite un oficio al juez informando de que han aparecido dos archivos, DINA 2 y DINA 3, que albergan "una multitud de información de la usuaria, tanto datos personales, bancarios, fotografías de carácter íntimo, además de contener comunicaciones con terceros a través de correo electrónico diversas aplicaciones para telefonía móvil (Whatsapp, Telegram), archivos de vídeo y audio, estando buena parte de esos documentos fechados en los años 2014 y 2015”.
NOTA: ¡En la página 2 del informe se reproduce el mismo pantallazo del mismo chat que había publicado Okdiario!.
¡Qué mal pensados somos algunos!
Las CLOACAS deciden desviar la atención sobre sus DELITOS, intentando desprestigiar a Podemos...
¡No perdamos la memoria!
Descripción de los hechos, a partir a la aparición de los ARCHIVOS DINA 2 Y DINA 3
El 27 de marzo de 2019, Pablo Iglesias, y, Dina Bousselham declaran ante el juez Manuel García-Castellón....Pablo Iglesias reconoce que se quedó con la tarjeta cuando la recibió de manos de Asensio Mosbah (Interviú)...Por su parte, Bousselham cuenta al juez también que no pudo consultar su contenido después de que se la entregara Pablo Iglesias. El magistrado ofrece a ambos personarse como PERJUDICADOS en el caso...Además, en esos momento, García-Castellón, elogia la exposición del líder de Podemos...demostrando que todo se ha tratado de una estrategia para perjudicarles. El magistrado instructor llega a decir a Iglesias: "Sabe usted que aquí estamos investigando implicaciones muy serias del Ministerio del Interior…".
¿Qué es lo que ha cambiado en este tiempo? ¿Tendrá algo que ver que Pablo Iglesias es vicepresidente en un Gobierno de Coalición, al que muchos tachan de ILEGITIMO?
Y de este modo llegamos al 2020...
Durante un tiempo, el CASO DINA parece haberse diluído en un segundo plano...De repente, sin embargo, vuelve a REPUNTAR...El 18 de mayo de 2020 la POLICÍA CIENTÍFICA entrega un informe al juez sobre el contenido de la tarjeta y los famosos "pantallazos" y, sobre todo, los "daños" causados a la tarjeta...Esto hace que, a partir de ahora, se señale a Pablo Iglesias Iglesias como autor de dos delitos: daños informáticos por haber entregado la tarjeta a su dueña en un estado dañado; y otro de revelación de secretos, por haber guardado durante al menos seis meses el dispositivo que le había entregado Interviú sin trasladárselo a su legítima dueña....En esos momentos se solitica que se RETIRE a Pablo Iglesias la condición de PERJUDICADO...
De esa forma llegamos al 25 de mayo de 2020....
Ahora el Juez retira la condición de perjudicado a Pablo Iglesias...
Pero va aún más allá: emprende una investigación contra el lider de Podemos en dónde se le acusa de ser PRINCIPAL SOSPECHOSO DE LA PIEZA 10...¿Se acuerdan de la Pieza 10?...Si no lo hacen, deberían ir al inicio de esta cronología de las CLOACAS DEL ESTADO ESPAÑOL....
Y, de ese forma, como por arte de magia, VILLAREJO, el PRINCIPAL SOSPECHOSO DE LA PIEZA 10, queda como marginado en su propio CASO...Su lugar, lo pasa ocupar Pablo Iglesias...
¡ALUCINANTE!
¿Cuales son las medidas que García-Castellón decide llevar a cabo, en esos momentos?
1º) Ordena a Dina Dousselham que deje de compartir abogado con Iglesias...
2º) Comisión rogatoria a Gales para que la empresa que intentó recuperar el contenido de la tarjeta, explique si llegó dañada "físicamente"...
3º) Los policías de Asuntos Internos tienen que repasar la declaración de Ricardo Sa Ferreira, expareja de Boussleham.
Y en todo este lío, claro está, no podía faltar VOX:
EL 10 julio de 2020 Vox denuncia a fiscales del caso Villarejo...Se acusa a Ignacio Stampa de haber facilitado información confidencial a Podemos, en el transcurso del caso Villarejo...La denuncia ya ha sido archivado dos denuncias ya que no aprecia irregularidad alguna...Además, Vox, no tiene reparo en emponzoñar entrando en los bulos y mentiras referidas a las relaciones personales...Han llegado a dar por cierta una relación personal del fiscal y la abogada de Iglesias...pese a que ella niegue que haya relación alguna.
Malas noticias para las CLOACAS:
El 26 julio de 2020. La empresa galesa que analizó la tarjeta que Iglesias le devolvió a Bousselham contesta al juez que ésta no estaba dañada "físicamente"...Un informe posterior de la Policía Científica confirma que esos daños materiales fueron producidos por los trabajos iniciales de recuperación de la empresa
CONCLUSIONES:
1º) Ninguna de las diligencias ordenadas por el juez permiten avanzar en los indicios contra Pablo Iglesias.
2º) Entre tanto, García-Castellón rechaza tomar declaración de nuevo a Bousselham, como solicita Anticorrupción...¿Será porque en tal declaración EXCULPARÍA a Pablo Iglesias?
Otro "PETARDO" más...Llega la hora de CALVENTE.
En septiembre de 2020, declara ante la Audiencia Nacional José Manuel Calvente, antiguo abogado de Podemos.
Habia sido despedido por supuesto acoso a la abogada Marta Flor, aunque tal acusación ha sido rechazado los tribunales.
Calvente acude a la Guardia Civil en Barcelona, donde vive, para denunciar supuesta financiación irregular de Podemos.
La denuncia acabó en un juzgado de Madrid que investiga en la actualidad a la formación.
A partir de esos momentos, Calvente, se convierte en un asiduo de la medios y de algunas portadas de periódicos...En una entrevista a El Mundo presenta la tesis de que Podemos utilizó el caso Dina de forma falsaria para presentarse víctima de las cloacas policiales.
Ante tal declaración, RAPIDAMENTE, [con que rapidez se mueve la Justicia, en algunos casos] el juez considera que debe declarar en la Audiencia Nacional.
En la Audiencia, Calvente y presenta una teoría que dice que le HA CONTADO "alguien" de dentro del partido sobre quien se niega a revelar la identidad....
¡EL GLOBO DE LAS CLOACAS SE DESINFLA DE NUEVO!
El 16 de septiembre de 2020, la Sala de lo Penal de la Audiencia Nacional obliga a García-Castellón a que el líder de Podemos figure de nuevo como víctima y perjudicado en todo este embrollo.
Al mismo tiempo, sin embargo, los jueces, a la hora de tratar el tema VILLAREJO, que sigue en la CARCEL, hablan de “meras hipótesis alternativas” al referirse a la posibilidad de que Villarejo no esté detrás de la filtración a los medios...
No sirve de nada RECODARLES que VILLAREJO tenía en su casa la información que luego fue publicada por Okdiario, El Confidencial y El Mundo, sobre el Caso Dina...
¡Y VUELTA LA BURRA AL TRIGO!
Manuel García Castellón, el juez que investiga al excomisario José Villarejo, parece importarle un comino el CASO VILLAREJO, y, parece dispuesto a seguir R con R con el CASO IGLESIAS...
Y es que el 7 octubre de 2020, el juez toma la decisión de que las "hipótesis alternativas", sobre el Caso Villarejo, deberían ser investigadas por otra instancia
Al mismo tiempo, eleva exposición razonada al Tribunal Supremo en la que acusa a Iglesias de dirigir un montaje para sacar "rédito político".
Su acusación se basa en la declaración de Calvente que el magistado considera "minuciosa".....Todos sabemos que tales declaraciones están basadas en rumores y "dimes y diretes"...
El juez solicita también que se investigue a Gloria Elizo, a Raúl Carballedo, y a la abogada Marta Flor. También pide imputar a Bousselham y su exmarido por falso testimonio....Si por él fuera, todos los de Podemos seríamos imputados...
Y el "CULEBRÓN" SIGUE...
Y SI LLEGA A FINALIZAR, VENDRÁN MÁS....
Pero, eso sí, cada vez, con menos intensidad porque la CATARSIS que este País necesitaba ya lleva años llevándose a cabo...En algún momento veremos sus EFECTOS...y, las CLOACAS serán, no solamente totalmente descubiertas, sino también desmanteladas...
¡SI, SE PUEDE!
[Fuente: https://www.eldiario.es/politica/cronologia-pieza-10-acabo-iglesias-acusado-tarjeta-colaboradora-incautada-villarejo_1_6279911.html?fbclid=IwAR0NAH_d_7dC2YReg_q-E-zyMMzzqzqTm7-DKSHh1UJnx7wooWmbGKFzurg]
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2020.10.05 05:43 ArgenCoso Tilingos


Por Arturo Jauretche
CONFIRMADO me propuso este tema. Pensé entonces que era la oportunidad para ofrecer una respuesta, entre las muchas que pueden articularse, a un interrogante que plantea José Luis de Imaz en Los que mandan; "¿Por qué, no obstante su peso económico, su rol en la modernización, y haber sido innovadores tecnológicos, los empresarios no pesan en la vida del país?".
O pesan al revés. Este es el caso de ciertos tipos de grupos económicos capitalistas, adscriptos a la política de la Sociedad Rural, ya consolidados dentro del viejo sistema agro-importador, que prefieren un mercado interno pobre en condiciones de monopolio a un mercado en crecimiento en condiciones de competencia, como los que apoyaron la política de contención del progreso en las Juntas Reguladoras de la Década Infame. Sólo que éstos sí saben lo que quieren.
Pero no voy a hablar de economía, sino del tema propuesto; de la forma en que la tilinguería impone sus pautas, y cómo ellas están perturbando el desarrollo de la inteligencia nacional y sus impulsos creadores.
Y ésta es cosa de que debe tomar cuenta también el político militante, si es que no sabe que el comité ha muerto definitivamente. Porque los estados de opinión, entre los cuales tiene importancia fundamental el slogan que surge de la cuestión de los status, pesan mucho más que una recluta que sólo vale para las elecciones internas.
En el Espasa Calpe se lee tilingo: "Argentinismo: Insustancial, ligero, que habla muchas tonterías". Segovia, en su Diccionario de Argentinismo", expresa: "Dícese de la persona simple y ligera que suele hablar muchas tonterías".
Los paisanos, de un tipo así, dicen; "Hombre sin fundamento".
Don Hipólito -desde luego, Yrigoyen es el Hipólito por antonomasia- decía "palangana". Supongo a esta expresión tradicional y fundada en la poca cosa y mucho ruido de la enlosada al caer retumbante.
Usted lo conoce al tilingo. Y si no lo conoce, ahí lo tiene al lado, en esta mesa de un café céntrico donde se han sentado cuatro o cinco tipos con portafolios. Algún día habrá que escribir la historia del hombre del portafolio. Hubo la etapa de la posguerra con los "ingenieri" italianos recién llegados que escondían bajo el cuero -con una sugestión de planos y patentes de invención- el sandwich de milanesa del almuerzo. Ahora es posible que el portafolio contenga la cuarenta y cinco persuasiva, o la concluyente tartamuda portátil.
Pero esos que están en la mesa de al lado sólo llevan allí sueños, proyectos, hipotéticas transacciones. Andan a la búsqueda de enganchar algo, intermediar en alguna operación cualquiera para ganar una comisión, y muchas veces intermediando entre intermediarios. Generalmente se ayudan con el teléfono de un amigo que tiene escritorio y al que han pedido permiso para que les "dejen dicho". Ese teléfono, la mesa del café y el portafolio constituyen su establecimiento comercial.
Mientras llega "el asunto*', hablan de fútbol, de carreras, de política, de economía.
Cuando tocan estos dos temas últimos, nunca faltará quien diga: "Lo que pasa es que los obreros no producen". Ahí está el tilingo. No se le ha ocurrido averiguar qué es lo que él produce y qué producen todos ellos, puntas sueltas, mallas erradas en la enorme red de intermediación que es Buenos Aires.
Que un tipo que no produce diga, en una reunión de tipos que no producen, que no producen los únicos que producen algo, es tilinguería. En esto de producir, tenemos muchos productores rurales por el estilo que creen que la condición de productor la da la propiedad de una estancia, unos breeches y unas botas de polo, que viven en la ciudad -"porque mi señora dice que hay que educar a los chicos"- y dan una vuelta por el campo cada quince días. Productores rurales son los que trabajan y producen en el campo, que pueden ser patrones o peones, pero no los que no intervienen en la producción sino como propietarios, y que son rentistas aunque no arrienden. Estos también son de los que dicen que los "obreros" no producen. Y ya no desde la posición marginal del tipo del portafolio, sino empinándose como "fuerza viva" sobre la que descansa la economía del país.
Inevitablemente, éstos y otros representantes de la tilinguería son los que, ante la menor dificultad, califican al país: "Este país . de m...", colocándose fuera del mistao a los efectos de la adjetivación. Y la verdad es que el país lo único que tiene de eso son ellos: los tilingos.
El racismo es otra forma frecuente de la tilinguería.
La tilinguería racista no es de ahora y tiene la tradición histórica de todo el liberalismo. Su padre más conocido es Sarmiento, y ese racismo está contenido implícitamente en el pueril dilema de "civilización y barbarie". Todo lo respetable es del Norte de Europa, y lo intolerable, español o americano, mayormente si mestizo. De allí la imagen del mundo distribuido por la enseñanza y todos los medios de formación de la inteligencia que han manejado la superestructura cultural del país.
Recuerdo que cuando cayó Frondizi, uno de esos tilingos racistas me dijo, en medio de su euforia: -¡Por fin cayó el italiano! Se quedó un poco perplejo cuando yo le contesté: -¡Sí!, lo volteó Poggi.
Muchos estábamos enfrentados a Frondizi; pero es bueno que no nos confundan con estos otros que al margen de la realidad argentina, tan italiana en el presidente como en el general que lo volteó, sólo se guiaban por los esquemas de su tilinguería.
Ernesto Sábato, con buen humor, pero tal vez respirando por la herida, ha dicho en Sobre héroes y tumbas más o menos lo siguiente: "Más vale descender de un chanchero de Bayona llamado Vignau, que de un profesor de filosofía napolitano". La cita me chocó en mi trasfondo tilingo (fui a la misma escuela y leí la misma literatura) porque tengo una abuela bearnesa también Vignau, tal vez más que por lo de Bayona, por lo de chanchero (vuelvo a recordar que fui a la misma escuela, etcétera).
La verdad que ni el presidente ni el general son italianos. Simplemente son argentinos de esta Argentina real que los liberales apuraron cortando las raíces.
Pero la idea liberal o sarmientina no era ésa. Ella tenía, y tiene, una escala de valores raciales que se identifican por los apellidos cuando son extranjeros. Arriba están los nórdicos -con escandinavos, anglosajones y germánicos-; después siguen los franceses; y después los bearneses y los vascos; más abajo los españoles y los italianos, y al último, muy lejos, los turcos y los judíos. Cuando yo era chiquilín nunca oí nombrar a un inglés -que generalmente era irlandés, pero la diferencia era muy sutil para entonces- sin decir "Don", aunque estuviera "mamao hasta las patas". El francés, a veces, ligaba el Don; y en ocasiones, el vasco. Jamás el español, que era "gallego de...", lo mismo que el italiano "gringo de...". ¡Para qué hablar del turco y del ruso.'
En La condición del extranjero en América, Sarmiento parece revisar sus tesis sobre la inmigración. Pero no nos engañemos: se sintió defraudado por la misma porque vino del Mediodía de Europa. El hubiera querido una inmigración de arquetipos, y los arquetipos son los que estaban en lo alto de su escalera antiamericana y antiespañola.
Afortunadamente fracasó, y eso es lo que nos ha salvado como nación. En algún lugar he recordado las palabras de Hornero Manzi cuando me dijo: -Lo que nos ha salvado es la actitud del italiano y el turco, que en lugar de proponerse como arquetipos, propusieron como tal al gaucho; así, en el ridículo del cocoliche se nacionalizaron en lugar de desnacionalizarnos. Sólo falta imaginar lo que hubiera ocurrido si las pampas y las aldeas se hubieran poblado de los ejemplares arquetipos deseados por ese racismo, con la actitud de obsecuencia de las generaciones liberales para todo lo foráneo.
Ya se ha dicho que esa tilinguería racista viene de lejos.
Pero se acentúa cuando se producen cambios sociales. Entonces, la tilinguería se exacerba en una peyorativa actitud racista. Pasó con el acceso al poder del radicalismo. Los tilingos de entonces cargaron el acento sobre los apellidos italianos de la nueva promoción política suscitada con el ascenso de la clase media: la pequeña burguesía inmigratoria y los doctores de primera napa nacional.
La oposición conservadora adoptó un aire peyorativo que se tradujo en toda una literatura política, que fue del periódico -La Mañana y La Fronda, sucesivamente, fueron sus expresiones más calificadas- hasta el discurso parlamentario. Se jugaba, por ejemplo, con la equívoca significación de algunos apellidos; así, la triple fórmula Coulom-Coulin-Culacciatti, que integraba, con la igual finalidad peyorativa hacia los criollos desconocidos, don Julio del C. Moreno -un personaje riojano- completaba el ridículo en la imagen anal. Hasta cuando el apellido era patricio se lo modificaba para ponerlo a tono: así, padeciendo Yrigoyen de un posible mal de las vías urinarias, el doctor Meabe, su médico de cabecera, se convertía en el doctor Meabene para adecuarlo a la cita siguiente que era la de un correligionario de la 3a Don Plácido Meo.
En realidad, para los que lo escribían no se trataba de otra cosa que de un recurso humorístico. Pero para el tilingo de entonces el fundamento más real, el que más invocaba, el que más jugaba, era ese de los "gringos", Y lo de "gringos" sólo jugaba para los descendientes de inmigrantes provenientes del Mediodía de Europa. No para los otros.
Pasó mucha agua bajo los puentes, y vino otro movimiento multitudinario: el de 1945. Ya los gringos se habían incorporado y su presencia política no lesionaba a la tilinguería, no sé si es porque de las nuevas promociones ascendentes habían salido también promociones de tilingos. Sólo así puede explicarse que un hijo de italianos -Sammartino- haya hablado despectivamente de los "negros" al referirse al "aluvión zoológico", en una caracterización evidentemente racial y peyorativa, cuando aún estaba fresca la tinta que lo había calificado a él también peyorativamente.
Que "el gringuito" de unos pocos años atrás se sienta vieja clase frente a los descendientes de los conquistadores en la confrontación de sus apellidos no revela simplemente que "el gringuito" se ha incorporado a la tilinguería. Lo grave es que se ha frustrado como guarango. Y la guaranguería es la espontaneidad de las nuevas clases, de las promociones que irrumpen con cada ascenso de la sociedad, porque los dos grandes movimientos populares del siglo -el de 1914-16 y el de 1943-45- han sido la expresión de eso: de ascensos masivos.
No corresponde aquí desentrañar las raíces económico-sociales de los dos hechos históricos; ni siquiera la coincidencia con las dos guerras mundiales que nos aislaron de los países arquetipos en una neutralidad intolerable para los tilingos, pero que dio las bases para una consolidación propia.
Usted puede hacer un fácil test. Yo lo he hecho.
Sé que un fulano se ha gastado 15 millones de pesos en un departamento de la Avenida del Libertador. Nos encontramos y le adivino la intención de informarme de su compra, como corresponde al guarango. Pero yo quiero saber si está frustrado como tal y lo madrugo diciéndole antes de que me dé la noticia:
-Estoy muy afligido por un amigo que se ha gastado más de 10 millones en un departamento de la Avenida del Libertador... -¿Y por qué se aflige? -me pregunta inquieto. Le contesto: -Y... porque la Avenida del Libertador no es "bien"... -Pero entonces..., ¿qué es "bien"? -pregunta desesperado. -"Bien" es de la plaza San Martín hasta la Recoleta, de Santa Fe al Bajo. Y dentro de ese radio. "bien", "muy bien", el codo aristocrático de Arroyo, como dice Mallea: Juncal, Guido, Parera. . .
Le veo en la cara al hombre que está desesperado. Y entonces, lo remato: -La Avenida del Libertador es como tener un leopardo de tapicería sobre el respaldo del asiento trasero del coche.
El leopardo lo tiró a la vuelta. Del departamento no sé.
Pienso que lo hecho es una crueldad, pero la investigación "científica" es así... cruel como la vivisección.
Yo quería saber si el hombre era un burgués con toda la barba o un tímido burguesito en camino de terminar en tilingo. El que es verdaderamente burgués sigue adelante, cumple su gusto, se realiza con la arrogancia del vencedor y compra en la Avenida del Libertador, precisamente porque es caro, porque acredita su victoria y la prestigia ante los burgueses. Si quiere barrio, compra; y si quiere apellido y mujer distinguida, compra también. Podría citar casos. Pero no se achica, se disminuye; no se acomoda a los esquemas y limitaciones de los tilingos.
De aquí que mientras en Europa y en Estados Unidos un banquero o un industrial miran a un ganadero como un "juntabosta", aquí el ganadero lo mira por arriba del hombro al empresario. Y el empresario, que quiere ser "bien", se ve obligado a comprar estancia, a tener cabaña -así sea de perros-, porque sólo por la Rural, y tal vez por el Kennel Club, puede lograr ascenso social que apetece.
Lógicamente esta burguesía, desde que imita a la vieja clase, se somete a todas sus normas y, por consecuencia, también en política. Ese sometimiento y esa adhesión a las viejas clases -incongruente económicamente- no sólo se ejerce verticalmente. También horizontalmente, cuando contemplamos la geografía social del país.
Así, los titulares de los intereses vitivinícolas de Cuyo y los tabacaleros, azucareros y fruticultores del Norte, que necesitan un mercado interno de alto poder de compra -es decir, que el Litoral desarrolle una política de alto nivel de vida-, están ligados políticamente a los conservadores del Litoral, gobernados por cabañeros e invernadores cuya tendencia es producir a bajo costo en un mercado de poco poder adquisitivo para cumplir la función asignada en la división internacional del trabajo como abastecedores ultramarinos de las metrópolis.
Esta incongruencia es difícil de explicar, pero no son ajenos a ella el prestigio social del Litoral y la incapacidad burguesa de los del interior en los respectivos grupos patronales. Esta gente de Cuyo y del Norte es muchas veces portadora de apellidos españoles de abolengo arribeño, de mucho mayor cotización histórica que los abajeños del puerto. Pero queriendo asimilarse a la alta clase del puerto se han sometido a las normas políticas e ideológicas de los principales. De "bien" provincianos, quieren ser "bien" en la Capital. ¿Cómo extrañar entonces que los guarangos frustrados del Litoral se hagan tilingos, si la misma tilinguería la padecen muchos aristocráticos descendientes de la Conquista por el Perú?
La tilinguería cotiza una marca de vino, un tabaco, un pomelo, o una palta, muy por debajo de un toro lleno de medallas. Se entra muy bien en la alta sociedad llevando de la rienda al toro, pero es difícil mostrando una botella de vino por lujosa que sea la etiqueta, por más sugestiones de chateau que evoque, tanto en la presentación como en la exquisita calidad del producto.
A un cuarto de siglo de la entrada del país al capitalismo, debemos recordar que el capitalismo naciente en la Argentina fue ajeno en sus hombres al hecho histórico que lo provocaba, produciéndose la paradoja de que le correspondiese a la clase obrera abrir la etapa del desarrollo económico burgués. Más aún: la nueva burguesía sigue aún incapacitada para jugar su papel, y es precisamente porque en la medida que asciende, pierde conciencia de su propia realidad para hacer suya la imagen de importancia que le presenta el tilingo. Se queda en el "medio pelo" y, rechazando el triunfo burgués, se adecúa al remedo, a la imitación de la alta clase con la que cree tomar contacto cuando se acomoda a la imagen de alta sociedad que le brindan los declasados.
Hubo un tiempo en que los venidos a menos económica y socialmente se jactaban de ser un pequeño sector domiciliado en el "Palacio de los Patos" de la calle Ugarteche. Ahora se han multiplicado. desde detrás de la Recoleta hasta San Fernando, a lo largo de las vías del Central Argentino. (Lo designo así porque la nueva nominación ferroviaria es completamente tilinga, aunque la hayan hecho los guarangos, lo que prueba que, en esta materia, todos tenemos tejado de vidrio.)
Landrú ha identificado perfectamente los personajes describiendo en el "gordi" y el "mersa" la oposición tilinguería-guaranguería. El botellero próspero, con su Valiant resplandeciente, es feliz echándole soda al vino de marca, ocupando las mesas de los restaurantes caros, hablando fuerte de lo que dijo-"su señora", mientras "cena".
Está en el camino de constituir una burguesía. Todavía no tiene conciencia de que constituye un sector de la sociedad correspondiente a una etapa de la economía, y no ha alcanzado a comprender la correspondencia de sus intereses personales con los intereses de su grupo. Hijo de sus aptitudes capitalistas -aunque muchas veces también más de la inflación que de su capacidad, o de equívocas actividades comerciales-, está en el camino de constituir una burguesía. Pero en el momento de definirse como burgués y adquirir la psicología correspondiente, nota el contraste de sus gustos y normas con lo que es "bien".
Desde que se ha mudado al barrio Norte, desde Gerli o Quilmes, y la "señora" ha olvidado la batea deslumbrada por la máquina de lavar, ha hecho nuevos contactos que le dan la idea de una meta social que tiene que alcanzar. Comienza él también a añorar la época en que "el servicio daba gusto" y en que el obrero -el "negro"- se mantenía "donde debe estar". Olvida de inmediato que es precisamente ese cambio el padre de su prosperidad y de su posibilidad de acceso a niveles más altos. Más aún. que el mantenimiento de ese cambio y su profundización es su única garantía. Quiere dejar de ser "mersa" y sólo logra ser "gordi". E inmediatamente tiene el complejo político del "gordi", a quien comienza a imitar.
Y comienza a imitar a una imitación, tomando por modelo las malas copias. Porque la tilinguería constituida por las "gordis" no es ni remotamente la alta clase a la que cree aproximarse.
Desde la época en que los declasados se refugiaban en la calle Ugarteche, todo el "Norte" liminar se ha llenado de falsos declasados. Se ha constituido un sector social entero que vive en la convención de que "todo tiempo pasado fue mejor" en aquella "Jauja" retrospectiva -"cuando la tía Leonor tenía Lando"-; de miles de familias que se aterran al recuerdo de un ascendiente que figuró algo en la segunda y la tercera línea de los amanuenses de la oligarquía, Descendientes de militares -un oficio generalmente despreciado por la alta clase-, de secretarios de juzgados, directores de oficinas, bancarios pueblerinos y hasta de conscriptos de Curu-malal, se han construido imaginativamente un pasado señoril que tratan de revivir en una vida forzada que absorbe casi todos sus recursos en gastos de representación.
Revista Confirmado
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2020.10.03 01:06 bigotepop 15 conceptos (breves) que sin duda ampliarán tu visión del mundo y mejorarán tu capacidad de análisis, del mundo, la vida y la economía. (xpost)

Hola, les comparto 15 conceptos psicológicos, sociológicos, económicos y políticos (resumidos en explicaciones brevísimas) acerca de nuestra manera de ver el mundo e interpretarlo. Son solo algunos de los que yo considero mind blowing pero si ustedes pueden compartir algún otro se los agradecería.
Reduccionismo: Las cosas rara vez suceden por una única razón. Por lo general las cosas suceden como resultado de varios factores que conspiran al mismo tiempo. Nuestras mentes no tienen la capacidad de procesar esas relaciones complejas por lo que tendemos a explicar eventos en una causa única.
Dunning-Kruger effect: Ser conscientes de nuestras limitaciones intelectuales requiere cierto nivel de meta-conocimiento (pensar acerca de pensar). Ser estúpido te hace muy estúpido para darte cuenta de lo estúpido que eres.
Parasitismo cultural: Las ideas pueden convertirse en parásitos de la mente, cambiando el comportamiento de su huésped para transmitirse. Por lo tanto, una ideología exitosa, no es necesariamente la que ostenta la verdad, sino la que es más fácil de transmitir y más fácil de creer.
Survivorship bias (sesgo de supervivencia): Damos mayor peso a las evidencias que son más visibles, que a todas la que existen o existieron. Ejemplo: edad de piedra se le llama así por la creencia de que los cavernícolas usaban instrumentos a base de piedras, sin embargo, mayor parte de sus instrumentos eran de madera, simplemente que los de piedra fueron los que sobrevivieron.
Paradoja Condorcet: Aplicada a elecciones, cuando la población prefiere al candidato A sobre el B, al B sobre el C, y sin embargo prefiere al candidato C sobre el A. Esto ocurre cuando la población que apoya al candidato C está dividida en grupos que apoyan tanto al A como al B. De ahí la importancia de los candidatos más inclinados al centro ideológico.
Limited hangout: Táctica común utilizada por políticos y figuras públicas para revelar parcialmente información intrigante, satisfaciendo la necesidad de la misma y evitando que se descubra algo mayor. Por ejemplo, AMLO combatiendo a los huachicoleros del país, cuando la gran corrupción de Pemex podría venir de la compra de gasolinas al extranjero y contratos de servicios con internacionales.
Concept creep: Mientras más raro se convierte un problema social, por ejemplo, racismo o machismo, la sociedad reacciona expandiendo su definición, creando la ilusión de que el problema está empeorando cuando no es así. Por ejemplo, condiciones tanto de afroamericanos, como de mujeres en la sociedad, están comparativamente mejor que en cualquier punto de la historia, sin embargo, descontento está también en su nivel más alto al haberse expandido su definición.
Streetlight effect: La gente se enfoca en la información que es más fácil de obtener. Por ejemplo, mayor número de citas bibliográficas viene de artículos que aparecen en primera página de google, independientemente de su nivel de veracidad.
Ignorancia pluralística: Fenómeno donde un grupo sigue ciertas normas a pesar de que todos los miembros en secreto están en desacuerdo, lo anterior debido a que erróneamente creen que el resto del grupo sí está de acuerdo.
Tocqueville Paradox: Mientras los estándares de vida de una sociedad aumentan, también incrementan las expectativas de la gente. El incremento en expectativas eventualmente supera el ritmo de crecimiento del incremento en condiciones de vida, resultando en cambios al sistema y/o gobiernos populistas. ¿Argentina, México, Brasil y proximamente Chile?
Falacia del Nirvana: Cuando las personas comparan una situación real con un ideal que es inalcanzable. Por ejemplo, condenar el capitalismo por compararlo con un socialismo idealizado.
Goodhart Law: Cuando la medición se convierte en la meta deja de ser una medición. Por ejemplo, cuando las autoridades de algunas regiones en China comenzaron a pagar a los ciudadanos con Covid para que se internaran en los hospitales, y así bajar el ritmo de contagios, hubo quienes eligieron contagiarse a propósito para recibir el pago, trastornando por completo el objetivo de la medida.
Peter principle: Personas dentro de una jerarquía organizacional, llámese empresa o gobierno, suelen ser promovidos cuando realizan un buen trabajo y dejan de ser promovidos cuando llegan a un punto en el que no son aptos para el trabajo para el que los promovieron. Esto explica el por qué el mundo está lleno de gente que es visiblemente incompetente para las funciones que realiza.
Reactancia: Cuando se restringe a una persona a emitir su punto de vista, o se le presiona para que adopte uno nuevo, generalmente la persona reacciona creyendo aún más su punto de vista original. Esto explica la polarización de temas de prácticamente todo tipo en la red. Después de una discusión cada parte se va creyendo aún más en su punto original y poco se ganó discutiendo.
Anentiodromia: Un exceso de algo puede conducir al surgimiento de su contraparte. Por ejemplo, una sociedad que es muy liberal con sus ciudadanos con características tiranas, puede terminar siendo gobernada por uno que termine cambiando las características liberales de la misma.

Saludos
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2020.10.02 22:24 adanchalino 15 conceptos (breves) que sin duda ampliarán tu visión del mundo y mejorarán tu capacidad de análisis, del mundo, la vida y la economía.

Hola, les comparto 15 conceptos psicológicos, sociológicos, económicos y políticos (resumidos en explicaciones brevísimas) acerca de nuestra manera de ver el mundo e interpretarlo. Son solo algunos de los que yo considero mind blowing pero si ustedes pueden compartir algún otro se los agradecería.
Reduccionismo: Las cosas rara vez suceden por una única razón. Por lo general las cosas suceden como resultado de varios factores que conspiran al mismo tiempo. Nuestras mentes no tienen la capacidad de procesar esas relaciones complejas por lo que tendemos a explicar eventos en una causa única.
Dunning-Kruger effect: Ser conscientes de nuestras limitaciones intelectuales requiere cierto nivel de meta-conocimiento (pensar acerca de pensar). Ser estúpido te hace muy estúpido para darte cuenta de lo estúpido que eres.
Parasitismo cultural: Las ideas pueden convertirse en parásitos de la mente, cambiando el comportamiento de su huésped para transmitirse. Por lo tanto, una ideología exitosa, no es necesariamente la que ostenta la verdad, sino la que es más fácil de transmitir y más fácil de creer.
Survivorship bias (sesgo de supervivencia): Damos mayor peso a las evidencias que son más visibles, que a todas la que existen o existieron. Ejemplo: edad de piedra se le llama así por la creencia de que los cavernícolas usaban instrumentos a base de piedras, sin embargo, mayor parte de sus instrumentos eran de madera, simplemente que los de piedra fueron los que sobrevivieron.
Paradoja Condorcet: Aplicada a elecciones, cuando la población prefiere al candidato A sobre el B, al B sobre el C, y sin embargo prefiere al candidato C sobre el A. Esto ocurre cuando la población que apoya al candidato C está dividida en grupos que apoyan tanto al A como al B. De ahí la importancia de los candidatos más inclinados al centro ideológico.
Limited hangout: Táctica común utilizada por políticos y figuras públicas para revelar parcialmente información intrigante, satisfaciendo la necesidad de la misma y evitando que se descubra algo mayor. Por ejemplo, AMLO combatiendo a los huachicoleros del país, cuando la gran corrupción de Pemex podría venir de la compra de gasolinas al extranjero y contratos de servicios con internacionales.
Concept creep: Mientras más raro se convierte un problema social, por ejemplo, racismo o machismo, la sociedad reacciona expandiendo su definición, creando la ilusión de que el problema está empeorando cuando no es así. Por ejemplo, condiciones tanto de afroamericanos, como de mujeres en la sociedad, están comparativamente mejor que en cualquier punto de la historia, sin embargo, descontento está también en su nivel más alto al haberse expandido su definición.
Streetlight effect: La gente se enfoca en la información que es más fácil de obtener. Por ejemplo, mayor número de citas bibliográficas viene de artículos que aparecen en primera página de google, independientemente de su nivel de veracidad.
Ignorancia pluralística: Fenómeno donde un grupo sigue ciertas normas a pesar de que todos los miembros en secreto están en desacuerdo, lo anterior debido a que erróneamente creen que el resto del grupo sí está de acuerdo.
Tocqueville Paradox: Mientras los estándares de vida de una sociedad aumentan, también incrementan las expectativas de la gente. El incremento en expectativas eventualmente supera el ritmo de crecimiento del incremento en condiciones de vida, resultando en cambios al sistema y/o gobiernos populistas. ¿Argentina, México, Brasil y proximamente Chile?
Falacia del Nirvana: Cuando las personas comparan una situación real con un ideal que es inalcanzable. Por ejemplo, condenar el capitalismo por compararlo con un socialismo idealizado.
Goodhart Law: Cuando la medición se convierte en la meta deja de ser una medición. Por ejemplo, cuando las autoridades de algunas regiones en China comenzaron a pagar a los ciudadanos con Covid para que se internaran en los hospitales, y así bajar el ritmo de contagios, hubo quienes eligieron contagiarse a propósito para recibir el pago, trastornando por completo el objetivo de la medida.
Peter principle: Personas dentro de una jerarquía organizacional, llámese empresa o gobierno, suelen ser promovidos cuando realizan un buen trabajo y dejan de ser promovidos cuando llegan a un punto en el que no son aptos para el trabajo para el que los promovieron. Esto explica el por qué el mundo está lleno de gente que es visiblemente incompetente para las funciones que realiza.
Reactancia: Cuando se restringe a una persona a emitir su punto de vista, o se le presiona para que adopte uno nuevo, generalmente la persona reacciona creyendo aún más su punto de vista original. Esto explica la polarización de temas de prácticamente todo tipo en la red. Después de una discusión cada parte se va creyendo aún más en su punto original y poco se ganó discutiendo.
Anentiodromia: Un exceso de algo puede conducir al surgimiento de su contraparte. Por ejemplo, una sociedad que es muy liberal con sus ciudadanos con características tiranas, puede terminar siendo gobernada por uno que termine cambiando las características liberales de la misma.

Saludos
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2020.09.24 07:15 altovaliriano Septão Barth está sempre correto?

Septão Barth foi Mão de Jaehaerys I por 41 anos. Ele era um simples septão, filho de um ferreiro, entregue à Fé ainda jovem, que trabalhava na biblioteca da Fortaleza Vermelha e acabou se tornando amigo do rei.
Suas especulações são tratadas com ceticismo na Cidadela, mas os leitores sabem que elas têm fundo de verdade, podendo até que todas sejam verdadeiras.
De todo modo, há citações demais a Septão Barth nos livros principais e secundários para que possamos simplesmente ignorar suas idéias.

Irregularidade das estações tem fundamento mágico

A principal especulação que sabemos ser verdade é aquela que diz qie a irregularidade das estações em Westeros são resultado de magia em vez de um fenômeno natural:
O Septão Barth parece argumentar, em um tratado fragmentado, que a inconsistência das estações é um assunto para as artes mágicas, em vez de conhecimento confiável.
(TWOIAF, A Longa Noite)
Sabemos que esta será a solução apresentada por GRRM no final da saga:
Ele [GRRM] nos garantiu que um dia descobriremos como as estações funcionam em seu mundo, e que não será uma explicação científica porque, hello!, é um romance de fantasia. Ele disse que alguns fãs lhe escreveram apresentando explicações fantásticas envolvendo dois sóis, um dos quais é uma estrela negra anã, mas eles ficarão desapontados.
(SSM, 21/07/2006)
:::
As estações são "completamente baseadas em fantasia". Não há nenhum elemento tipo ficção científica nisso.
(SSM, 06/05/2005)

A Perdição de Valíria foi causada pela ganância e negligência

Aqui já começamos a entrar em terreno pantanoso, mas esta especulação de Barth já é tomada como verdadeira entre os fãs.
O septão teria influenciado o surgimento da noção de que a destruição de Valíria teria ocorrido porque os valirianos não conseguiram manter o controle mágico de seus catorze vulcões:
Um punhado de meistres, influenciados por fragmentos do trabalho do Septão Barth, asseguram que Valíria usou feitiços para domar as Catorze Chamas por mil anos, que seu apetite incessante por escravos e riquezas era tanto para sustentar esses feitiços quanto para expandir seu poder e que, quando finalmente os feitiços falharam, o cataclismo se tornou inevitável.
(TWOIAF, A Perdição de Valíria)

Dragões não têm sexo

Outra afirmação de Barth que têm muita repercussão entre personagens e leitores é a de que os dragões seriam uma espécie de hemafroditas sequenciais.
A crença de que os dragões podiam mudar de sexo se necessário é errônea, segundo a obra Verdade, do Meistre Anson, enraizada em uma má interpretação de uma metáfora esotérica que Barth proferiu enquanto discutia os mistérios mais elevados.
(TWOIAF, O Norte: Winterfell)
Essa metáfora de Barth é explicada por meistre Aemon a Samwell:
Os dragões não são nem machos nem fêmeas, Barth viu aí a verdade, mas ora uma coisa, ora outra, tão mutáveis como chamas.
(AFFC, Samwell IV)

Os valirianos criaram dragões com magia de sangue

Essa é uma afirmação mais controversa, mas é necessário observar que Barth pode estar se referindo a dragões de valíria, e não a todos os dragões em geral.
Em Dragões, Wyrms e Serpes, o Septão Barth especula que magos de sangue de Valíria costumavam usar caldo de serpes para criar dragões. Embora seja alegado que os magos de sangue experimentavam fortemente suas artes não naturais, essa afirmação é considerada absurda pela maioria dos meistres. Entre eles, o Meistre Vanyon, em Contra o não Natural, apresenta certas provas de que dragões existiam em Westeros até mesmo nos dias mais distantes, antes que Valíria ascendesse ao poder.
(TWOIAF, Sothoros)

Corvos falavam as mensagens dos Filhos da Floresta

Esta é uma especulação de Barth que tem algum suporte em texto.
Embora considerado desonroso nos dias atuais, um fragmento de História Antinatural do Septão Barth provou ser uma fonte de controvérsia nos salões da Cidadela. Alegando ter consultado textos preservados no Castelo Negro, o Septão Barth diz que os filhos da floresta podiam falar com corvos e fazê-los repetir suas palavras. Segundo Barth, este alto mistério foi ensinado aos Primeiros Homens pelos filhos da floresta, para que os corvos pudessem levar mensagens a longas distâncias. Isso foi passado, de forma “degradada”, aos meistres de hoje, que não sabem mais como falar com as aves. [...] Alguns meistres, devotados ao elo de aço valiriano, argumentaram que Barth estava certo, mas nenhum foi capaz de provar suas afirmações conseguindo uma conversa entre homens e corvos.
(TWOIAF, A Era da Aurora)
Aparentemente, a capacidade se perdeu porque os Filhos falavam com os corvos na Língua Verdadeira, que os humanos atuais não sabem falar:
[…] aqueles que cantam a canção da terra era o nome que eles mesmos se davam, na Língua Verdadeira que nenhum humano podia falar. Mas os corvos podiam.
(ADWD, Bran III)
Segundo uma canção nortenha, os Filhos teriam ensinado sua língua a Brandon o Cosntrutor, que possivelmente foi quem ensinou a outros primeiros homens (e meistres):
Ele foi levado a um lugar secreto para se encontrar com eles, mas, no início, não entendeu seu idioma, descrito como algo parecido com a canção das pedras em um riacho, do vento através das folhas ou da chuva sobre a água. O modo como Brandon aprendeu a linguagem dos filhos é um relato à parte, e não vale a pena ser repetido aqui.
(TWOIAF, A Era da Aurora)

O ouro de Rochedo Casterly destruiria os valirianos

Outra especulação de Barth controvertida, mas que os leitores atribuem um significado metafórico a fim de tornar verdadeira:
A riqueza das terras ocidentais combinava, em tempos antigos, com a fome da Cidade Franca de Valíria por metais preciosos. Mesmo assim, parece não haver evidências de que os senhores de dragões chegaram a fazer contato com os senhores do Rochedo, Casterly ou Lannister. O Septão Barth especulou o assunto, referindo-se a um texto valiriano já perdido, sugerindo que os feiticeiros da Cidade Franca haviam previsto que o ouro de Rochedo Casterly os destruiria.
(TWOIAF, As Terras Ocidentais)
Os leitores geralmente alegam que esta profecia teria sido mal interpretada, pois na verdade se referia a derrocada da Casa Targaryen pelas mãos de Tywin e Jaime.

A Perdição do Homem viria de Westeros

Em O Mundo de Gelo e Fogo, meistre Yandel está explorando a suposição de que a fortaleza na base da Torralta era de origem valiriana, quando cita Barth sobre estes visitantes que ali apareceram em tempos longíquos:
A afirmação do Septão Barth, de que os valirianos vieram a Westeros por causa das profecias de seus sacerdotes de que a Perdição do Homem viria da terra além do mar estreito, pode ser deixada de lado com segurança, como muitas das estranhas crenças e suposições de Barth.
(TWOIAF, A Campina: Vilavelha)
Muitos leitores encaram estas profecias estudada por Barth como sendo uma referência aos Outros e à Longa Noite.

Algo mágico mata os animais em Asshai

Barth acredita que a razão por que todos os animais levados a Asshai morrem tem relação com magia e não a fenômenos naturais do rio Cinzas:
Não há cavalos em Asshai, nem elefantes, mulas, burros, zebralos, camelos ou cachorros. Tais animais, quando levados para lá por navios, logo morrem. A influência maligna do Cinzas e suas águas poluídas têm sido implicadas nisso, já que é bem compreendido em Sobre Miasmas, de Harmon, que animais são mais sensíveis à impureza que emana dessas águas, mesmo sem bebê-las. Os escritos do Septão Barth especulam de maneira mais descontrolada, referindo-se a mistérios superiores com poucas evidências.
(TWOIAF, Asshai da Sombra)
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Em quais destas especulações de Barth vocês acreditam?
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2020.08.10 04:47 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 6)

Se Martin gosta de histórias de corações em conflito consigo mesmo, Stannis Baratheon levou um coração em guerra consigo mesmo a seu próprio estandarte.
Muitas contradições são postas à prova para Stannis na sequência da derrota no Água Negra. Mas como a história de Stannis é toda sobre a dicotomia entre homem político e héroi mítico, suas contradições também podem ser reduzidas a duas motivações. Encarar que é um pretendente cujo “orgulho obstinado” se provou inútil ou assumir que é um salvador predestinado cuja derrota serviu a um propósito maior?
De volta a Pedra do Dragão, é natural pensarmos que Stannis gostaria de ouvir umas boas desculpas de Melisandre. Porém, a sacerdotisa sabe muito bem que ficar na defensiva seria uma péssima estratégia. Especialmente quando estava bem claro que o rei havia apenas dispensado porque Bryce Caron havia pertubado sua vaidade. Então, quando Davos estava ausente e os Florents dominavam o cenário de Pedra do Dragão, Melisandre aproveitou para dizer “eu te avisei” sem oposições.
[…] Se eu estivesse com vocês, sua batalha teria tido um final diferente. Mas Sua Graça estava rodeado de descrentes, e seu orgulho mostrou-se mais forte do que sua fé. A punição foi severa, mas aprendeu como erro.
(ASOS, Davos III)
Estivesse Davos por perto facilmente ele poderia apontar os custos em vidas humanas que a suposta lição tomou, inclusive de seus próprios filhos. Porém, a determinação que diversos dias no Rochedo do Rei Bacalhau (que tradução horrível…) construiu minguou conforme o Cavaleiro das Cebolas definhava nas masmorras de Pedra do Dragão.
Quando finalmente o rei e o cavaleiro se encontraram, a urgência de ambos havia passado. Stannis não está dando ouvidos a qualquer tipo de estratégia para tomar o Trono de Ferro a força porque sabe que seria apenas mais uma partida de um jogo que ter certeza que não ganhará.
Sor Axell gostaria de me levar a retomar a guerra – disse o Rei Stannis a Davos. – Os Lannister acham que estou acabado e derrotado, e os senhores meus vassalos abandonaram-me, quase todos. Até Lorde Estermont, pai de minha própria mãe, dobrou o joelho a Joffrey. Os poucos homens leais que me restam vão perdendo o ânimo. Desperdiçam seus dias bebendo e jogando e lambem as feridas como vira-latas enxotados.
(ASOS, Davos IV)
Mas Stannis não quer perder, por isso não age. Muitas opções lhe são apresentadas por seus conselheiros. Sua primeira Mão, Alester Florent propõe que aceite a derrota e Stannis fecha esta porta ao depô-lo e aprisioná-lo.
Que Lorde Stannis retiraria sua pretensão ao Trono de Ferro e se retrataria de tudo o que havia dito a respeito da bastardia de Joffrey, sob a condição de ser aceito de volta à paz do rei e confirmado como Senhor de Pedra do Dragão e Ponta Tempestade. Jurei fazer o mesmo, em troca da devolução da Fortaleza de Águas Claras e de todas as nossas terras. Pensei... Lorde Tywin compreenderia o bom senso de minha proposta. Ele ainda precisa lidar com os Stark e também com os homens de ferro. […] E Stannis deu-me seu selo, deu-me licença para governar. A Mão fala coma voz do rei.
Nisso, não. – Davos não era cortesão, e sequer tentou amaciar as palavras. – A rendição não existe em Stannis, enquanto souber que suas razões são justas. Da mesma forma que não pode desdizer as palavras contra Joffrey, quando as crê verdadeiras.
(ASOS, Davos III)
Seu candidato a segunda Mão, Axell Florent, pede que Stannis parta para a guerra, pois uma vitória curaria as feridas de uma derrota. Ele construiu um plano de ataque a Ilha da Garra com Salladhor Saan que teria o triplo benefício de ter alta chance de êxito, atingiria um traidor e permitiria a pilhagem de uma grande fortuna.
Enquanto eu entendo que Saan tinha a intenção de ganhar dinheiro com este plano, vejo em Sor Axell uma obsessão com punir traidores, muito parecida com a sanha justiceira que muitas pessoas veem em Stannis. O cavaleiro Florent parece ter menos empatia do que Stannis Baratheon, mas ainda assim é um simulacro do comportamento do rei.
Talvez por isso que Baratheon dava ouvidos ao plano de Axell. E talvez por isso Melisandre pede a Stannis que ouça Davos (“foi Melisandre quem me disse para mandar buscar você quando Sor Axell quis entregá-lo a R’hllor” – ASOS, Davos IV). Se Axell era uma projeção do rei, Melisandre mandou buscar Davos para salvar Stannis dele mesmo.
E é exatamente o que Davos faz. Quando Stannis pede ao cavaleiro das cebolas que opine sobre o plano de atacar a Ilha da Garra, Davos se expressa com brutal honestidade, a despeito da ameaça da Axell. E então vemos o quão Stannis e Axell são espelho um do outro:
[Sor Axell] – Nem todos os homens de Celtigar foram mortos na Água Negra. Centenas foram capturados como seu senhor e dobraram o joelho quando ele o fez.
Quando ele o fez – repetiu Davos. – Eram seus homens. Estavam juramentados a ele. Que alternativa foi dada a eles?
Todo homem tem alternativas. Podiam ter se recusado. Alguns se recusaram e morreram por isso. Mas morreram honestos e leais.
Alguns homens são mais fortes do que outros. – Era uma resposta fraca, e Davos sabia disso. Stannis Baratheon era um homem com determinação de ferro, que nem compreendia nem perdoava a fraqueza nos outros. Estou perdendo, pensou, desesperando-se.
É dever de todos os homens permanecerem leais ao seu legítimo rei, mesmo se o senhor que servem se revela falso – declarou Stannis num tom que não admitia discussões.
(ASOS, Davos IV)
Percebam que Stannis não está agora discutindo a lealdade de Lorde Celtigar, mas a de seus subalternos. É comum que homens que nasceram dentro dos privilégios da nobreza imaginem que os homens são livres para escolher onde depositar sua aliança. Este tipo de pensamento ignora que a independência do vassalo no contexto feudal é sinônimo de rebelião. Assim, cabe a Davos, então, puxar o tapete de Stannis.
Um desvario desesperado dominou Davos, uma temeridade próxima da loucura.
Tal como o senhor permaneceu leal ao Rei Aerys quando seu irmão convocou os vassalos? – deixou escapar.
(ASOS, Davos IV)
A forma como Davos expõe a hipocrisia do rei é brilhante. Entretanto, não é menos magnífica a reação de Stannis à crítica. Afinal, quando Eddard expõs a covardia do plano para assassinar Daenerys, Robert removeu o amigo do cargo, furioso. Stannis, ao contrário, faz Davos sua nova Mão, pedindo explicitamente apenas “aquilo que sempre me deu. Honestidade. Lealdade. Serviço.
O filho do meio de Steffon Baratheon vive querendo se distanciar da sombra de seu irmão mais velho. Entretanto, quando o assunto é a capacidade de fazer e manter aliados, este abismo é tratado como uma espécie de deficiência, mesmo para o próprio Stannis.
A voz do rei estava carregada de fúria. – Meu irmão tinha um dom para inspirar lealdade. Até nos adversários. Em Solarestival ganhou três batalhas num só dia, e trouxe Lorde Grandison e Lorde Cafferen para Ponta Tempestade como prisioneiros. […] Eu teria atirado Grandison e Cafferen numa masmorra, mas ele transformou-os em amigos. […]. Meu irmão fez com que o amassem, mas, ao que parece, eu só inspiro traição. Até no meu próprio sangue e família. Irmão, avô, primos, tio da esposa…
(ASOS, Davos IV)
E, de fato, logo antes da fazer Davos sua nova Mão, Stannis novamente recitando uma ode à falta de misericórdia que ele chama de “justiça”.
Um rei – concordou Davos. – Um rei significa a paz.
Eu trarei justiça a Westeros. Algo que Sor Axell compreende tão mal quanto compreende a guerra. A Ilha da Garra não me traria nada... e seria uma coisa maligna, como você disse. Celtigar tem de pagar o preço da traição pessoalmente. E quando eu subir ao trono, pagará. Cada homem colherá o que semeou, do mais alto dos senhores ao mais baixo rato de sarjeta. E alguns perderão mais do que as pontas dos dedos, garanto. Fizeram o meu reino sangrar, e não me esqueço disso.
(ASOS, Davos IV)
Entretanto, esse discurso cai logo no capítulo seguinte. Diante da perspectiva de os nortenhos e os homens de ferro terem perdido os reis por meio dos quais executaram rebeliões contra os Lannisters, o Rei do Coração Flamejante, tal qual havia feito com os Senhores da Tempestade, prontamente pensa em oferecer indultos totais para quem se bandeie para sua causa.
O lobo não deixa herdeiros, a lula gigante deixa muitos. Os leões vão devorá-los, a menos que... Saan, vou precisar de seus navios mais rápidos para levar enviados às Ilhas de Ferro e a Porto Branco. Oferecerei indultos. – O modo como cerrou os dentes mostrou o pouco que gostava da palavra. – Indultos totais, para todos aqueles que se arrependerem da traição e jurarem lealdade ao seu legítimo rei. Têm de compreender...
Não compreenderão. – A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. […] Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Esta é mais uma demonstração de como Stannis está completamente distante da figura que Varys e Mindinho pintavam dele em A Guerra dos Trono. Além de evidenciar que a visão que Donal Noye tem de Stannis (“Stannis é de ferro puro, negro, duro e forte, é verdade, mas quebradiço, como acontece com o ferro. Quebrará antes de dobrar” – ACOK, Jon I) é de alguma forma equivocada. Na cabeça do ferreiro, o rei ainda é aquele rapaz de 20 anos de idade que ele viu guardando Ponta Tempestade para o irmão. Noye não esteve com Stannis nos últimos 16 anos para verificar que tipo de homem Stannis se tornou.
Na verdade, quando o ferreiro da Patrulha elogia Robert Baratheon, estamos literalmente testemunhando Noye fazendo apologia cuja inabilidade para governar é notória. Portanto, podemos perguntar: Donal Noye tem cacife para fazer a avaliação que fez?
Por fim, uma vez resolvido que o rei não irá seguir a via de Alester (rendição) nem a sugestão de Axell e Salladhor (pilhagem e punição dos traidores), resta apenas a via de Melisandre. Contra esta, todos os argumentos de Davos são inúteis, pois Stannis não consegue culpar Melisandre pelo que ocorreu na Batalha do Agua Negre tanto quanto Davos não consegue culpar Stannis. Davos deve o que tem a Stannis, assim como Stannis deve o que teve a Melisandre.
Segundo A Mais Precisa Linha do Tempo, passaram-se aproximadamente 35 dias entre a Batalha e a chegada de Davos a Pedra do Dragão. Não sabemos o que ocorreu neste ínterim, mas podemos imaginar que Melisandre passou a costurar novas narrativas para manter Stannis crendo em seu poder.
Sabemos que Stannis estava confinado com Melisandre, sem comer, e havia rumores que eles desciam até o coração do Monte Dragão para observar as chamas a partir dos poços do vulcão (ASOS, Davos II). Em A Fúria dos Reis, a história de que Stannis seria a reencarnação de Azor Ahai não servia a outro propósito senão para justificar a presença de sacerdotisa ao lado do rei. Em A Tormenta de Espadas, porém, somos apresentados ao fato de que este herói mítico das histórias do Mar de Jade estava destinado a “acordar dragões da pedra”.
Pela primeira vez Melisandre cita a figura do Grande Outro e de modo específico sobre a grande guerra contra a escuridão que está por vir. Entretanto, de forma inédita Melisandre une o arco de Azor Ahai com a necessidade de conquista política de Westeros:
A areia corre agora mais depressa pela ampulheta, e o tempo do homem sobre a terra está quase no fim. Temos de agir com ousadia, senão toda a esperança estará perdida. Westeros tem de se unir sob seu único rei verdadeiro, o príncipe que foi prometido, Senhor de Pedra do Dragão e escolhido de R’hllor.
(ASOS, Davos IV)
Portanto, aparentemente Melisandre vem alimentando Stannis com esta narrativa. Ela sabe que Cressen olhava para Stannis como um ser humano comum, enquanto Davos o vê como um rei (ASOS, Davos III). Porém, mesmo dentro da idolatria de Davos, não há espaço para a faceta mística que Melisandre atribui a Baratheon. Com isso, GRRM nos mostra claramente que há um cabo-de-guerra entre a scardotisa e o cavaleiro, cada um nutrindo no rei uma faceta diferente.
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Falarei mais na próxima parte.
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2020.07.31 09:29 curiosaentodo ¿Soy la mala por negarme a pagar quinientos a una compañera?

Bien, no sé si esta publicación rompe con alguna regla, lo siento si es así. Sólo que esto me ha puesto muy pensativa desde que sucedió y necesito saber si soy la mala. Siéntanse en libertad de eliminarla si es así. También la publico aquí porque mi inglés es un asco. Comencemos (es una historia larga y es MI VERSIÓN entonces pónganse cómodos y tomen algo pues esto será MUY largo). Es mi primera publicación así que lamento si está revuelto o algo.
Todo comienza cuando conocí a esta chica, la cual nombraremos como Berta, habrán más personajes pero bueno, Berta es la principal aquí (a demás de mí) la conocí en la preparatoria, en las primeras semanas de clases, (yo realmente soy alguien que no hace amigos con facilidad, soy tímida, insegura y casi nada sociable, pero intento acercarme pues me gusta conocer gente y tener amigos aunque son muy poquitos los que tengo). Me costó acercarme, era muy cortante conmigo; con el tiempo pude conversar con ella más ya que en los proyectos nos juntábamos en el mismo equipo.
Me cambié de colegio para la prepa. No estaba para nada acostumbrada a trabajar en un equipo donde uno hace todo y los demás sólo te ven trabajar o hacen casi nada. En mi antigua escuela si no trabajas, te sacaban del equipo sin excepción. En este nuevo colegio todos eran más tranquilos, y yo no sabía cómo comportarme, era muy estricta en los trabajos en equipo y durante un semestre entero me peleaba mucho con el equipo que compartíamos Berta y yo. Al final decidí salirme y ella se fue también, ambas estábamos cansadas de pelear y gastar horas de sueño.
No, no estábamos haciéndonos mejores amigas ni nada pero coincidíamos en que no era bueno para ninguna quedarse. Terminamos en diferentes equipos. El siguiente semestre tuve realmente muchísimos problemas y me la viví llorando, apagada, y con mucho estrés (cosas que contaré en otra historia) y de vez en cuando ella me llegó a hablar y escuchar, lo cual me hizo pensar que era una niña muy linda y comprensiva, realmente la admiraba, es alguien que siempre tiene ideas, talento artístico, y sabe sacar mucha plática. Me hacía sentir bien cuando platicábamos.
Poco a poco me di cuenta de cosas que no me agradaban mucho como el hecho de que siempre tenía ideas pero no permitía que otros aportaran, es decir que siempre le gustaban las cosas a su modo. También que le gustaba destacar en trabajos y que sólo trabajaba en cosas que le interesaban. (Claro, en alguien muy creativo, es más fácil trabajar en cosas así y no en física o matemáticas si estas no son tu fuerte) pero era extraño que cuando eran trabajos como escribir una canción o grabar un comercial, estaba muy dispuesta. Si era para un trabajo de laboratorio o una tarea de investigación siempre estaba ocupada en la calle, se quedó dormida, etc. Había pretextos. De todos modos, como trabajaba bien en otras cosas, lo dejábamos pasar. También noté que le gustaba restar un poco a los demás y comencé a sentir que no trabajaba bien en equipo.
Todos en el salón sabíamos que estaba loca por un maestro en específico, aquí es un ejemplo de cómo quiso destacar en un trabajo y hacernos ver mal a nosotros (o bueno, se puso como la heroína y aunque lo fue, no fue del modo que cuenta). En este caso se tenía que escribir una canción, yo tenía una idea tranquila pero no sabía expresarla, al final ella dijo que se encargaría (esto es algo que también es común en ella, cuando no quiere trabajar, se ofrecía a hacerlo en su casa o a veces era porque sólo ella se entendía) pero resultó que le pidió ayuda a un amigo para que se la escribiera y ya sólo era cantarla, ella la pasó a su instrumento. Al momento de redactar el documento de cómo se escribió la canción, puso algo como "Nosotros realmente no estamos familiarizados con esto de escribir canciones, pero para Berta no fue así, gracias a sus poemas y ayuda de su instrumento, la canción fue posible" no recuerdo las palabras pero bueno, el punto es que fue evidente el porqué hizo esto: el maestro que se sabroseaba era quien lo calificaba. Bien, no es para tanto, al menos quiso ayudar al equipo. Y lo hizo.
Ok, no nos hizo ver mal tal cual, pero sí me sorprendió. Pasemos a otro trabajo, en este caso, era hacer una reseña donde grabábamos un vídeo para yt y hablábamos sobre un libro; ella, yo y otra persona nos tocó ser quienes salían en el vídeo. Inventamos un guion y nos pusimos a ensayar. Se le ocurrió decir que dijéramos que era su canal y que nos retaba a leer un libro, ok nada mal, pero luego propuso que me preguntara porqué me puse de grosera y enojona cuando me "recomendó" el libro. No lo vi necesario, ni para hacerlo más real, porqué esa necesidad de que me vea como la "mala" del cuento, pero bueno accedí a la mala.
Son cosas que puedes dejar pasar, al cabo sólo era un trabajo. Fuera de los estudios yo intentaba acercarme, como dije, me sentía cómoda con ella. Pero siempre quería estar cerca de su bff que llamaremos "Ruth". Cuando llegaba al colegio y me acercaba a saludar, me preguntaba si había visto a "Ruth bebé" (sí, así lo decía), y en varios momentos, sólo quería estar con ella. (supongo que es algo normal, todos queremos estar con un amigo más cercano) lo raro era que una vez hablamos y me dijo que se sentía mal porque Ruth la cambiaba por otras personas y se sentía más alejada y en nuestros retiros donde nos abríamos entre el salón, decía que le gustaría que más personas se le acercaran, entonces me preguntaba si no se daba cuenta de que yo me acercaba. Incluso en el último retiro, ELLA propuso que nos juntáramos Yo, ella, Paola y Esperanza (nombres cambiados, por supuesto) a ver películas en una casa. Yo estaba más que feliz, no hay nada mejor que convivir con tus amigas, creí que era una oportunidad para acercarnos más. Pero unos días después de que no hubiesen tocado el tema den nuevo les comenté a Paola y Esperanza que le preguntaría a Berta cuándo le parece juntarnos; a lo que ellas respondieron: oh no, nos canceló. Dijo que las vería con Ruth. Me decepcioné porque bueno, siempre era así. Al menos así podría acercarse a Ruth denuevo.
Finalmente entramos a un nuevo año de prepa, ergo: nuevo salón, nuevos compañeros. Las listas me informaron que Paola y Esperanza este año estarían en mi salón (el pasado no lo estuvieron) al igual que Berta. Yo estaba muy feliz, tenía la esperanza de que este fuera un gran año. Esta escuela AMA poner trabajos en equipo, yo no los disfruto del todo, se me da más trabajar sola pero no me gustaba la idea de dejar a Paola, Esperanza y Berta solas. Esto lo digo porque los equipos que se formaban eran de este modo:
Maestro: FORMEN EQUIPOS DE SEIS PERSONAS PARA TODO EL SEMESTRE
-Se forman equipos de ocho, cinco y siete- Por lo que sólo estábamos Paola, Esperanza, Berta y yo. Los equipos que les faltaban integrantes eran esos donde una trabaja todo el documento y otra trae el cutter y ambas consiguen la misma calificación (Historia real) por lo que no era viable eso, y los que les sobraban eran de personas "combo", todos juntos sí o sí. Bueno, Berta es muy lista, yo también soy muy buena estudiante al igual que Esperanza, Paola no era la mejor en cuanto investigar pero siempre aportaba algo. No tenía problema, pero qué sucede, resulta que mientras hacíamos la corta lista de cuatro integrantes para trabajos de seis personas, me dice Ruth "no, espera, estoy pensando en irme con el equipo que tiene ocho personas" me quedé muy sorprendida, me dolió, ( debo aceptar que, como eran trabajos de debate y el equipo de ocho estaba formado con dos integrantes del club de debate bastante buenos, entendería porqué no quería competir contra ellos o era más beneficioso trabajar con ellos) pero pues... viendo que de por sí somos un equipo pequeño, reducirlo a uno de tres, sí me dejó un mal sabor de boca, sin decir nada taché su nombre y entregué el papel. El profesor me miró sorprendido y me advirtió que sería un año pesado con un equipo tan corto.
(PD: En el primer debate ganamos, el profesor incluso me dijo que debería entrar al equipo de debate, esto me hizo ver que nadie puede decirnos que somos tontas ni nada a pesar de lo que aparentamos, esto lo escribo porque supe que Berta creyó que no sabíamos trabajar. Así que pudimos seguir adelante todo el año). El último semestre ella se cambió con nosotras, yo gustosa la acepté, olvidé todo. Oh no, gran error.
Semestre final = HARTOS TRABAJOS EN EQUIPOS
Me saltaré varios proyectos de aquí, pues casi todos terminaban con una pequeña pelea o Berta saliiéndose del trabajo porque no hizo su parte y prefería abandonar a desvelarse. Cabe resaltar que , Paola y Esperanza son dos amigas mías quienes no dañan a nadie, son bien tranquilas, un pan de dios. Así que sólo peleábamos Berta y yo.
Aquí es cuando Berta comenzó a actuar muy diferente.
Última presentación antes de la pandemia, hacer una investigación con conclusiones tipo PROPUESTAS. Como podrán suponer, era en equipos, y no era de un tema creativo. Decidimos hacerlo en línea, pero Berta nunca apareció, ella estaba ocupada, ya habíamos acabado con la parte informativa y aparece Berta preguntando en qué ayudaba. Yo le propuse que buscara info para agregar, pero dijo que ya habíamos puesto todo, entonces le propuse que escribiera las propuestas pero ella dijo "bueno, leyendo lo que pusieron, no encuentro propuestas así que pondré mi conclusión". Le comenté de nuevo que eran propuestas pero dijo que ella sabía qué poner y escribió algo tan personal que no aportó al trabajo, le pedí que escribiera lo que el profesor pedía pues era parte de la calificación pero se negó argumentando que "No había algo funcional para las propuestas" le pedí que incluso se inventara algo, al final sólo era un trabajo, y que incluso la ayudaremos a completar pero usó el pretexto más RIDÍCULO "No me engañaré a mí misma escribiendo algo que no creo" eso me dejó tan confundida, al final cada quién escribió una propuesta, ella no, dejó su opinión personalizada y así terminó esta conversación hasta que terminando de presentar chequé mi celular y vi un mensaje de ella diciendo que ya sabía qué poner. Aclaro que no vi el mensaje hasta después de presentar pero me reí un poco porque recordé lo que dijo la noche anterior.
Ahora sí, después de esta larga larga introducción de cómo fue trabajar con ella por dos años, puedo iniciar con lo que respecta a mi pregunta.
Desde que inició el último semestre se nos dejó un trabajo de ecología donde tendríamos que ayudar a una comunidad. Yo realmente en los proyectos, (y creo que todos) preferimos un trabajo donde no tengamos que poner mucho dinero. Vamos, es la prepa, ¿para qué gastar tanto en algo así? En fin, se me ocurría hacer algo con cosas reciclables, pero debo poner que los maestros que tenemos son bien dedicados a su trabajo, es decir, hacen el trabajo con pasión, lo aman realmente. La maestra de ecología era una total mujer verde, entonces cuando estábamos dando ideas para el trabajo, Berta propuso una granja de abejas (apiario) "estaría genial que tuviese cada una un apiario en su casa" bueno, realmente era un proyecto maravilloso, pero pues no ninguna tenía lugar dónde poner una caja así mas que Berta. "En tu cochera" dijo ella, "NO TE VAN A HACER NADA" (esto es más importante más adelante) la maestra finalmente se nos acercó para ver qué íbamos a hacer, le comenté mi propuesta y asintió, pero cuando Berta dijo "yo propongo un apiario" la maestra casi saltó de alegría, obviamente insistió en que ese fuera el proyecto, y bueno a regañadientes aceptamos. Lo hablamos y se ACORDÓ que como ninguna mamá de nosotras permitiría abejas en su casa y por la falta de espacio, sólo Berta tendría el apiario en su casa e iríamos con ella a ayudarla. (Lo hablé con mi mamá y divertida dijo que ni loca dejaría que abejas anduvieran en su casa, a demás de que tengo perros que no querría que destruyeran, atacaran o fueran atacados) El proyecto incluía hacer videos documentando el proceso.
No teníamos una caja de abejas (obviamente) y ella propuso que la HICIÉRAMOS NOSOTRAS MISMAS no hace falta decir que es un trabajo difícil si nunca has usado martillo, taladro, cierra, etc. A demás de lo costoso que sería conseguir los materiales, por lo que se descartó la idea al momento. Avance rápido y finalmente consigo (yo) una caja GRATIS por un contacto. Berta hizo lo que pudo para que nos dieran una pero nos iban a cobrar unos miles de pesos en la caja, la abeja reina, etc. (Hizo lo que pudo, pero ya verán porqué recalco algunas cosas) Estábamos satisfechas con que ya se reduciría el costo del proyecto; la caja estaba usada pero vacía, la llevamos a su casa y a petición de Berta, la dejamos en su cochera y llamé al contacto que me ayudó con la caja para que nos dieran tutoría pues ninguna sabe algo sobre cómo cuidar abejas. Compramos flores para que las abejas tuvieran de qué alimentarse, no fueron tan costosas. Nos fuimos todas tranquilas.
Cada parcial teníamos que entregar un avance del proyecto. (Yo trabajo con lo que tengo y me esfuerzo por conseguir lo mejor cuando puedo) Me ofrecí a editar el video con una app de celular, que era lo que tenía en ese entonces, todas aceptaron, ponía calco-manías de abejas, letreros... en fin, el video quedó "tierno" pero a Berta no le pareció, por lo que ella lo terminó editando a su gusto. La maestra podría decirse que yo era de sus favoritas, le gustaban mucho los trabajos que le entregaba, por lo que no veía el problema. En fin, menos trabajo para mí. Hubo dificultades para juntarnos, al ser forzosa la aparición de todos los integrantes en el video, teníamos que juntarnos al menos dos veces a la semana, oh pero Berta... Berta comentó que las tardes sólo podía ciertos días (al igual que nosotras por clases obligatorias de las tardes) sin embargo en los días libres Berta no podía faltar a sus clases de fuera de la escuela, citas con ciertas cosas que no mencionaré, trabajo, etc. (Puedo entender que sea una persona ocupada, pero entonces ¿porqué poner un proyecto tan difícil y hacerte responsable sabiendo que no puedes?
(Oh, y si se preguntan porqué no puse un alto, la maestra insistía que todo saldría de maravilla, no había vuelta atrás) Qué equivocada estaba la maestra.
Todo salió bien el primer parcial. Cuando inicia el encierro, es cuando las cosas salen mal, pues no podíamos juntarnos para continuar y sólo faltaba un vídeo.
Debo explicar algo:
El primer vídeo sólo era explicar el proyecto
El segundo era consiguiendo materiales e iniciando el proceso
El tercero eran los resultados, así que apenas en el tercero estarían entrando las abejas en la historia.

Un día cualquiera, recibimos en el grupo un mensaje de Berta totalmente asustada pues "¡Hay abejas en el apiario! (El tutor nos dijo que conseguir abejas sería rescatándolas, a un costo de 600-800 pesos no recuerdo. Milagrosamente, al tener la caja medio usada, las abejas aparecieron sin necesidad de gastar un solo peso, esto era lo mejor que nos pudo pasar, incluso con una abeja reina, Dios, Oddin, Buda, estaban de mi lado y en el de nuestras carteras) Me pidió que llamara inmediatamente al tutor que fuera a ayuarla, el apiario seguía en su cochera y tenía miedo de que LAS ABEJAS LE HICIERAN ALGO y yo estaba que me moría de risa por dentro porque ella misma dijo que LAS ABEJAS NO TE HACEN NADA, claro que no me puse a discutir y la tratamos de calmar mientras hablaba con él, lo mismo dijo, las abejas no te hacen nada. Pero no escuchó, después de un rato de alarme nos mandó un audio (o mensaje, no recuerdo) diciéndome que la había regado por completo. Se me heló la sangre, ¿qué había hecho?
Resulta que mientras yo hablaba con el tutor, ella llamó a otra persona y ellos eran los dueños oficiales de la caja que me habían prestado (la caja me la prestó un maestro, el tutor se la pidió) y pidieron que se las regresáramos. Le comenté al tutor esto, me dijo que si queríamos conservarla simplemente no le siguiésemos hablando, (sé que estaba mal, pero sólo eran unos meses, estaba desesperada y asustada) el señor pidió la dirección de Berta y ella se la pasó, también le comentó el señor que nos multarían por tener abejas sin permiso y blablablablabla, yo le insistía, suplicaba que no les dijera más pero ella dijo que sí se las entregaría y tendría que comprar otra de tres mil pesos masomenos. Estábamos muy molestas pero ya no había nada qué hacer. Ahora, ella dijo que alguna de nosotras tendría que ir a comprar la caja, yo no me muevo sola por la ciudad, tengo padres protectores, al igual que las otras dos (P Y E) por la pandemia mi familia ni loca quería salir, y bueno P Y E tendrían sus propias razones por las que no pudieron ir. Berta sí se puede mover sola, así que ella se el tutor fueron por la caja. Este ayudó a mover las abejas al nuevo apiario. Claro que los servicios del tutor no eran de a gratis y le cobró todo a Berta, acordamos pagarle cuando nos pudiésemos ver.
Como la pandemia se extendió la maestra CANCELÓ el proyecto y lo transforma en una forma de exentar. El proyecto nuevo era individual (Aleluya cñor Oddin, jebus o Buda) pero sólo quienes participen en la parte final del proyecto antiguo exentarían. Le preguntamos a Berta qué sucedería y dijo "pues yo lo voy a entregar" y mis ojos estaban como platos al leer ese mensaje, pero no soy alguien tranquila (creo que se dieron cuenta) y me puse a defender que nosotras igual deberíamos participar. (Estudiar online fue más complicado de lo que creíamos, exentar habría sido una bendición, así es HABRÍA SIDO) Creo que al final se dio cuenta de que ninguna pagaría si nos saca del proyecto. Ella ya había hecho supuesta mente 90% del vídeo, nos dio unas cuantas frases a narrar y se ofreció a editarlo.
Aquí termina la parte del proyecto por el momento, Berta nos comenta el total de todo y pone que son unos $430 cada una. Es el primer proyecto que pagaba más de doscientos y estaba algo molesta, pero aceptamos pagarle. Pero con la pandemia le pedimos tiempo pues nuestros padres no tenían el dinero por el momento. Ninguna tiene un nivel económico alto, así que entendíamos la situación de cada una. Hubo unos días que en el grupo pedía si ya se lo podíamos pagar, aquí fue cuando hubo algo que me llamó la atención. Berta comentaba que quería comprarse unas cosas de arte con el dinero que le pagaríamos, en mi caso y el de las demás igual el dinero mi familia lo estuvo usando para comida, nada de caprichos. Por lo que esperaba que mínimo diera tiempo para poder establecer el dinero.
Ahora pasemos a otro suceso de otra materia que tiene que ver con esto. Un proyecto algo largo de investigación y creación de infografías y carteles, éramos (como siempre) tres, era un proyecto de.... (adivinaron) seis personas. Mandé mensaje al profesor, quería saber si se podía con otros salones, dijo que sí. P y E insisten que invitemos a Berta al equipo, con tal de trabajar menos, estuvimos de acuerdo. Resumen de la conversación.
¿Tienes equipo?
No
¿Te nos unes?
No... esque como que no saben trabajar y tengo que corregirlas mucho y me canso... lo haré sola
Oh bueno, nice
Metimos a otra persona y empezamos a trabajar.
Unos 20 min después de empezar (Tardamos alrededor de unas 6 horas en el trabajo) Recibo un audio de Berta "Oye, siempre sí quiero trabajar, ya no me alcanza el tiempo para hacerlo sola" y pues me quedé como "pues..."
"Ah no, mejor sí lo hago sola" y dejó de contestar
Faltando DIEZ minutos para entregar el proyecto, Berta me manda un audio: Oye Unicornio, como ya las ayudé en entrar en el proyecto, ¿podrían meterme en el trabajo porfa?
Yo lo sentí un tipo amenaza en el momento, pues aún no se entregaba el proyecto, así que podía sacarnos aún, aunque ya no lo creo porque pues se arriesgaría a que no le pagáramos (cuánta guerra por un proyecto) en fin, lo pusimos.
Siguiente proyecto
¿Te nos unes?
Va, pero... nos faltan dos, ¿no?
Sí pero ya tienen todos equipos
¿Se puede con otros salones? (Me imagino que se quiso ir con Ruth)
Sí, también ya tienen equipo.
*Se desconecta*
Nosotras: ._____.
Trabajamos desde las cinco de la tarde hasta la una de la mañana y aún nos faltaba un poco para acabar. Sin ratros de Berta. Acordamos levantarnos temprano para acabarlo.
Faltando denuevo unos minutos para entregarlo, Berta aparece.
"Hola, supongo que ya me sacaron jajaja"
Ninguna respondió, estábamos molestas
"¿Ya acabaron o las ayudo en algo"
-Visto-
-¿Podría alguien responderme al menos?
POR PRIMERA VEZ PAOLA LA ENFRENTO, SE ME HIZO TAN TIERNO Y GLORIOSO
Sí, te sacamos, y ya lo acabamos.
Ok, perdón ¿Me entregan mi dinero?
Bien, aquí ha pasado un tiempo considerable, sin embargo como podrán suponer, las cosas no iban bien. Sólo yo respondí esta vez: Berta, te JURO pagarte, pero no es mi dinero, mis papás tienen que avisarme (cabe aclarar que igual estaban molestos por los sucesos que ocasionaron esto pero igual saben que pagar era lo correcto)
El día de entrega del vídeo Berta me manda mensaje diciéndome que la aplicación con la que editaba se estropeó, y bueno con lo que sucedió la vez pasada no creía que yo editando el video sería una gran opción. (A demás de que TODOS los demás vídeos de otras materias, yo los editaba por horas en un nuevo programa) pero ni P ni E sabían editar así que lo hice, lo edité como lo pidió y faltando una hora maso menos, mi computadora comenzó a fallar y se perdió el archivo y mi aplicación ya no quiso funcionar, me asusté tanto y les informé a mis compañeras, todas estaban asustadas mas ninguna me echó la culpa, hablamos con la maestra y nos dio tiempo de entregarlo. Cabe aclarar que ya todas habíamos entregado todo y este vídeo sólo era para asegurar un diez. Pero no hubo modo de que mi computadora funcionara a tiempo, así que el vídeo se perdió. Es decir, entregamos... nada. Me disculpe muchísimo con el equipo pero ninguna estaba molesta, sólo Berta porque el proyecto fue para nada.
En mi preparatoria si no tienes todo pagado, no te dejan ver tus calificaciones (sigo sin saber con qué promedio me gradué) no hemos podido pagar. Berta mandaba mensajes al grupo pidiendo su dinero en el grupo, yo le respondía que esperara, las demás nunca le respondieron. Hasta que me cansé y esperé a que me dijeran mis padres cuándo lo tendrían. (Son del tipo que si insistes se enojan mucho, dan miedo). Por lo que ya no respondía sus mensajes, siempre respondía lo mismo.Hasta que una vez me marcó, pidiéndome el dinero, la llamada fue la siguiente:
¿Hola?
ZOE ¿ya tienes el dinero?
Déjame ver -la pone en silencio-
Pa, que si ya tienes el dinero
Pues... sólo traigo este billete en mi cartera... pero bueno, dile que sí
-Suspiro- sí, ya lo tengo, puedes venir por él, trae cambio porfavor.
¿No me lo pueden traer?
-Miro a mi papá quien niega con la cabeza-
No, perdón, no podemos
Ok, a las cinco iré, ¿está bien?
Claro, aquí te espero
-No vino-
Insistió que se lo llevara a su casa, pero mi familia no estaba de acuerdo, por lo que me dio la opción de que se lo depositara. Le expliqué esto a mi papá y me dijo molesto que le dijera que no, que si lo necesitaba tanto, que viniera por él. Así lo hice. Ahí empieza el pleito pues Berta se molesta diciendo que no es justo, que no quería quedar mal conmigo, etc. "Te estoy dando opciones" no me estaba haciendo ningún favor realmente, pero pues como dije, mis padres no estaban contentos con esto. "No hubiese hecho el video y exentas que sí me pagas, y como no hiciste nada pues para qué" (borré todo, no recuerdo bien lo que decía) pero ese "No hiciste nada" me rompió, comencé a decirle todo, todo lo que pensaba, lo que sentía, lo que soportaba de ella, las frases que nos decía de lo mal que trabajamos. Fue una gran discusión, ella igual mencionó cosas de mí, no la representaré pues hay cosas que no pienso mencionar. al final de tantas palabras sólo dijo "Mañana voy por el dinero y ya" Estaba por decirle que trajera cambio exacto pero mi enojo y tristeza me hicieron decirle "Pues me la estoy pensando en si te pago o no" Aunque realmente quería decir "en ese momento" y eso la enojó más (por obvias razones) Finalmente le dije que igual molestara a las demás (investigando un poco, a las demás sólo les mandó uno o dos mensajes según me dijeron) Realmente sí quería pagar pero estaba muy molesta en ese momento, y le dije que ese dinero era de mi papá, lo único que había, pero terminó bloqueando mi celular.
No le entregué el dinero, a veces me siento mal por esto pero mis amigos insisten en que estuvo bien defenderme. ¿Uds qué opinan? Aclaro que sé que el dinero sin importar para qué lo quería, pues se lo tendría que pagar, pero sabiendo que es más para un capricho que para una emergencia, mínimo se pudo esperar.
Dudo que alguien lo lea completo pero si lo hacen, espero sus respuestas.
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2020.07.18 04:18 darkssister As coisas que faço por amor: Vida e morte

Voltando para analisar mais dois ensaios de A Guerra dos Tronos e a Filosofia, dessa vez já na Parte Dois chamada “As coisas que faço por amor”. Enquanto a parte um foi mais política essa julga mais a moral da personalidade e das escolhas das personagens. Escolhi analisar só dois textos dessa parte por achar que eles trazem mais reflexões interessantes.
5-O INVERNO ESTÁ CHEGANDO: A SOMBRIA BUSCA PELA FELICIDADE EM WESTEROS por Eric J. Silverman
Para Platão, a vida de justiça e virtude é uma vida feliz, logo o homem justo é feliz, e o injusto é desgraçado (p.77). Silverman pontua que em outras estórias épicas essa premissa é verdadeira, em ASOIAF não é bem assim. Nós vemos o justo e honrado Lorde Stark ser executado e traído:
(...) No que parece ser o repúdio da visão platônica, a virtude e a justiça não trazem felicidade para ele.
Mas talvez “viver feliz para sempre” não seja o tipo de felicidade ao qual Platão se referia ao alegar que o homem justo é feliz. (...) ele não pode estar dizendo que o homem virtuoso tem a garantia de uma vida bem sucedida em termos de felicidade material terrena. (p. 78)
Essa felicidade parece estar então ligada ao imaterial e não apenas ao prazer, podendo também estar ligada ao divino. Como exemplo Silverman traz a jornada de Bran que teve seu corpo quebrado.
Mas ele vive um tipo diferente de sucesso, desenvolvendo habilidades psíquicas como troca-pele, que pode ver tudo que as antigas árvores, chamadas represeiros, viram. Como promete o tutor de Bran, Brynden: “Você não voltará a andar...mas voará.” (p.80)
Será que podemos mesmo considerar isso enquanto um sucesso? E para além disso, Bran Stark é uma pessoa justa para merecer tal sucesso divino?
A Pessoa cruel é feliz?
Há pessoas injustas que enganam para parecerem virtuosas e assim adquirir benefícios (alô Maquiavel). Para Silverman essa é a principal estratégia de Cersei, mas ele deixa claro que essa não é uma estratégia confiável porque os atos cruéis dela exigem engodos constantes que podem ou não dar certo ou não o que a leva a cometer mais e mais maquinação. Entre essas maquinações de Cersei o autor cita a morte de Jon Arrys que nós sabemos bem que não está na cota de crimes da rainha. O autor deveria saber já que ele faz uma análise da personalidade paranoica de Cersei da qual temos contato em AFFC. Para ilustrar ele até utiliza de uma fala de Tyrion presente em ADWD na qual ele analisa a irmã.
Cersei é tão gentil como o Rei Maegor, tão altruísta como Aegon, o Indigno, tão sensata como Aerys, o Louco. Nunca esquece uma afronta, real ou imaginária. Confunde cautela com covardia e divergência com desafio. E é gananciosa. Tem ânsia de poder, de honra, de amor.
(ADWD, Tyrion VI)
Cersei nunca está feliz pois nunca está satisfeita. Para Platão, o problema mais grave do tirano cruel é a psique dominada pelo que há de pior nele e para Silverman, Cersei é a epítome daquilo que Platão alerta para ter cuidado: uma alma cruel, dissonante e instável.
“A vida não é uma canção, querida. Poderá aprender isso um dia, para sua mágoa”
Temos que concordar que só a justiça não é suficiente para alcançar a felicidade, mesmo que imaterial. Aristóteles em sua Ética a Nicômaco também concorda conosco. Conhecemos o interior de Eddard Stark e sabemos o quanto de sofrimento ele carregava.
(...) alguém pode ter virtude e ao mesmo tempo estar “sujeito aos maiores sofrimentos e infortúnios, e, afora quem queira sustentar a tese a qualquer preço, ninguém jamais considerará feliz um homem que vive nessas condições”. (p.84)
Nesse momento o autor erra ao dizer que Catelyn não queria que Eddard fosse para Porto Real, ele deve ter se confundido com a série. sabemos que na verdade ela tem medo que Robert suspeite que Ned se opõe a ele, completamente influenciada pelo mau pressagio da imagem da loba morta com o chifre de veado preso na garganta.
Em conclusão, Silverman acredita que jogar o jogo dos tronos é tolice caso esteja à procura de felicidade, pois se “ganha-se ou morre” o risco é alto demais e os ganhos não são assim tão positivos.
juro-lhe, nunca me senti tão vivo como quando estava ganhando este trono, nem tão morto como agora que o possuo.
(AGOT, Eddard II)
8-SERIA UM ATO DE MISERICORDIA: ESCOLHA ENTRE A VIDA E AMORTE PARA LÁ DO MAR ESTREITO por Matthew Tedesco
O autor faz um comparativo entre o estado de vida e morte de Bran e Drogo. Ele informa que enquanto Bran está sendo cuidado por um meistre da Cidadela, Daenerys recorreu a magia de Mirri Mas Durr. Porém Tedesco não cita que, antes da magia Mirri trata Drogo de uma forma muito parecida com a que um meistre da Cidadela faria (AGOT, Daenerys VII).
Ele faz uma digressão sobre as escolhas medicas da eutanásia a partir da frase “seria um ato de misericórdia” dita por Jaime a Tyrion em relação a Bran. Por mais cruel que seja essa frase (além de é claro o interesse de Jaime ser na possibilidade do segredo ser descoberto) ela faz um certo sentido quando se vai discutir sobre eutanásia ativa ou passiva “matar ou deixar morrer”.
De acordo com Brock, matar é causar a morte de modo intencional, não importando como ela ocorra. Como a eutanásia passiva é intencional e resulta em morte, trata-se de um ato de matar, tanto quanto a eutanásia ativa. (P.117)
Depois desse soco, Tedesco vai discutir algo ainda mais polêmico: a eutanásia em crianças, já que Bran Stark tem apenas 7 anos. Eu não vou discutir muito aqui sobre essa digressão que o autor faz (que diga-se de passagem é muito bem feita e detalhada trazendo até casos reais da medicina) pois não é algo que estou apta a falar.
Voltando ao assunto da misericórdia, o autor diz que o leitor fica obviamente horrorizado com a sugestão de Jaime Lannister, mas não é a mesma reação que temos quando Daenerys decide por matar Drogo. Ele atribui isso à vida que o leitor espera que Bran tenha depois de sua recuperação, já Drogo estará para sempre em estado vegetativo. Para entender melhor isso ele vai tratar sobre a diferença entre ser humano e ser pessoa.
Michael Tooley, por exemplo, alega que ter consciência e uma concepção de si como indivíduo contínuo de experiências são os critérios fundamentais para definir uma pessoa. (...) Mary Anne Warren cita uma lista de cinco critérios (consciência, raciocínio, atividade automotivada, capacidade de se comunicar e presença de autoconceitos) e argumenta que um número não especificado deles corresponde a uma pessoa. (p. 123)
Portanto o assassinato de Bran seria condenável por ele ser uma pessoa, mas o assassinato de Drogo não seria nem mesmo um assassinato. Seria? “as respostas raramente são fáceis” (p.124).
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2020.07.07 01:48 darkssister As mentiras que contamos por amor

Volto para analisar mais um texto de A Guerra dos Tronos e a Filosofia, ainda da Parte Um chamada “Quando se joga o jogo dos tronos ganha-se ou morre”
2- MENTIR A UM REI É UM GRANDE CRIME por Don Fallis
Fallis questiona se seria moralmente pior mentir para um rei, citando como exemplo no episódio em Darry no primeiro livro. Mas é moralmente mentir para um rei? Fallis responde que de acordo com o consequencionalismo, sim é pior, mas, para mim, isso não é o que mais importa nesse ensaio.
O autor cita várias mentiras e enganações feitas pelos personagens, mas guarda uma sessão única chamada As mentiras de Lorde Stark e enumera as mentiras como a de dizer que Catelyn prendeu Tyrion às ordens dele quando na verdade isso era uma tentativa de proteger a esposa, ele conta essa mentira inclusive para o rei. Além dessa tem a sua falsa confissão antes de sua execução. Fallis diz que, alguns filósofos, como Paul Grice, diriam que falta comprometimento com a mentira que Eddard conta no septo e por isso ela não seria uma mentira, pois ele foi coagido a dizer aquilo. Outros como J. L. Austin, diriam que ainda assim o Stark mentiu, pois ele tinha a opção de não a fazer e assumir as consequências, como fez Sir Thomas More, que foi coagido a dizer que Henrique VIII tinha autoridade sobre a igreja na Inglaterra.
Entre as mentiras de Eddard pode-se somar seu último encontro com Robert:
-Robert...-ele quis dizer Joffrey não é seu filho, mas as palavras não vieram. A agonia estava escrita de forma muito clara no rosto de Robert; não podia feri-lo mais. E assim Ned baixou a cabeça e escreveu, mas no lugar em que o rei dissera “o meu filho Joffrey, escreveu “o meu herdeiro”. O engano fê-lo sentir-se sujo. As mentiras que contamos por amor, pensou. Que os deuses me perdoem.
(AGOT, Eddard XIII)
Fallis concluiu que mesmo a mentira de Eddard não sendo uma ação, nesse caso ele omitiu algo do rei do qual ele é mão, portanto ele está enganando Robert, assim como Cersei.
Mentir é pior que enganar?
O autor reflete agora sobre a mentira/engano de Cersei em relação a paternidade dos filhos dela. Ele cita Kant e Chishalm que achariam que, se ela tentasse garantir explicitamente que Joffrey, Myrcella e Tommen são filhos de Robert ela teria feito algo pior. Eu acredito que nesse caso a mentira e a enganação são a mesma coisa. Apenas enganação seria no caso do relacionamento que ela mantém com Jaime, já que ela nunca precisou mentir para orei sobre isso (mas vai mentir para outras pessoas como o Alto Pardal).
-E, por último, pior de todos, alguns dizem que seus filhos não foram gerados pelo Rei Robert, que são bastardos nascidos do incesto e do adultério.
-Stannis diz isso -Cersei falou imediatamente.-Uma mentira, uma mentira, uma mentira, uma mentira palpável.
(ADWD, Cersei I)
Trair a confiança e transferir a responsabilidade
Levar alguém a confiar na sua enganação faz com que o ato seja pior? O fato da outra pessoa ter se enganado transforma algo em mentira? Para Fallis “É possivél levar alguém a confiar e trair esta confiança sem contar uma mentira direta” (p. 38), isso é o que Mirri Mas Durr faz com Daenerys quando ela diz que só a morte pode pagar pela vida e faz a Khaleesi acreditar que avida trocada é pela
-Preveniu-me que só a morte podia pagar pela vida. Pensei que se referisse ao cavalo.
-Não. - Disse Mirri Mas Duur. -Era nisso que queria acrditar. Conhecia o preço.
(AGOT, Daenerys IX)
Fallis se questiona se o fato de Daenerys ter se enganado diminuiria a responsabilidade moral de Mirri sobre o engodo. De certa forma, a Maegi preservou a autonomia de Daenerys e a escolha foi feita pela Khaleesi. Filosofos como Kant e Stuart Mill enfatizam o valor moral da autonomia.
Daenerys poderia facilmente ter esclarecido a questão ao perguntar: “Você realmente quer dizer que pode devolver a saúde de Drogo tendo como preço apenas a morte do cavalo dele?” (p.40)
Fallis também analisa a enganação como artificio de guerra, que obviamente está ligado à tática de Robb para o Ramo Verde. Nesse momento ele parafraseia Sor Barristan “pouca honra existe em truques” (mas nosso querido sor sabe da importância de um truque para ser bem sucedido em uma empreitada como por exemplo no desafio de Valdocaso). O autor deixa claro que ele não concorda com a ideia de que “no amor e na guerra vale tudo”, pois alguns tipos de enganações são injustificáveis em termos morais em batalhas, Tywin Lannister inclusive é mestre nesse tipo de engodo.
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2020.06.11 06:43 revact Bitácora de un Emigrante Por Lexter Savio

…a mi cita fui, pero el horizonte se había cansado de esperar. J. Sabina. …a todos los emigrantes, en especial a los cubanos. Miami, Florida, Junio 2019.
En las alturas de una barbacoa* en Centro Habana, una de las gavetas del viejo gabinete de mi bisabuela, alberga aún la boleta con la ubicación de trabajo asignada una vez graduado. Había abandonado aquel año, el puesto como profesor de Ecuaciones de la Física-Matemática en la Facultad de Ciencias y Tecnologías Nucleares de la Universidad de La Habana. Había tomado un avión destino a la Ciudad de México por séptima vez. Y había decidido no regresar, -al menos no desde México-… ¿Pero cómo marcharse y dejar todo lo que se ha amado, todo lo que se ha vivido, todo lo que uno verdaderamente es? Las calles que te vieron crecer, el árbol donde jugabas a las escondidas, los bancos de los parques sin luces, donde maduraron los primeros amores, los primeros besos, las primeras traiciones. Los amigos de la infancia más temprana, los que conocieron la versión más humana de tí mismo. ¿Cómo seguir sin mirar atrás, para no ver las lágrimas en los ojos de los seres queridos? ¿Cómo safarse de toda la historia almacena el alma de la noche a la mañana?… Había llegado a Tijuana… Me habían esposado por primera y única vez… Y el territorio americano me amparaba bajo la ley que ha aceptado a tantos y tantos cubanos, que en busca de esperanzas abandonamos nuestro país. “Bienvenido a la YAMA” decían por todos lados. “Este es el país del YES y el OK, donde haces lo que te manden” -solía decir un viejo conocido-… Me había quedado solo después de un encuentro prometido. No tenía dinero, no tenía trabajo, ni siquiera tenía identificación. En el país de las libertades me sentía menos libre que nunca. Un hombre necesita algo o alguien donde depositar su esperanza. Un hombre sin esperanzas es un hombre dispuesto a perderlo todo en cualquier momento. La esperanza lo mantiene atento, enfocado, le ofrece una meta, lo mantiene vivo… En tales condiciones había considerado varias veces la idea de regresar, como si nada hubiese pasado. Sería recibido como gusano o como héroe, en cualquiera de los dos casos -si es que son distintos-, me hubiese convertido en un tipo muy polémico, posiblemente famoso. “Profesor universitario cruza la frontera y luego de llegar a Miami compra un boleto de avión y regresa a La Habana” hubiesen sido los titulares… Pero cómo regresar teniendo bajo las pies, la tierra por la que tantos cubanos han muerto, cómo regresar teniendo un mundo abierto a las oportunidades… La posibilidad de ayudar a los tuyos que quedaron en la isla, la posibilidad de un mejor futuro, la posibilidad de volver a ser tu mismo en tierras ajenas; esas son las raíces de las cuales, un emigrante se sujeta en su nueva realidad. Había pasado por intervalos de tiempo donde trabajaba donde fuera necesario. Trabajos de esos donde los demás te miran como si te tuviesen lástima. Era un fenómeno muy raro, el pensar que meses anteriores exponía; como interactuaba la molécula de monóxido de nitrógeno (NO) con una matriz de gas noble en condiciones cercanas al cero absoluto. Y verte de momento, descargando un camión, fregando carros, armando pallets, o recogiendo las inmuebles que ya no consideraban necesario los habitantes de un condominio y los tiraban a la basura. No era solo yo, así íbamos un montón de emigrantes, mayormente latinoamericanos ganándonos la vida, buscando nuestro lugar… Había decidido dejar crecer mi pelo, no importaba que ocurriera, crecería hasta mi regreso. Sentía que con el crecer del cabello me hacía más dueño de mí mismo, de mi realidad que no era muy favorable. Era una muestra de: – no quiero que me veas como ves al resto, no sabes que pasa por mi mente- no es una mente comercial como las que suelen a menudo cruzar las calles de esta ciudad multicultural. ¿Y cómo ser transparente en un mundo de gente opaca? Esta ciudad almacena personajes muy raros y gente de muchos colores. Las personas desarrollan un armazón para su auto-protección, porque asumen que todos a su alrededor solo quieren joderlo. Ocurre que en lugar de traernos lo mejor de nuestros países, salen a la superficie las cualidades más egoístas y mezquinas… Un cargo, o el mínimo rasgo de poder que se le otorga a alguien, lo convierte en un breve dictador y como consecuencia no hace más que atropellar a sus paisanos. La gente compra cosas que no necesitan -muchas cosas diría yo- intentando llenar los vacíos que su realidad emocional no llena. La mujeres son infelices, los hombres están siempre demasiado ocupados y no tienen el tiempo necesario para satisfacer a sus mujeres, lo cual finalmente acaba aumentando la infelicidad de ambos. Están los que de regreso a su país, solo intentan mostrar una mejor versión de ellos mismos, al menos una mejor versión económica. Los que no dejan de repetir cual era su profesión antes de emigrar, para lucir mejor y más digno en una conversación. Los que se llenan de cadenas doradas, para darse más valor, porque como humanos son insuficientes. Los que hacen sonar el motor de su carro más alto que el resto, porque su incapacidad intelectual y su odio interior, no les permite ver que no son más que imbeciles… Están las nuevas y viejas generaciones de cubanos que solo hablan del día en que termine el atroz régimen que consume a Cuba, ya que en la propia Isla a nadie realmente le importa. Y así vamos más desunidos, más esclavos del ego, más reparteros, más Bajanda, más recargas, más especuladores, más indolentes, más sombras y menos luces, así vamos… Nos alimentamos de mentiras en todos lados, de malas vibras, de hipócritas -de muchos hipócritas-, de gente que aprende a mentir muy rápido y se van perdiendo, la superficialidad y la mediocridad generalizada los consume. “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso”*. … … … Mi cabello había crecido lo suficiente, pasaba por debajo de los hombros, indicando el momento de regresar… Los reencuentros tienen ese don de sorprendernos, porque inconscientemente siempre uno imagina repetidas veces la escena del reencuentro. Independientemente del tipo y del modo de reencuentro siempre ocurre este proceder… Había llegado a La Habana sin muchas complicaciones y la visión de la isla por vez primera, luego de un largo período de tiempo, conmueve al alma más ruda. Llevaba mi equipaje a las puertas de salida donde esperan siempre los familiares y los abrazos desencadenaron las lágrimas que llevaba almacenando durante tres largos años. Respiraba una y otra vez, volvía a respirar, largos y profundos shoots de aire, re-descubriendo los olores de La Habana. Encendí mi primer cigarro en el balcón con vista a la iglesia que me bautizó de meses. Me detuve a mirar perdidamente a la virgen con el niño en las manos, y en un murmullo estremecedor le dije: aquí estoy de nuevo… “Se vende esta casa” pregonaba la inmensa puerta de los años veinte, con vista a la calle Infanta, cruzada por Neptuno. Este letrero sugería la posibilidad de que probablemente la próxima vez que regresará, mi casa no sería mi casa nunca más… Todo se veía más pequeño, las avenidas, las aceras, los cuartos de las casas que solía visitar, las paredes, la cama donde dormía y que ahora heredó mi hermana. La suciedad de la Habana en todas partes, el apuro de las personas atropelladas en el transporte público, la no existencia de servilletas, la escasez de tantas cosas y una múltiple superposición de detalles, traen a tu mente el hecho de que has cambiado tú y que la ciudad sigue siendo ella, aunque lentamente se convierta en escombros… Pero el mundo asume otro matiz en el regocijo del abrazo de la abuela, del beso de tu madre, la risa y las bromas de los primos y la manera de amar de los hermanos. Los cuentos una y otra vez rememorados por el abuelo, al que todos conocen en el pueblo, porque es una leyenda viva. ¿Cómo valorar una partida de dominó con los amigos de cuando tenías 10 años? ¿Cuánto valor tiene la familia reunida, aclimatada por el ron cubano, la cerveza Bucanero y un lechoncito al asado? Recorrer la escuela primaria donde los recuerdos llevan tu nombre en las paredes, aunque ahora milagrosamente estén re-modeladas. El campo de volleyball, donde solo se jugaba a la pelota, con una bolita hecha de chapapote. Los viejos recuerdos casi caducados del zun zun de la carabela o la rueda rueda de pan y canela, las pequeñas esquinas donde besaste por primera vez, donde casi todo te daba pena y donde tu mejor amigo bailaba con tu noviecita porque tú no sabías bailar. Abrazar a tu primera novia, que ahora está casada y tiene una vida muy distinta a la tuya, ver como cada vez tu padre y tú tienen más cosas en común, dormir al lado de tu abuela como cuando eras un niño y había apagón… Esas pequeñas cosas del retorno al lugar donde fuiste feliz, no tienen precio, son el refugio que te guarda la memoria para recordarte de dónde vienes y qué cosas te definen… Luego de varios años el emigrante tiene un serio problema de identidad, siente que no es parte de ningún sitio, que su vida está dividida, que la nostalgia es un factor con el que tendrá que vivir siempre y que virar atrás ya no es una opción. Que no hay nada más triste y conmovedor que la vejez en la mirada de los seres queridos. Que tus padres cada vez, en cada regreso estarán más viejos, que seguirán los cumpleaños, los aniversarios, los fines de años, los días de las madres y los días de los padres y que también llegará la muerte dado el momento. Pasarán todas esas fechas, volverá a crecer mi cabello unas cuántas veces más, seguirán los viajes y la gente idiotizada y seguirá la vida que no para y no esperará por ti. Tu ausencia recorrerá la línea de los acontecimientos, y la constante añoranza del que se ha ido te penetrará los huesos, a pesar de ti y a pesar de todos… *Barbacoa: pequeña alcoba construida en lo alto de las casas. * “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso” parafraseoa Mario Benedetti.
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2020.06.11 06:39 revact Bitácora de un Emigrante por Lexter Savio

…a mi cita fui, pero el horizonte se había cansado de esperar. J. Sabina. …a todos los emigrantes, en especial a los cubanos. Miami, Florida, Junio 2019.
En las alturas de una barbacoa* en Centro Habana, una de las gavetas del viejo gabinete de mi bisabuela, alberga aún la boleta con la ubicación de trabajo asignada una vez graduado. Había abandonado aquel año, el puesto como profesor de Ecuaciones de la Física-Matemática en la Facultad de Ciencias y Tecnologías Nucleares de la Universidad de La Habana. Había tomado un avión destino a la Ciudad de México por séptima vez. Y había decidido no regresar, -al menos no desde México-… ¿Pero cómo marcharse y dejar todo lo que se ha amado, todo lo que se ha vivido, todo lo que uno verdaderamente es? Las calles que te vieron crecer, el árbol donde jugabas a las escondidas, los bancos de los parques sin luces, donde maduraron los primeros amores, los primeros besos, las primeras traiciones. Los amigos de la infancia más temprana, los que conocieron la versión más humana de tí mismo. ¿Cómo seguir sin mirar atrás, para no ver las lágrimas en los ojos de los seres queridos? ¿Cómo safarse de toda la historia almacena el alma de la noche a la mañana?… Había llegado a Tijuana… Me habían esposado por primera y única vez… Y el territorio americano me amparaba bajo la ley que ha aceptado a tantos y tantos cubanos, que en busca de esperanzas abandonamos nuestro país. “Bienvenido a la YAMA” decían por todos lados. “Este es el país del YES y el OK, donde haces lo que te manden” -solía decir un viejo conocido-… Me había quedado solo después de un encuentro prometido. No tenía dinero, no tenía trabajo, ni siquiera tenía identificación. En el país de las libertades me sentía menos libre que nunca. Un hombre necesita algo o alguien donde depositar su esperanza. Un hombre sin esperanzas es un hombre dispuesto a perderlo todo en cualquier momento. La esperanza lo mantiene atento, enfocado, le ofrece una meta, lo mantiene vivo… En tales condiciones había considerado varias veces la idea de regresar, como si nada hubiese pasado. Sería recibido como gusano o como héroe, en cualquiera de los dos casos -si es que son distintos-, me hubiese convertido en un tipo muy polémico, posiblemente famoso. “Profesor universitario cruza la frontera y luego de llegar a Miami compra un boleto de avión y regresa a La Habana” hubiesen sido los titulares… Pero cómo regresar teniendo bajo las pies, la tierra por la que tantos cubanos han muerto, cómo regresar teniendo un mundo abierto a las oportunidades… La posibilidad de ayudar a los tuyos que quedaron en la isla, la posibilidad de un mejor futuro, la posibilidad de volver a ser tu mismo en tierras ajenas; esas son las raíces de las cuales, un emigrante se sujeta en su nueva realidad. Había pasado por intervalos de tiempo donde trabajaba donde fuera necesario. Trabajos de esos donde los demás te miran como si te tuviesen lástima. Era un fenómeno muy raro, el pensar que meses anteriores exponía; como interactuaba la molécula de monóxido de nitrógeno (NO) con una matriz de gas noble en condiciones cercanas al cero absoluto. Y verte de momento, descargando un camión, fregando carros, armando pallets, o recogiendo las inmuebles que ya no consideraban necesario los habitantes de un condominio y los tiraban a la basura. No era solo yo, así íbamos un montón de emigrantes, mayormente latinoamericanos ganándonos la vida, buscando nuestro lugar… Había decidido dejar crecer mi pelo, no importaba que ocurriera, crecería hasta mi regreso. Sentía que con el crecer del cabello me hacía más dueño de mí mismo, de mi realidad que no era muy favorable. Era una muestra de: – no quiero que me veas como ves al resto, no sabes que pasa por mi mente- no es una mente comercial como las que suelen a menudo cruzar las calles de esta ciudad multicultural. ¿Y cómo ser transparente en un mundo de gente opaca? Esta ciudad almacena personajes muy raros y gente de muchos colores. Las personas desarrollan un armazón para su auto-protección, porque asumen que todos a su alrededor solo quieren joderlo. Ocurre que en lugar de traernos lo mejor de nuestros países, salen a la superficie las cualidades más egoístas y mezquinas… Un cargo, o el mínimo rasgo de poder que se le otorga a alguien, lo convierte en un breve dictador y como consecuencia no hace más que atropellar a sus paisanos. La gente compra cosas que no necesitan -muchas cosas diría yo- intentando llenar los vacíos que su realidad emocional no llena. La mujeres son infelices, los hombres están siempre demasiado ocupados y no tienen el tiempo necesario para satisfacer a sus mujeres, lo cual finalmente acaba aumentando la infelicidad de ambos. Están los que de regreso a su país, solo intentan mostrar una mejor versión de ellos mismos, al menos una mejor versión económica. Los que no dejan de repetir cual era su profesión antes de emigrar, para lucir mejor y más digno en una conversación. Los que se llenan de cadenas doradas, para darse más valor, porque como humanos son insuficientes. Los que hacen sonar el motor de su carro más alto que el resto, porque su incapacidad intelectual y su odio interior, no les permite ver que no son más que imbeciles… Están las nuevas y viejas generaciones de cubanos que solo hablan del día en que termine el atroz régimen que consume a Cuba, ya que en la propia Isla a nadie realmente le importa. Y así vamos más desunidos, más esclavos del ego, más reparteros, más Bajanda, más recargas, más especuladores, más indolentes, más sombras y menos luces, así vamos… Nos alimentamos de mentiras en todos lados, de malas vibras, de hipócritas -de muchos hipócritas-, de gente que aprende a mentir muy rápido y se van perdiendo, la superficialidad y la mediocridad generalizada los consume. “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso”*. … … … Mi cabello había crecido lo suficiente, pasaba por debajo de los hombros, indicando el momento de regresar… Los reencuentros tienen ese don de sorprendernos, porque inconscientemente siempre uno imagina repetidas veces la escena del reencuentro. Independientemente del tipo y del modo de reencuentro siempre ocurre este proceder… Había llegado a La Habana sin muchas complicaciones y la visión de la isla por vez primera, luego de un largo período de tiempo, conmueve al alma más ruda. Llevaba mi equipaje a las puertas de salida donde esperan siempre los familiares y los abrazos desencadenaron las lágrimas que llevaba almacenando durante tres largos años. Respiraba una y otra vez, volvía a respirar, largos y profundos shoots de aire, re-descubriendo los olores de La Habana. Encendí mi primer cigarro en el balcón con vista a la iglesia que me bautizó de meses. Me detuve a mirar perdidamente a la virgen con el niño en las manos, y en un murmullo estremecedor le dije: aquí estoy de nuevo… “Se vende esta casa” pregonaba la inmensa puerta de los años veinte, con vista a la calle Infanta, cruzada por Neptuno. Este letrero sugería la posibilidad de que probablemente la próxima vez que regresará, mi casa no sería mi casa nunca más… Todo se veía más pequeño, las avenidas, las aceras, los cuartos de las casas que solía visitar, las paredes, la cama donde dormía y que ahora heredó mi hermana. La suciedad de la Habana en todas partes, el apuro de las personas atropelladas en el transporte público, la no existencia de servilletas, la escasez de tantas cosas y una múltiple superposición de detalles, traen a tu mente el hecho de que has cambiado tú y que la ciudad sigue siendo ella, aunque lentamente se convierta en escombros… Pero el mundo asume otro matiz en el regocijo del abrazo de la abuela, del beso de tu madre, la risa y las bromas de los primos y la manera de amar de los hermanos. Los cuentos una y otra vez rememorados por el abuelo, al que todos conocen en el pueblo, porque es una leyenda viva. ¿Cómo valorar una partida de dominó con los amigos de cuando tenías 10 años? ¿Cuánto valor tiene la familia reunida, aclimatada por el ron cubano, la cerveza Bucanero y un lechoncito al asado? Recorrer la escuela primaria donde los recuerdos llevan tu nombre en las paredes, aunque ahora milagrosamente estén re-modeladas. El campo de volleyball, donde solo se jugaba a la pelota, con una bolita hecha de chapapote. Los viejos recuerdos casi caducados del zun zun de la carabela o la rueda rueda de pan y canela, las pequeñas esquinas donde besaste por primera vez, donde casi todo te daba pena y donde tu mejor amigo bailaba con tu noviecita porque tú no sabías bailar. Abrazar a tu primera novia, que ahora está casada y tiene una vida muy distinta a la tuya, ver como cada vez tu padre y tú tienen más cosas en común, dormir al lado de tu abuela como cuando eras un niño y había apagón… Esas pequeñas cosas del retorno al lugar donde fuiste feliz, no tienen precio, son el refugio que te guarda la memoria para recordarte de dónde vienes y qué cosas te definen… Luego de varios años el emigrante tiene un serio problema de identidad, siente que no es parte de ningún sitio, que su vida está dividida, que la nostalgia es un factor con el que tendrá que vivir siempre y que virar atrás ya no es una opción. Que no hay nada más triste y conmovedor que la vejez en la mirada de los seres queridos. Que tus padres cada vez, en cada regreso estarán más viejos, que seguirán los cumpleaños, los aniversarios, los fines de años, los días de las madres y los días de los padres y que también llegará la muerte dado el momento. Pasarán todas esas fechas, volverá a crecer mi cabello unas cuántas veces más, seguirán los viajes y la gente idiotizada y seguirá la vida que no para y no esperará por ti. Tu ausencia recorrerá la línea de los acontecimientos, y la constante añoranza del que se ha ido te penetrará los huesos, a pesar de ti y a pesar de todos… *Barbacoa: pequeña alcoba construida en lo alto de las casas. * “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso” parafraseoa Mario Benedetti.
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2020.05.20 04:15 Neobiblismo La personalidad de los Discípulos de Jesucristo.

35) La sabiduría bíblica comparada con el Coronavirus COVID-19.
La sabiduría bíblica es un conocimiento en profundidad en la Biblia, con la finalidad de influir un buen juicio en la administración y gobierno, tanto colectivo como individual, reflejado en las acciones y hechos personales o sociales. La sabiduría incluye el conocimiento e información que facilita el poder de controlar mejor el bienestar común, el cuidado del medio ambiente y el entorno en general donde se convive, conforme al comportamiento y la conducta del ser humano. Una regla aplicada en el estudio bíblico dice: “Un texto, fuera de contexto, es un pretexto”. Se trata de explicar el texto explícito por bloques, mayormente con el énfasis en la escritura literal, en el sentido exacto de las palabras. El contexto es el texto posterior y previo al texto analizado o texto central en cuestión, porque se analiza el texto continuo como una sola unidad temática. Algunos relacionan el contexto con la época y situación histórica - social cuando se escribe el texto. También se considera como contexto la interpretación realizada por el lector, según su propia cultura, época y domicilio geográfico. Otras personas prefieren leer entre líneas o renglones, o sea, sobreentender para deducir y explicar el sentido, por ejemplo, el texto simbólico requiere de la interpretación, en relación con las figuras y sus significados. Toda la colección o conjunto de cartas y libros bíblicos, comprenden un mismo hilo conductor, con la coherencia y unidad de toda la Escritura Sagrada como un solo texto. En el caso del tema principal de la Biblia el hilo conductor es Jesucristo, el Mesías y Ungido prometido, tanto en relación con la ley y la profecía bíblica.
Hay quienes afirman la necesidad de comprender y entender el detrás del texto. El autor general es Dios, porque es su palabra, sin embargo, la misma no está exenta o no se exime de un ligero ingrediente de factor humano, debido al aporte propio de las ideas de quien dicta o escribe el texto. Además hay posibilidades de observaciones escritas posteriormente en los márgenes, agregados al texto original por parte de copistas, que copiaban los escritos antes de la invención de la imprenta. Si este fuera el caso, de ninguna manera se desautoriza la totalidad del contenido bíblico, porque dichas observaciones fueron para aclarar o mejorar la comprensión y entendimiento del texto. Al parecer un caso de estos es el siguiente pasaje: “Porque tres son los que dan testimonio en el cielo, el Padre, el Verbo, y el Espíritu Santo: y estos tres son uno” (1 Juan 5.7 – RVR1909). Los especialistas tienen un debate acerca de la originalidad de este pasaje en los textos más antiguos. Esto no es motivo de escandalizarse, sino de tomar con calma y tranquilidad, pero en profundidad, el análisis, estudio e investigación de la palabra de Dios. Hay interpretación objetiva, sin parcializarse en el conocimiento individual o personal. También existe la posibilidad de una interpretación subjetiva, relacionada con un conocimiento interno de pensar o sentir del yo: “Entendiendo primero esto, que ninguna profecía de la Escritura es de particular interpretación; Porque la profecía no fué en los tiempos pasados traída por voluntad humana, sino los santos hombres de Dios hablaron siendo inspirados del Espíritu Santo” (2 Pedro 1.20 al 21 – RVR1909).
¿Cuál relación hay entre estos comentarios y el tema en cuestión? El tema de la sabiduría bíblica comparada con el Coronavirus COVID-19, podría tocar la sensibilidad de las personas, con base en pasajes bíblicos dispersos en toda la Biblia, desde Génesis hasta Apocalipsis o Revelación. Este análisis requiere la mención de pasajes o versículos independientes de toda la Biblia, para justificar la causa o motivo del alegato, fundamentar citas bíblicas intercaladas de ejemplo y prueba.
Debido a la existencia de personas positivas en el Coronavirus COVID-19, pero que no presentan síntomas porque son asintomáticos, entonces se les ingresa en un confinamiento acondicionado especialmente. Este aislamiento social ha sido llamado “El Arca de Noé”. Esta relación tiene las siguientes cuatro semejanzas: la primer semejanza es que Noé se encierra con su familia en el arca para ser salvos: “Los cuales en otro tiempo fueron desobedientes, cuando una vez esperaba la paciencia de Dios en los días de Noé, cuando se aparejaba el arca; en la cual pocas, es á saber, ocho personas fueron salvas por agua” (1 Pedro 3.20 – RVR1909).
La segunda semejanza es que el diluvio en tiempos de Noé fue un acontecimiento global en todo el mundo: “Estableceré mi pacto con vosotros, y no fenecerá ya más toda carne con aguas de diluvio; ni habrá más diluvio para destruir la tierra. Y dijo Dios: Esta será la señal del pacto que yo establezco entre mí y vosotros y toda alma viviente que está con vosotros, por siglos perpetuos: Mi arco pondré en las nubes, el cual será por señal de convenio entre mí y la tierra” (Génesis 9.11 al 13). Después del diluvio el siguiente suceso global es el Coronavirus COVID-19, porque se ha expandido a todos los continentes del mundo, con excepción de la Antártida.
La tercer semejanza tiene relación con la condición de maldad del ser humano en su nivel más alto: “Y corrompióse la tierra delante de Dios, y estaba la tierra llena de violencia. Y miró Dios la tierra, y he aquí que estaba corrompida; porque toda carne había corrompido su camino sobre la tierra. Y dijo Dios á Noé: El fin de toda carne ha venido delante de mí; porque la tierra está llena de violencia á causa de ellos; y he aquí que yo los destruiré con la tierra” (Génesis 6.11 al 13 – RVR1909). En la actualidad se ha corrompido la sociedad en el nivel nunca antes visto, porque el amor a Dios ha muerto en gran parte de la población mundial, se ha perdido el respeto y reverencia pública de obediencia a la voluntad de Dios. Inclusive su mayor símbolo natural de pacto con la humanidad, que es el arco formado en las nubes, como señal de convenio entre Dios y la tierra, se ha utilizado para fines de discriminación, negación y rechazo a la consagración, redención y santificación de Jesucristo.
En relación con la maldad y el amor de Dios o caridad, Jesucristo dijo que en los tiempos del fin, el amor o caridad de muchos se enfriará o resfriará: “Y por haberse multiplicado la maldad, la caridad de muchos se resfriará. Mas el que perseverare hasta el fin, éste será salvo. Y será predicado este evangelio del reino en todo el mundo, por testimonio á todos los Gentiles; y entonces vendrá el fin” (Mateo 24.12 al 14 – RVR1909). Un resfriado implica un proceso inflamatorio de las vías respiratorias de la garganta y nariz, debido a la infección viral. El contagio, propagación o transmisión del Coronavirus es mediante el agua, mayor componente de la saliva. Resulta que hay una promesa de Dios acerca de que la humanidad no volverá a ser destruida con agua: “Cierto ellos ignoran voluntariamente, que los cielos fueron en el tiempo antiguo, y la tierra que por agua y en agua está asentada, por la palabra de Dios; Por lo cual el mundo de entonces pereció anegado en agua: Mas los cielos que son ahora, y la tierra, son conservados por la misma palabra, guardados para el fuego en el día del juicio, y de la perdición de los hombres impíos” (2 Pedro 3.5 al 7 – RVR1909).
Parece ficción o novelesco relacionar las gotitas de saliva, transportadoras del Coronavirus COVID-19, con el tiempo del diluvio cuando fueron salvos por el arca de Noe, pero son pistas que nos dan una idea asociada a lo que está pasando, el mundo no será extinguido por agua sino que se menciona el fuego, más relacionado con el calentamiento global, cambio de clima y choque de todas las placas tectónicas a nivel mundial: “Y el séptimo ángel derramó su copa por el aire; y salió una grande voz del templo del cielo, del trono, diciendo: Hecho es. Entonces fueron hechos relámpagos y voces y truenos; y hubo un gran temblor de tierra, un terremoto tan grande, cual no fué jamás desde que los hombres han estado sobre la tierra” (Apocalipsis 16.17 al 18 – RVR1909). En todo caso, la situación actual de pandemia, se resuelve a nivel mundial con un tratamiento curativo y una vacuna preventiva, pero la realidad vivida es como una pesadilla, donde hay una angustia y opresión respiratoria por causa de un mal sueño, con mucha preocupación extremadamente intensa. La mayor pesadilla es el incremento del calentamiento global, porque los líderes de este mundo en la administración y gobierno de las naciones principales, priorizan la industrialización masiva como fuentes de trabajo, en apoyo directo al sector laboral y la generación de mayor empleo, pero con la afectación del medio ambiente que perjudica por igual a todos los seres humanos.
El pasaje anterior del Apocalipsis menciona el aire; este contiene entre sus componentes principales el oxigeno. La consecuencia más grave del Coronavirus COVID-19 es la sofocación y agresividad en los pulmones, inclusive el paciente llega a requerir respiración asistida, la infección microbiana e inflamación manifestada entre otras por la neumonía. En reiteradas ocasiones hemos mencionado que la Biblia tiene figuras y simbología con significado interpretativo, en este caso el Apocalipsis o Revelación está dirigido al Imperio Romano en los primeros siglos de nuestra era cristiana. Otros prefieren hacer una interpretación escatológica en relación con el futuro, del último período de la vida humana. Ningún ser humano tiene la garantía absoluta de determinar, identificar y definir los textos como literales o simbólicos, en este sentido nadie tiene la infalibilidad, salvo los presuntuosos religiosos que se encasillan herméticamente en su propia creencia y opinión, ya sea en contra o a favor de cada tesis. Por ejemplo, la Biblia dice:
“Y al día siguiente, yendo ellos su camino, y llegando cerca de la ciudad, Pedro subió á la azotea á orar, cerca de la hora de sexta; Y aconteció que le vino una grande hambre, y quiso comer; pero mientras disponían, sobrevínole un éxtasis; Y vió el cielo abierto, y que descendía un vaso, como un gran lienzo, que atado de los cuatro cabos era bajado á la tierra; En el cual había de todos los animales cuadrúpedos de la tierra, y reptiles, y aves del cielo. Y le vino una voz: Levántate, Pedro, mata y come. Entonces Pedro dijo: Señor, no; porque ninguna cosa común é inmunda he comido jamás. Y volvió la voz hacia él la segunda vez: Lo que Dios limpió, no lo llames tú común. Y esto fué hecho por tres veces; y el vaso volvió á ser recogido en el cielo. Y estando Pedro dudando dentro de sí qué sería la visión que había visto, he aquí, los hombres que habían sido enviados por Cornelio, que, preguntando por la casa de Simón, llegaron á la puerta” (Hechos 10.9 al 17 – RVR1909).
Algunos toman el pasaje anterior como literal, otros lo consideran simbólico. Las palabras de Pedro al respecto son las siguientes: “Y como Pedro entró, salió Cornelio á recibirle; y derribándose á sus pies, adoró. Mas Pedro le levantó, diciendo: Levántate; yo mismo también soy hombre. Y hablando con él, entró, y halló á muchos que se habían juntado. Y les dijo: Vosotros sabéis que es abominable á un varón Judío juntarse ó llegarse á extranjero; mas me ha mostrado Dios que á ningún hombre llame común ó inmundo” (Hechos 10.25 al 28 – RVR1909). En esta línea entre lo literal y simbólico, el aire podría representar el espíritu de vida indispensable en todo ser humano para vivir, por consiguiente nuestra total dependencia a Dios: “Formó, pues, Jehová Dios al hombre del polvo de la tierra, y alentó en su nariz soplo de vida; y fué el hombre en alma viviente” (Génesis 2.7 – RVR1909). Cada ser humano es responsable de sí mismo, de su dependencia y relación con Dios. El gran temblor de tierra y terremoto tan grande, podría representar las consecuencias del calentamiento global y cambio de clima.
El ser humano es responsable de sus propias acciones, inclusive la crisis, medidas higiénicas y restricción sanitaria que estamos viviendo. Las situaciones globales, como el diluvio en tiempos del arca de Noé, diluvio histórico del que se menciona y registra en muchas culturas antiguas de la humanidad, la pandemia global del Coronavirus COVID-19 o SARS-CoV-2, es solamente una alarma o aviso de la gravedad incontrolable que podría pasar, con el posible incremento del calentamiento global. ¿Qué se podrá improvisar de última hora cuando globalmente el mundo se esté quemando? ¿Será esta la idea de enviar un grupo de humanos al planeta Marte para que la humanidad se preserve?
La cuarta semejanza es la actitud negativa de algunos líderes mundiales, por la falta de formalidad y seriedad de aceptar y enfrentar la pandemia Coronavirus COVID-19. Lo mismo un ejemplo a manera de analogía o comparación del calentamiento global, es la estrategia de desentenderse o la indiferencia que hacen algunos líderes principales o presidentes, a la advertencia o llamado a acatar medidas de protección, semejante al caso omiso, hecho por el Faraón de Egipto en tiempos de Moisés:
“Y Faraón respondió: ¿Quién es Jehová, para que yo oiga su voz y deje ir á Israel? Yo no conozco á Jehová, ni tampoco dejaré ir á Israel. Y ellos dijeron: El Dios de los Hebreos nos ha encontrado: iremos, pues, ahora camino de tres días por el desierto, y sacrificaremos á Jehová nuestro Dios; porque no venga sobre nosotros con pestilencia ó con espada. Entonces el rey de Egipto les dijo: Moisés y Aarón, ¿por qué hacéis cesar al pueblo de su obra? idos á vuestros cargos. Dijo también Faraón: He aquí el pueblo de la tierra es ahora mucho, y vosotros les hacéis cesar de sus cargos. Y mandó Faraón aquel mismo día á los cuadrilleros del pueblo que le tenían á su cargo, y á sus gobernadores, diciendo: De aquí adelante no daréis paja al pueblo para hacer ladrillo, como ayer y antes de ayer; vayan ellos y recojan por sí mismos la paja: Y habéis de ponerles la tarea del ladrillo que hacían antes, y no les disminuiréis nada; porque están ociosos, y por eso levantan la voz diciendo: Vamos y sacrificaremos á nuestro Dios. Agrávese la servidumbre sobre ellos, para que se ocupen en ella, y no atiendan á palabras de mentira. Y saliendo los cuadrilleros del pueblo y sus gobernadores, hablaron al pueblo, diciendo: Así ha dicho Faraón: Yo no os doy paja. Id vosotros, y recoged paja donde la hallareis; que nada se disminuirá de vuestra tarea. Entonces el pueblo se derramó por toda la tierra de Egipto á coger rastrojo en lugar de paja. Y los cuadrilleros los apremiaban, diciendo: Acabad vuestra obra, la tarea del día en su día, como cuando se os daba paja. Y azotaban á los capataces de los hijos de Israel, que los cuadrilleros de Faraón habían puesto sobre ellos, diciendo: ¿Por qué no habéis cumplido vuestra tarea de ladrillo ni ayer ni hoy, como antes?” (Éxodo 5.2 al 14 – RVR1909).
En el caso del tipo de reacción del Faraón, Dios permitía que el Faraón endureciera su propio corazón, esto significa que el Faraón tenía su corazón agravado: “Y el corazón de Faraón se endureció, y no los escuchó; como Jehová lo había dicho. Entonces Jehová dijo á Moisés: El corazón de Faraón esta agravado, que no quiere dejar ir al pueblo” (Éxodo 7.13 al 14 – RVR1909). ¿Qué significa un corazón agravado en quien gobierna? El corazón agravado en un gobernante es oprimir arbitrariamente, con un gobierno, imposición y mandato tiránico, con un afecto y pasión que domina su ánimo de forma abusiva, en su autoridad, fuerza y poder: “Y dile: Jehová el Dios de los Hebreos me ha enviado á ti, diciendo: Deja ir á mi pueblo, para que me sirvan en el desierto; y he aquí que hasta ahora no has querido oir” (Éxodo 7.16 – RVR1909).
Por otra parte, el suceso del “heridor” que recorrió las calles o caminos de Egipto, en relación con la décima plaga, también tiene similitud con la actualidad, cuando las familias del pueblo de Israel fueron salvas, con la semejanza de un aislamiento social en sus respectivas casas: “Y Moisés convocó á todos los ancianos de Israel, y díjoles: Sacad, y tomaos corderos por vuestras familias, y sacrificad la pascua. Y tomad un manojo de hisopo, y mojadle en la sangre que estará en una jofaina, y untad el dintel y los dos postes con la sangre que estará en la jofaina; y ninguno de vosotros salga de las puertas de su casa hasta la mañana. Porque Jehová pasará hiriendo á los Egipcios; y como vera la sangre en el dintel y en los dos postes, pasará Jehová aquella puerta, y no dejará entrar al heridor en vuestras casas para herir” (Éxodo 12.21 al 23 – RVR1909). Al principio el Faraón de Egipto, le resta importancia al aviso de las plagas, igual ahora en el caso del calentamiento global o del Coronavirus COVID-19, algunos presidentes endurecen sus corazones para creer a la advertencia: “¿Pues qué diremos? ¿Que hay injusticia en Dios? En ninguna manera. Mas á Moisés dice: Tendré misericordia del que tendré misericordia, y me compadeceré del que me compadeceré. Así que no es del que quiere, ni del que corre, sino de Dios que tiene misericordia. Porque la Escritura dice de Faraón: Que para esto mismo te he levantado, para mostrar en ti mi potencia, y que mi nombre sea anunciado por toda la tierra” (Romanos 9.14 al 17 – RVR1909).
Semejante a la actualidad, Dios en el pasado establece un tipo de aislamiento para evitar alguna propagación de enfermedad: “Y Jehová habló á Moisés, diciendo: Manda á los hijos de Israel que echen del campo á todo leproso, y á todos los que padecen flujo de semen, y á todo contaminado sobre muerto: Así hombres como mujeres echaréis, fuera del campo los echaréis; porque no contaminen el campo de aquellos entre los cuales yo habito” (Números 5.1 al 3 – RVR1909). Esto es muy criticado por las personas que se oponen y resisten la Biblia como autoridad de Dios, alegando que es discriminación y marginación, sin considerar que la ciencia médica o la tecnología de la salud no estaba avanzada, ni existían los antibióticos para bacterias o los antivirales. Máxime cuando se trata de la menstruación de la mujer, lo que no valoran quienes critican, que es debido a un aislamiento social por medidas de higiene o distanciamiento por salud: “Y cuando la mujer tuviere flujo de sangre, y su flujo fuere en su carne, siete días estará apartada; y cualquiera que tocare en ella, será inmundo hasta la tarde. Y todo aquello sobre que ella se acostare mientras su separación, será inmundo: también todo aquello sobre que se sentare, será inmundo. Y cualquiera que tocare á su cama, lavará sus vestidos, y después de lavarse con agua, será inmundo hasta la tarde” (Levíticos 15.19 al 21 – RVR1909). Esta práctica de ninguna manera era para discriminar, marginar u ofender a la mujer, sino para protegerla de la falta de castidad o continencia de los hombres, durante los días de menstruación de la mujer: “Y no llegarás á la mujer en el apartamiento de su inmundicia, para descubrir su desnudez” (Levítico 18.19 – RVR1909).
Después de las plagas y de la salida del pueblo de Israel de Egipto, Moisés canta lo siguiente (porción de los primeros dos versículos): “Entonces cantó Moisés y los hijos de Israel este cántico á Jehová, y dijeron: Cantaré yo á Jehová, porque se ha magnificado grandemente, Echando en la mar al caballo y al que en él subía. Jehová es mi fortaleza, y mi canción, Y hame sido por salud: Este es mi Dios, y á éste engrandeceré; Dios de mi padre, y á éste ensalzaré” (Éxodo 15.1 al 2 – RVR1909).
Otro tema semejante de los que pueden resultar sensibles para los lectores, es relacionado con la alimentación. Cada persona come lo que quiera: “Porque uno cree que se ha de comer de todas cosas: otro que es débil, come legumbres” (Romanos 14.2 – RVR1909). Este es el conflicto sin fin entre quienes comen carne y los que son vegetarianos. Pero se recomienda que el animal que se come no haya muerto ahogado, como algunos que matan al animal con estiramiento del pescuezo, en lugar de desangrado: “Que ha parecido bien al Espíritu Santo, y á nosotros, no imponeros ninguna carga más que estas cosas necesarias: Que os abstengáis de cosas sacrificadas á ídolos, y de sangre, y de ahogado, y de fornicación; de las cuales cosas si os guardareis, bien haréis. Pasadlo bien” (Hechos 15.28 al 29 – RVR1909). En este pasaje también se menciona lo que llaman morcilla, que es sangre cocinada del animal. Además en tiempos antiguos sacrificaban animales a los dioses e ídolos falsos, entonces se recomienda comprar en la carnicería sin preguntar, acerca del motivo de la muerte del animal, ya sea sacrificado a un ídolo o ahogado:
“Todo me es lícito, mas no todo conviene: todo me es lícito, mas no todo edifica. Ninguno busque su propio bien, sino el del otro. De todo lo que se vende en la carnicería, comed, sin preguntar nada por causa de la conciencia; Porque del Señor es la tierra y lo que la hinche. Y si algún infiel os llama, y queréis ir, de todo lo que se os pone delante comed, sin preguntar nada por causa de la conciencia. Mas si alguien os dijere: Esto fué sacrificado á los ídolos: no lo comáis, por causa de aquel que lo declaró, y por causa de la conciencia: porque del Señor es la tierra y lo que la hinche. La conciencia, digo, no tuya, sino del otro. Pues ¿por qué ha de ser juzgada mi libertad por otra conciencia?” (1 Corintios 10.23 al 29 – RVR1909).
El punto es el siguiente, hay recomendaciones de salubridad por parte de Dios, porque conoce todos los daños y perjuicios de salud que podría enfrentar el ser humano, por esta razón menciona la prohibición de comer animal ahogado y sangre cocida o cocinada de animal. Pero en tiempos del arca de Noé menciona a los animales limpios o comestibles y a los animales inmundos o de otras funciones en la cadena alimenticia del mismo animal. También en funciones con el hábitat natural o medio ambiente. La Biblia dice al respecto:
“Y Jehová dijo á Noé: Entra tú y toda tu casa en el arca porque á ti he visto justo delante de mí en esta generación. De todo animal limpio te tomarás de siete en siete, macho y su hembra; mas de los animales que no son limpios, dos, macho y su hembra. También de las aves de los cielos de siete en siete, macho y hembra; para guardar en vida la casta sobre la faz de toda la tierra. Porque pasados aún siete días, yo haré llover sobre la tierra cuarenta días y cuarenta noches; y raeré toda sustancia que hice de sobre la faz de la tierra. E hizo Noé conforme á todo lo que le mandó Jehová” (Génesis 7.1 al 5 – RVR1909).
Hay diferencias entre los animales, algunos tienen más bacterias o parásitos entre su organismo, por esta razón hay carnes que tienen que estar muy bien cocidas o cocinadas, por ejemplo, la larva de un gusano intestinal conocida como triquinosis, en animales como el jabalí procedente de la caza en selvas o zonas boscosas. También hay malas referencias del hígado de cerdo domesticado, por causa de cierto virus. Además del resto de su cuerpo mal cocido o mal cocinado. Debido a las hambrunas de las poblaciones mundiales, se ha recurrido a la alimentación de animales silvestres o de otra índole avícola o marítima, pero de ninguna manera se comprende la alimentación por cuestiones de afrodisíaco, para estimular el apetito sexual, como se pretende con las aletas de tiburón y el desecho del resto del cuerpo de tiburón arrojado en los mismos mares y océanos. Tampoco se comprende la alimentación de animales salvajes o silvestres, por la costumbre o tradición de ostentación y alarde de opulencia de platillos costosos y exquisitos. Solamente porque se consideran comidas exóticas o extravagantes. Presumir que se digiere animales de fauna silvestre, solamente por apariencia y capacidad de pago, no tiene sentido porque es insalubre, con daño permanente a la salud. Al parecer es un asunto cultural, pero lo mismo aplica en animales domésticos como el gato y el perro.
La Biblia recomienda como guía o referencia todo el capítulo 11 de Levítico: “Y habló Jehová á Moisés y á Aarón, diciéndoles: Hablad á los hijos de Israel, diciendo: Estos son los animales que comeréis de todos los animales que están sobre la tierra… Esta es la ley de los animales, y de las aves, y de todo ser viviente que se mueve en las aguas, y de todo animal que anda arrastrando sobre la tierra; Para hacer diferencia entre inmundo y limpio, y entre los animales que se pueden comer y los animales que no se pueden comer” (Levítico 11.1 al 47 – RVR1909). Lo mismo se explica en Deuteronomio 14.3 al 21. Debido a que estos pasajes son muy extensos solamente mencionamos sus citas bíblicas, tanto en Levítico capítulo 11 como de Deuteronomio capítulo 14, se encuentran las listas completas, de los animales comestibles y de los animales destinados para otras funciones.
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2020.05.09 05:47 Packandreita LEEAN ESTO🔥🔥🔥

Les cuento que estaba relax en el mueble de mi casa el martes pasado, cuando a eso de las 8 de la noche me llega un mensaje por el buzon del OnlyFans... Era nuestra chiquilla preguntandome si estaba interesado o no en lo que habiamos conversado sobre los packs explicitos. Basicamente le comente que si estaba interesado en que hicieramos negocios pero a otro nivel, y que mas que ver sus fotos me gustaria invitarla a cenar para conocerla, en un restaurant-lounge muy famosillo entre las empresarias VIP de estas tierras, solamente como amigos (que si queria podia llevar compañia), pero que de todas maneras le iba a pagar lo que me costaba el pack, para que supiese que hablaba en serio. Note como ella se tardo un poco mas de habitual en responder luego que le dije eso, pero al cabo de unos minutos me dijo que le parecia super, y que podiamos vernos el jueves en la tarde-noche. Les confieso que no esperaba esa respuesta, sino el tipico "jajaja puede ser" que ya me habia soltado en ocasiones previas... Pero bueno, uno a veces en la vida esta mas lechuo que otras, asi que cuadramos bien la cita... Llegada la ocasion, me encontraba yo mas nervioso que la verga y sentia que todo habia transcurrido mas rapido de lo previsto, como quinceañero a punto de tener su primera cita a ciegas. Para mi mayor sorpresa, desde lejos reconozco de una el monumento de mujer entrando por el pasillo hacia la mesa que habia elegido meticulosamente en un rinconcito apartado del restaurant, pero venia sola! La saludo con un besito en la mejilla tratando de que no se me notara que me temblaban las piernas y procedo a ayudarla con la silla para que tomara asiento. Le pregunte que deseaba tomar, pero yo previamente ya me habia llevado mi botella de Buchanans 18 Años y, como parte de mi elaborado plan, la habia dejado perfectamente visible para que ella supiera, como no, que era un pantallero con billete, capaz de bajarse sabroso de la mula (obviamente no lo soy, asi que lo que hice fue llevarme la botella desde mi casa y pagar alla solamente el descorche). Pedimos su bebida, comenzamos a conversar y no perdi oportunidad para sutilmente hacerle llegar informacion sobre mis numerosas inversiones y lo estresado que me tiene la situacion del pais, ya que las ganancias este año no habian estado a la altura de los años anteriores. "Fijate tu lo vacio que esta el restaurant, cuando antes, este mismo dia y a estas horas, no cabia un alma mas, y la gente ya estaba haciendo fila afuera para poder entrar"... "No se consiguen los repuestos para la camioneta, todo hay que estarlo pidiendo en el extranjero y trayendoselo por empresas de envios"... "Antes viajaba todos los fines de semana a Los Roques, a Aruba, a Punta Cana, y en el aeropuerto uno se encontraba un poco de conocidos. Ahora lo que da es tristeza"... Fueron algunas de las perlitas que le fui soltando a lo largo de la conversacion. Tambien aprovechaba de preguntarle esporadicamente sobre sus cosas, pero obviamente no le estaba prestando demasiada atencion a sus respuestas, ya que estaba concentrado en no dejar la vista fija por mas de 5 segundos en las inmensas tetas que se asomaban a traves de una blusita transparente (debajo de la cual tenia un sosten negro que lucia algo costoso, por supuesto). Total que, para no hacerles el cuento mas largo de lo debido, al acercarse el momento de retirarnos le sugiero que no es necesario que gaste dinero en taxi para irse, que yo podia acercarla hasta donde se dirigiera luego de alli, y que la situacion estaba sumamente insegura en la ciudad a esas horas. Conmigo se iria mas segura que boveda de banco central, ya que andaba en camioneta blindada. Pues señores, dejenme decirles que esta debe ser la semana mas afortunada de mi vida, porque la demonia acepto sin chistar! Pido la cuenta, y nuevamente como parte de mi plan, le pregunto al mesonero si es posible pagar con dolares en efectivo, y que si la propina tambien la podia dejar asi. Por supuesto que la respuesta ustedes ya se la imaginaran, asi que procedo a sacar de una bonita cartera negra LV de cuero que utilizo para ocasiones especiales, par de billetes con la efigie de un tal Benjamin Franklin, diciendo al mismo tiempo "dejalo asi" y entregandole en las manos al mesonero otro billete doblado y no visible junto a la expresion "esto es para ti". Me despido de todo el que se atraviesa en nuestro camino hacia la salida como si los conociera de toda la vida y cuando llego al tipo de valet parking, le entrego el ticket de estacionamiento junto a otro billetito verde doblado y la misma frase pretenciosa. Por un instante me quedo congelado apreciando como ese par de monumentales nalgas, metidas en un pantaloncito de cuero a punto de explotar, se dirigen hacia el puesto de copiloto de mi flamante y fiel camioneta, previa ayuda (desinteresada?) de los zamuros del valet parking, quienes deben haber pensado que acababan de traerle el carro a un narco pesado, no tanto por el vehiculo, sino por la diosa que se estaba montando en el... Procedo a montarme yo tambien, le pido destino a Andreita y nos enfilamos hacia la direccion indicada. En el camino retomo el tema de las fotos sin censura que me ofrecio y le pregunto que por que no aprovecha semejante belleza para apuntar mas alto en el negocio, que con esa figura que posee, podria facilmente hacer mucho mas dinero que el que esta consiguiendo actualmente, y que conozco varios hombres de negocios, amigos mios, que estarian dispuestos a pagarle lo que pida con tal de poderla apreciar como Dios la trajo al mundo... "Jejeje, mi amor, es que yo eso ya lo hago desde hace tiempo" me responde al tiempo que trato de no chocar y de recoger la mandibula que se me acaba de caer al suelo de la camioneta, y antes de que yo pudiera siquiera balbucear cualquier comentario adicional, me lanza la estocada final diciendo "cualquiera que me quiera conocer de manera mas intima lo puede hacer, yo cobro mil dolares la hora"... Como se imaginaran, no terminamos en la direccion dada originalmente sino en un establecimiento de descanso familiar denominado "California Suites". Entramos a la suite alquilada por mi (por toda la noche, aunque ella se iba a ir al cabo de una hora), me dice que le de unos minutos y se encierra en el baño. Yo por mi parte me despojo de mi vestimenta en menos de 5 segundos y voy llenando el jacuzzi de la habitacion con agüita agradablemente caliente, aun sin poder creer por completo que eso me estuviese pasando a MI... La imagen de ese caramelo saliendo en ropa interior del baño y preguntandome si queria que se metiera conmigo en el jacuzzi, es algo que JAMAS se va a borrar de mi memoria... Muchachos, yo estaba literalmente en shock cuando se metio en el jacuzzi, se sento a mi lado, me dejo tocarle esas inmensas tetas que porta y ni se inmuto cuando comence a acercar mi boca hacia esos pezones paraditos. Sentia que en cualquier momento iba a eyacular sin remedio alli mismo y ella ni siquiera me habia tocado el machete. Les confieso que no se cuanto tiempo pase pegado como chivito a esas tetas, pero cuando vuelvo en mi, escucho que me dice "levantate" y me pide que me siente en el borde del jacuzzi. Lo unico que pude hacer antes de que mi güevo entrara en la boca mas suave, delicada y deliciosa que ha pasado por mi vida, fue clavar mi vista en uno de los multiples espejos que adornan la habitacion, ver semejantes nalgas rebotando al ritmo que me lo mamaba y fue entonces cuando un pensamiento perturbador invadio de coñazo mi mente: "sera que esto es un sueño?" Dejame pellizcarme pa ver... Hermanos, nunca, pero NUNCA en la vida hagan eso, porque si estan efectivamente soñando, van a agarrar la arrechera mas malditamente grande de este mundo cuando se despierten, COMO ME PASO A MI!!! Todo era un sueño, de esos que uno tiene pocas veces en la vida, y en los que desearia quedar atrapado para siempre tipo Inception... JAJAJA! Asi que ya saben. Postdata: para los que llegaron hasta aqui por el comentario del panita jodedor @Mrbirthmarks en el otro post, lamento decirles que eso tampoco es verdad, se trata de una desalmada fake news. El simplemente los queria trolear, y yo tampoco los iba a dejar pasar lisos dada la oportunidad, jajaja! Buenas noches, yo tambien los amo...
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2020.04.07 11:35 Gonzaloredpill Referentes y perspectivas en seducción

Hoy quisiera hablarles sobre diferentes perspectivas en seducción e ir brevemente mencionado a sus referentes mas claros . Obviamente son muchos lo que no podré mencionar pero me centraré en lo que realmente e estudiado de manera mas extensa y que representan un punto de vista claro y definido en seduccion .
Ross jeffries : Ross fue quiza unos de los primeros en intentar crear un metodo de seducción basandose en otras diciplinas , algunos dicen que es anterior a mystery pero esto no indica que mystery se alla basado en el trabajo de Ross, de hecho ambos métodos distan mucho el uno del otro . De hecho ambos an tenido una ribalidad por años . Lo interesante de Ross es debido al hecho que el tenía un bagaje en programacion neurolinguistica (PNL) . El se formo con los fundadores de esa diciplina ( Richard Bandler y John Grinder ) , la pnl es una diciplina que busca estudiar la manera de comunicarse de los grandes terapeutas , pero a traves de las herramientas de la gramática transformacional . En PNL existen dos modelos de comunicacion , uno es el metamodelo ( lenguaje específico ), y el otro es el metamodelo inverso (languaje vago ) . Este último modelo explica la configuracion del lenguaje de la hipnosis ericksoniana, tambien conocida como hipnosis conversacional , donde lo principal es el uso de historias y metaforas para crear estados de alta sugestividad . Por lo tanto lo que Ross enseñaba era como poder crear estados de alta receptividad , crear emociones , sensaciones fisicas , y poder sugestionar idea o situaciones . Y no solo eso , si no que también poder introducir anclajes para luego recrear esas mismas respuestas posteriormente con la misma persona . Si sientes curiosidad por esta perspectiva te recomiendo que no solo estudies a ross si no que sobre todo leas los libros principales de la PNL escritos por sus propios fundadores , esos libros son " la estuctura de la magia " y " trancefórmate " y obviamente que puedas buscar los videos de las sesiones hipnoticas de milton ericksos las cuales puedes encontrar en youtube , ya que en él esta basado todo el metamodelo inverso de la PNL ya que erickson es considerado el mas grande hipnoterapeuta del siglo .
Mystery : bueno creo que la mayoria conocemos a mystery , cuando hablamos de pick up , game y la primera comunidad de foros online sobre seducción , es una respuesta casi unánime la de considerar a mystery como el gran referente de la comunidad de pick up artist . Mystery fue mentor directo de gran parte de los pick up artist de la vieja escuela que son altamente reconocidos ( Tyler , Style , Todd , y muchos mas ) . Mystery basó su método principalmente en estudios de sexualidad evolutiva junto con la experiencia que fue tomando con cada approach . El principal legado de mystery esta en el marco teórico con la creación de su metodo formado por tres etapas , atracción , confort , seducción , en ese orden y donde cada etapa estaba formada por tres subetapas . A mystery le debemos conceptos como calibracion , validación, cualificación , indicadores de interes , indicadores de desinterés , entre muchos otros . La fama de mystery no solo se debe a su aporte teorico si no también se gano la admiracion por las habilidades que tenia seduciendo en la vida real , ya que mystery en su mejor epoca fue quiza uno de los mas carismaticos , calibrados socialmente , sabía atraer la atención de todos en la sala , etc. En su mejor epoca fue quiza uno de los mejores .
RSD Luke : queria hablar de alguien de rsd pero la mayoria de ellos han sido enseñados tanto por tyler como por mystery , por lo tanto en el fondo todos enseñan algo del metodo mystery . Lo que si vale la pena mencionar antes de hablar de Luke es que aun cuando los principales couches de RSD como Tyler , Todd , Julien , etc. Enseñan un metodo de pick up basado en el metodo mystery , en RSD avanzaron un poco mas en la metodología , buscando salirse del juego basado en tener todas las interacciones escritas de libretos y buscaron solo quedarse con la estructura para asi tener interacciones mas naturales y congruente a lo cual llamaron natural game . Pero volviendo a luke , queria mencionarlo ya que el fue probablemente el primero en enseñar una manera de juego llamada social circle game o juego de circulo social . Sabemos ya que unos de los puntos principales en game es la etapa inicial que es la de valor social . Indicators of higher value y aun cuando uno puede crear este tipo de valor social de la nada , ya sea con negas , con la validacion o haciando cualificar a la otro persona . El valor social que viene de los circulos sociales importantes es mucho mas solido y lleva al juego a otra escala . Luke enseña como lograr estar acargo de circulos sociales con gente importante , famosa , con dinero y poder y asi poder crear ambientes para estas personas , creando eventos privados y muy exclusivos donde esta gente pueda asistir , asi tambien conocer mujeres de alto calibre , modelos , y muchas mujeres hermosas que muy poca gente siquiera tendria oportunidad de conocer en persona . Este estilo de game le hace tener una valor social y una preseleccion muy dificil de replicar y que es muy dificil de igualar con otros metodos .
Steve " the Dean " williams : la ultima mención la queria hacer para uno de los tipos que vengo estudiando ultimamente que es Steve del canal de youtube "the man mindset " . Steve es un old school , el cual aprendio seduccion de la manera en que se enseñaba antes de toda la comunidad de pick up artist . Basicamente steve es un ejemplo de game de la calle , de ese juego que se enseñaba entre hombres , que pasaba de boca a boca , muy de calle y muy directo . Steve no adhiere demasiado a toda la metodología de pick up clasica de la linea de mystery . De hecho steve cree que es una manera manipulativa y difícil de sostener . Sus enseñansas se basan en masculinidad clasica y juego directo pero progresivo . Este estilo solo funciona si uno es extremadamente honesto y al mismo tiempo tienes tus estándares claros , la unica manera de poder mostrar interés desde un principio y no perder es cuando juegas a tu propio juego y no al de ellas , muestras interes desde el principio pero luego avanzas gradualmente a medida que ella no solo demuestre su interes , si no que demuestra voluntad por respetar tus estandares . tambien enseña conceptos como no ser una opcion si no ser una oportunidad . Steve tiene una capacidad que me parece impresionante para hablar de manera imaginativa y sugestiva y para hacerlas invertir a las mujeres en la seducción al ir estimulandolas cada vez de manera mas clara .
Tom Leykis : este lo agrege despues de publicar el post , pero lo tenia en mente desde un principio ya que concidero que es una perspectiva diferente y que logró gran repercusión , lo suficiente para incluirlo dentro de estas menciones . Tom leykis fue un animador de radio que conducía su propio programa " Tom Leykis show " en el cual habia una sección llamada " Leykis 101 " el estuvo casado varias veces y finalmente decidio luego de su ultima separación quedarse soltero y concentrarse en su carrera , sus inversiones financieras y seduccion . En la sección principal de su programa "Leykis 101" enseñaba su perspectiva sobre game , la cual se basaba principalmente en el concepto de estatus y el de bad boy . Sus consejos básicos eran , concentrarse en conocer mucha gente importante , lo cual a su vez trae de por si mucha opciones de negocios . Al crear esa realidad vas a tener accesos a muchas chicas que cuesta conocer y ese estatus social que as ligrafo va a ser el indicador de alto valor que te facilitará el juego , el aconsejaba que incluso si uno tiene mucha plata , no gastarla en las chicas ya que si uno tiene el estatus y el dinero, es suficiente para tener a la chica , "es suficiente con tenerlo para tener a la chica , no es necesario darselos ". Pero lo mas aplicable para el resto de los mortales eran sus conceptos de lo que podríamos llamar filosofia del chico malo . El enseñaba a solo comunicarse con las chicas para cordinar citas y así tener algo de acción ,o para tener interacciones que aumenten el deseo en ellas .Aconsejaba mantenerse alejado de todo trato amistoso o platónico con ellas y de todo tipo de interaccion que no sea en el tono de amantes .Enseñaba a ser impredecibles , inalcansable , y evitar sobre todo transformarse en esa figura en la cual ella pueda depender . Enseñaba también a mantener las relaciones en tu marco y bajo tus reglas . Tom Leykis es quizá el que a enseñado de manera mas amplia todos los conceptos de chico malo en seducción , y pueden encontrar su programas resubidos en youtube .
Bueno gente , seguramente hay alguna que otra manera de ver seducción que no he mencionado acá pero almenos hemos podido identificar estilos bien diferenciados , seducción con hipnosis conversacional , pick up metodo mystery , juego de circulo social , lo que llamo juego Callejero de la vieja escuela y juego de chico malo del estilo de Tom Leykis. Si quieren hacer sus aportes en los comentarios estan mas que bienvenidos . Buena semana y buen juego .
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2020.04.04 07:20 Gonzaloredpill La etapa del novato , las mas dificil .

Lo primero que deben entender es que si son novatos, es por que sus paradigmas sobre la vida no concuerdan con la realidad de las relaciones intersexuales todavía . Estos paradigmas comienzan a tomar parte en nosotros en nuestra infancia , es por eso que muchos hemos tenido que estudiar pick up, por que nos han dado herramientas que no nos sirven para la tarea de las relaciones intersexuales . La mayoría de esos paradigmas provienen de puntos de vistas femeninos de lo que un hombre debe llegar a ser . Una mujer no puede enseñar a un hombre a ser hombre, por que ellas no tiene la experiencia de como es ese proceso . Incluso si pensamos que la intencion de ellas a sido buena , el mejor intento que pueden hacer ellas al respecto es imaginar como podría ser ese proceso y enseñarnoslo mezclado con sus lineamientos morales y sociales . Por lo tanto debemos tomar la formacion que nuestras madres y otras mujeres nos dieron , como un intento bien intencionado , sobre todo si ya pasamos la adolescencia y estamos tomando nuestro destino en nuestras propias manos . Los paradigmas de una vida propia de un hombre deberiamos encontrarlos en otros hombres , y no cualquiera , si no en aquellos que ya han logrado concretar lo que tu quieres , lo que que sabes que es congruente con tigo . Ellos sí nos podrán hablar de los procesos , las dificultades , la mentalidad correcta , la manera real de interpretar lo que observamos , las estrategias y habilidades que debemos fortalecer . Por lo tanto debemos estar cerca de un mentor que haya logrado lo que queremos lograr . Es responsabilidad de ustedes aprender a reconocer quien es digno de seguir y quien no .
Yo dare mi perspectiva basado en mi experiencia respecto a los paradigmas que concuerdan con la realidad intersexual entre hombres y mujeres .
Primeramente me apegaré al concepto original de pick up respecto a lo que es un novato , intermedio y avanzado en seducción .Novato es alguien que esta asiendo sus primeros aproaches intentando utilizar game , por lo tanto si eres alguien que a estudiado pero todabia no has hecho tus primeros aproaches , todabia no eres un novato en pick up , en todo caso eres alguien con curiosidad en el temas y ya . Nivel intermedio es alguien que ya tiene resultados, pero que todabia no tiene consistencia seduciendo el calibre de mujeres que realmente desea , su juego tiene efectividad pero no tiene un total control de las interacciones . Avanzado es alguien que tiene resultados consistentes , con un juego pulido y solido y que ya tiene una rotacion de opciones con mujeres de alto calibre .
para el novato una de las primeras cosas importante a entender es que la actitud normal de la mujer respecto a comunicar lo que piensan y desean, suele ser indirecta y politicamente correcta , dependiendo en que grupo esté o quien tenga al frente , y ellas suelen usar sus palabras mayormente con una intencion instrumental y no tanto como reflejo de su verdadera subjetividad . Por lo tanto no escuches lo que ella dice , si no que observa lo que ella hace . No escuches sus criterios , observalos . Deja de escucharles hablar sobre que tipo de hombres ellas admiran , respetan y desean . OBSERVA que tipo de hombre ellas admiran , respetan y desean .
El otro gran paradigma es mas propio de la seducción y es el siguiente . La esencia femenina es la de una busqueda de la realidad que es siempre externa a ellas . Es por eso que los hombres que intentan la cercania femenina buscando encontrar un marco en ellas , no probocan sus deseos , en cambio un hombre que presenta un marco sólido provoca tensión sexual y deseos . El hombre que presenta un marco ante ellas solo puede obtener un si o un no . En cambio el hombre que busca el marco en las mujeres solo obtiene un limbo eterno .
Otro paradigma que está unido a los dos anteriores lo escuché de mano de Rollo Tomassi y es el siguiente " a woman will breack rules for an alpha and makes rules for a beta " osea "una mujer rompería reglas por un alpha y pone reglas a los betas " y ya hemos dicho que un alpha es alguien con valor intersexual , preselección y con un marco solido y un beta es básicamente alguien con pocas opciones y que juega desde el confort (osea entrando en el marco de ellas) . Si tu quieres entrar en su marco y cualificarte cumpliendo todas sus reglas , ella te pondra mas reglas , eres libre de hacerlo y es totalmente respetable , pero no te equivoques en pensar que estás encendiendo sus deseos con esa actitud .
Otro paradigma a entender y que es muy importante, es entender que todo lo que estudiamos e intentamos usar respecto a pick up solo funciona cuando podemos hacerlo congruentemente . Muchos al principio creemos que los rechazos que nos comemos como novatos son por que el opening no esta muy bueno , necesito otro opening , necesito mejores transmisiones , o nuestra mirada triangular no esta bien hecha ( recorrer con la mirada los ojos y los labios de la chica ) ,etc... cuando en realidad el problema está en que estamos intetando algo que no es congruente con quienes somos hasta ahora . Las mujeres son sumamentes sensibles a la subcomunicacion y el lenjuage corporal , de hecho su cerebro tienen muchas mas neuronas espejo que el del hombre y sus hemisferios cerebrales estan mucho mejor interconectados entre si . ellas saben mejor que nosotros reconocer cuando lo que escuchan es congruente con la persona que tienen en frente. La congruencia viene cuando empezamos a acumular exitos y nos vamos apropiando de esta nueva manera de ser .
Una pregunta propia de novato es por ejemplo . Como saber si le gustas a una chica ?, estará funcionando mi juego ? Estará ella teniendo deseos sexuales con migo ? . Mira la respuesta es muy simple . Si ella no te busca , no te escribe , no esta intentando programar una cita contigo . No busca tocarte cuando estas solo con ella , Etc... entonces no le gustas , almenos no al punto al que nosotros la queremos llevar . Cuando uno ya esta en un nivel intermedio o avanzado empiezas a conocer como se ve realmente una mujer que te desea . La mujer es sutil y ellas saben de su sutileza , y como ellas saben que el hombre no es bueno dándose cuenta de las sutilezas de las mujeres , cuando ellas desean a un hombre , ese deseo las hace avanzar en sus muestras de interes intentando llegar al punto donde es suficiente para que nosotros nos demos cuenta . Por lo tanto si su interes no es evidente para ti , probablemente no tiene interes , de lo contrario ella estaria intentando hacerlo notar ante tus ojos .
Por lo tanto si eres novato eso significa que has estudiado algo de teoría y estas asiendo tus primeros aproaches . Y aunque puedes llegar a tener algo de suerte de novato , todabia no es tu realidad la de un seductor . Debes tomarlo como una diciplina y una diversion a la vez , por que tendras muchos rechazos e invertiras en un comienzo mucho tiempo con poco resultado . Estás en la etapa mas dura del proceso, la que realmente va a cambiarte como persona . Si quieres llegar al otro lado del rio debes sumergirte . De hecho ese es el unico deber del novato , el de sumergirse .
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2020.03.04 16:04 negociovivo LOS MEJORES PLUGINS DE WORDPRESS

Agrupar los mejores plugins de WordPress no es fácil: tanto por cuestiones numéricas como por el hecho de que los desarrolladores siempre están creando nuevos, pero sobre todo porque a menudo son gustos y hábitos personales y que toda agencia de marketing y posicionamiento web debe tener en cuenta.
Para cada propósito, WordPress ofrece a sus usuarios más extensiones, a veces incluso docenas.
A pesar de ello, he intentado recopilar algunos de los plugins que personalmente considero absolutamente imprescindibles para cada sitio realizado con este CMS, sin ir a los más específicos y útiles que se encuentran en determinados contextos.
Los mejores plugins gratuitos de WordPress
Sí, el panorama de plugins ofrecidos gratuitamente por los desarrolladores es más que suficiente para crear un sitio respetable.
En algunos casos, los creadores de estos programas informáticos sólo pedirán un enlace, una cita o una pequeña donación voluntaria: si la extensión que utiliza es especialmente útil, recuerde que puede dar un gran aliento a algún pequeño desarrollador incluso con una donación de unos pocos euros.
Yoast SEO
Yoast SEO es uno de los primeros plugins que me vienen a la mente cuando hablo de WordPress. Es un instrumento muy útil que acompaña a los articuladores durante la redacción del contenido, indicando algunas directrices (para muchos bastante cuestionables) sobre la composición de los textos.
Título, meta descripción, densidad de palabras clave... los parámetros que Yoast SEO te muestra son muchos y encuentran su perfecta síntesis en el ahora famoso semáforo que debería indicar la calidad del texto.
Especialmente en el campo del SEO, este plugin se considera ahora casi inútil: personalmente, creo que sigue siendo un gran apoyo para los que se acercan a este mundo y se sienten tranquilos por el ya mencionado semáforo. Para subrayar también la frecuencia con la que, después de algunas actualizaciones, este plugin puede crear algunos problemas de más...
Jetpack
Aunque considera que este plugin es demasiado pesado en comparación con lo que ofrece, Jetpack puede ser una herramienta útil para aquellos que han empezado a usar WordPress recientemente.
Es una especie de navaja suiza, capaz tanto de monitorear las estadísticas de su sitio como de monitorear las visitas y otras estadísticas, pero también puede ayudarle con el lado SEO.
Compositor en vivo y SiteOrigin
Si expliqué antes cómo Yoast SEO no es recomendado por todo el mundo, lo mismo ocurre con los constructores.
Los constructores son plugins que permiten crear diseños avanzados, creando realmente código usando interfaces intuitivas y atractivas. La creación de páginas de destino o artículos con diseños complejos es particularmente difícil para aquellos que no están familiarizados con el HTML: gracias a los constructores, cualquiera puede crear páginas o artículos con un alto impacto gráfico.
Entre los muchos constructores existentes, dentro de lo que es gratuito yo recomendaría Live Composer, que como muchos otros constructores, se basa en la técnica de arrastrar y soltar para la creación de páginas.
Muchas características interesantes hacen de este plugin uno de los más adecuados para aquellos que no están dispuestos a gastar dinero: posibilidad de exportar e importar plantillas, muchas plantillas de páginas ya disponibles y posibilidad de trabajar directamente en la página en "vivo" sin ir al back-end son sólo algunas de las características de Live Composer.
La alternativa al constructor que acabamos de mencionar es el SiteOrigin, otra solución gratuita que garantiza una herramienta ligera y esencial (que puede ser evaluada como una ventaja o una desventaja según la ocasión).
Shareaholic
Además de crear el contenido, es esencial facilitar al máximo su difusión en los medios de comunicación social.
Para realizar esta función hay una serie interminable de plugins pero, para los que quieran quedarse en la zona libre, mi consejo es el Shareaholic. En realidad es una extensión disponible tanto de forma gratuita como de pago, pero ya en su primera versión ofrece una serie de características bastante interesantes como:
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2020.03.03 16:28 axdiri RootedCON, el evento para “hackers” libre de “virus”

RootedCON, el evento para “hackers” libre de “virus”
RootedCON
Los próximos 5, 6 y 7 de marzo tendrá lugar la undécima edición de RootedCON, el congreso de Ciberseguridad más importante del panorama nacional. Asistirán más de 2500 profesionales de la seguridad informática y el hacking, que se darán cita para conocer de primera mano lo último sobre amenazas y riesgos en esta materia.
Últimamente son frecuentes las noticias que hablan de los ataques a empresas y gobiernos. Conceptos como “malware”, “ransomware” e incluso “ciberguerra” son cada vez más habituales. Y es que los datos y la información son un valor en alza que en el mercado negro se cotiza cada vez más alto.
Es por esto por lo que RootedCON se preocupa en acercar el conocimiento a todo tipo de asistentes venidos de todas las partes del mundo. Estudiantes, informáticos, profesionales del ámbito de la seguridad, hackers y Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado se sientan juntos. Y es que el principal lema de este congreso es “hacer COMUNIDAD”.
Como novedad, en esta edición durante la noche del viernes 6 de Marzo se celebrará la RootedCON Hacker Night, un encuentro que reunirá a los mejores especialistas en “Bug Bounty”. Programas éticos enfocados a la búsqueda de vulnerabilidades en empresas, y donde habrá más de cien mil euros en juego, además de un premio adicional de tres mil euros al mejor especialista.
El evento contará con más de 2500 profesionales y destacarán charlas donde además de hablar sobre los temas más actuales, se vulnerará la seguridad de los contadores eléctricos inteligentes y también se hackeará un vehículo en directo.
También se contará con más de 70 ponentes entre los que destacan por su importancia Ofelia Tejerina, presidenta de la Asociación de Internautas, Abraham Pasamar, uno de los mejores especialistas españoles en Informática Forense o la participación de Chema Alonso, el actual CDCO de Telefónica que es un habitual en este congreso.
Multitud de empresas colaboran de forma activa con RootedCON para la organización del evento. Entre las empresas más destacadas se encuentran CCN-CERT, Sealpath, Tarlogic, Yogosha, Airbus, Capgemini, Telefónica, Everis, DXC y RSA entre otras.
El evento tendrá lugar los próximos 5, 6 y 7 de marzo en Kinépolis Madrid, Ciudad de la Imagen. Las entradas se pueden conseguir a través de la página web, donde además se puede consultar la programación de actividades.
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2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2020.02.05 19:51 altovaliriano Aço valiriano nascido do ferro

No capítulo de Aeron Greyjoy em Os Ventos do Inverno, ficamos sabendo que Euron Olho de Corvo adquiriu durante o exílio uma peça de armadura inexistente nos Sete Reinos:
Euron Olho de Corvo estava em pé no convés do Silêncio, vestido em uma armadura negra de escamas como nada que Aeron houvesse visto antes. Era escura como fumaça, mas Euron a vestia tão facilmente como se fosse a mais fina seda. As escamas eram contornadas com ouro vermelho, e cintilavam e brilhavam quando se mexiam. Padrões podiam ser vistos dentro do metal, espirais e glifos e símbolos arcanos dobrados no aço.
Aço valiriano, soube o Cabelo-Molhado. A armadura dele é de aço valiriano. Em todos os Sete Reinos, nenhum homem possuía uma veste de aço valiriano. Coisas como essa haviam sido conhecidas 400 anos antes, nos dias antes da Perdição, mas mesmo então, teriam custado um reino.
Euron não mentiu. Ele esteve em Valíria. Não era surpresa que ele era louco.
(TWOW, O Abandonado)
Sem que Euron fale coisa alguma sobre a armadura que está vestindo, Aeron começa a tirar conclusões. Consequentemente, o fandom começou também a tirar conclusões quando o capítulo surgiu em 2016.
Como era a primeira menção a uma armadura de aço valiriano em toda a história de Westeros (até onde sabemos, nem Aegon, o Conquistador, tinha uma), muitos viram aí a confirmação de que Olho de Corvo havia realmente visitado Valíria.
Entretanto, nós já temos evidências de que Euron está mentindo (ou ao menos não está contando toda a verdade). Quando Olho de Corvo se gabou de ter caminhado sobre Valíria bastou que um dos mais cultos homens das Ilhas de Ferro levantasse dúvidas sobre suas palavras para que Euron ficasse sem reação:
Um sorriso brincou nos lábios azuis de Euron.
– Eu sou a tempestade, senhor. A primeira e a última. Levei Silêncio em viagens mais longas do que esta, e em viagens muito mais perigosas. Esquece-se? Naveguei pelo Mar Fumegante e vi Valíria.
Todos os presentes sabiam que a Destruição ainda reinava em Valíria. Ali, o próprio mar fervia e fumegava, e a terra fora invadida por demônios. Dizia-se que qualquer marinheiro que sequer vislumbrasse as montanhas de fogo de Valíria erguendo-se acima das ondas sofreria em breve uma morte terrível, e, no entanto, Olho de Corvo estivera lá e regressara.
– Ah, viu? – perguntou o Leitor, muito suavemente.
O sorriso azul de Euron eclipsou-se.
– Leitor – Euron falou em meio ao silêncio –, faria melhor se mantivesse o nariz em seus livros.
Victarion conseguia sentir o constrangimento no salão.
(AFFC, O Pirata)
Por outro lado, Euron declarou que o Atador de Dragões teria vindo de Valíria:
Aquele berrante que ouviram encontrei entre as ruínas fumegantes daquilo que foi Valíria, por onde nenhum homem, exceto eu, se atreveu a caminhar.
(AFFC, O Capitão de Ferro)
... entretanto, o aplicativo oficial para smartphone (uma fonte semi-canônica) afirma que, na verdade, Euron roubou o berrante dos magos qarthenos [warlocks, no original em inglês] que mantem como escravos:
Os magos liderados por Pyat Pree tentar encontrar e vingarem-se de Daenerys, mas seu navio é tomado por Euron Greyjoy, que rouba deles o suposto berrante valiriano atador de dragões e os toma como escravos.
(APP, Qarth – tradução minha)
Por esta razão, a armadura de aço valiriano também poderia ser algo que Euron roubou dos warlocks de Pyat Pree.
Não consigo entender, entretanto, porque Euron não a teria usado durante a assembleia de homens livres ou durante o banquete em Escudorrobles, haja vista que isso aumentaria seu status e poderia dar mais crédito a sua história de que andou sobre Valíria. Talvez Euron achasse que isso ela poderia despertar a cobiça dos outros homens de ferro e temeu por sua segurança em meio a tantos piratas. Vai saber.
Porém, retornando à questão da origem, Qarth e Valíria não são as únicas possibilidades de origem da armadura. “O Mundo de Gelo e Fogo” abriu bastante as possibilidades quando tratou das Ilhas do Verão e de Sothoryos.
Com efeito, Yandel cita as ilhas do Verão como importadores de metais de Valíria:
[...] em menos de meio século, um próspero comércio crescera entre as Ilhas do Verão e a Cidade Franca de Valíria. As ilhas precisavam de ferro, estanho e outros metais, mas eram ricas em pedras preciosas (esmeraldas, rubis e safiras, além de pérolas de muitos tipos), especiarias (noz-moscada, canela, pimenta), e madeiras de lei. Uma moda se desenvolveu entre os senhores de dragões, que queriam macacos, primatas, filhotes de onça e papagaios. Teca, ébano, mogno, pau roxo, mahoe azul, cardos, aratanhas, amagodouros, marfim rosa e outras madeiras raras e preciosas também tinham muita demanda, juntamente com vinho de palma, frutas e penas.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: as ilhas do Verão)
Este pequeno detalhe evidencia que as Ilhas do Verão, neste intenso comércio com a Cidade Franca, pode ter adquirido muitos artefatos preciosos. E temos indicação de que Euron pode ter saqueado a capital e levado este bens consigo, assumindo que ele seja o novo Rei Corsário das notícias que chegam a Westeros:
Um novo rei corsário ascendera nas Ilhas Basilisco e atacara a Vila das Árvores Altas
(AFFC, A Fazedora de Rainhas)
Entretanto, há duas complicações aqui. A primeira é o valor da armadura. Aeron estima que tal armadura deve ser quase inestimável, custando um reino inteiro. Outro problema é que os Ilhéus do Verão são conhecidos por serem um povo pacífico.
Mas essas duas complicações podem ser respondidas com informações dadas por outras fontes.
A questão do preço deve ser relativizada. Aeron está estimando seu valor nos tempos após a Perdição de Valíria. Ainda que Martin afirme que artefatos de aço valiriano fossem caras mesmo antes da Perdição, o preço atual é astronômico.
A questão da pacificidade dos Ilhéus do Verão pode encontrar a resposta nos chamados “Anos da Vergonha” ou no período imediatamente posterior, das Guerras lideradas por Xanda Qo:
Os valirianos ofereciam ouro por escravos também. Naquela época, como agora, os ilhéus do Verão eram um povo bonito, alto, forte, gracioso e rápido em aprender. Essas qualidades atraíam piratas e traficantes de escravos de Valíria, das Ilhas Basilisco e da Velha Ghis. Muita aflição se seguiu quando esses saqueadores chegaram às aldeias pacíficas para levar seus habitantes para a escravidão. Por um tempo, os príncipes das ilhas auxiliaram esse comércio, vendendo inimigos capturados e rivais para os traficantes.
As histórias entalhadas nas Árvores Falantes nos contam que esses ―Anos da Vergonha‖ duraram grande parte de dois séculos, até que uma guerreira chamada Xanda Qo, princesa do Vale da Lótus Doce (que fora escravizada por um tempo), uniu todas as ilhas sob seu governo e colocou um fim nisso.
Como o ferro era escasso e caro nas ilhas, as armaduras eram pouco conhecidas, e as lanças longas de arremesso e as curtas de apunhalar tradicionais entre os ilhéus do Verão provaram ter pouco valor contra as espadas e machados de aço dos traficantes de escravos. Então Xanda Qo armou seus marinheiros com arcos compridos de amagodouro, uma madeira encontrada apenas em Jhala e em Omboru. Esses grandes arcos eram muito superiores aos arcos recurvados de chifres e tendões que os traficantes usavam, e podiam atirar uma flecha de um metro,com força suficiente para perfurar a cota de malha, o couro cozido, e até mesmo uma boa placa de aço.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: as ilhas do Verão)
Vê-se no trecho acima que traficantes de escravos alimentaram guerras internas entre os nativos das ilhas, que posteriormente se uniram sob o comando de Xanda para guerrar contra os próprios traficantes. Então, existiram períodos de guerra intensa nas Ilhas, sendo que a questão das armaduras foram muito citadas.
Assim, algumas possibilidades se abrem para que uma armadura de Aço Valiriano tenha chegado às Ilhas:
  1. Explicação mediana: Um traficante nativo das ilhas pode ter enriquecido o suficiente para comprar uma (ou ter recebido de presente de seu parceiro comercial valiriano) e ter uma vantagem colossal sobre os inimigos;
  2. Explicação fraca: Xanda Qo pode ter adquirido junto a valirianos sem ligação com o comércio de escravos para poder enfrentar os saqueadores;
  3. Explicação mais sólida: Diante do poder dos arcos dos ilhéus de Xanda, algum valiriano mais ousado pode ter preferido usar uma armadura que resistisse às suas felchas, mas acabou morto de outro modo e sua armadura foi saqueada pelos ilhéus do verão.
Outro lugar de onde Euron poderia ter encontrado a armadura de aço valiriano seria em Sothoryos, em alguma antiga colônia valiriana. As chances em Zamettar seriam consideravelmente maiores, haja vista que foi a colônia valiriana mais duradoura no continente:
A Cidade Franca de Valíria estabeleceu colônias três vezes na Ponta Basilisco: a primeira foi destruída pelos Homens Tigrados, a segunda foi perdida para a praga, e a terceira foi abandonada quando os senhores de dragões capturaram Zamettar na Quarta Guerra Ghiscari.
[...]
Colônias estabelecidas aqui murcham e morrem; só Zamettar perdurou por mais que uma geração, e hoje até aquela anteriormente grande cidade é uma ruína assombrada, lentamente sendo reivindicada pela selva. Traficantes de escravos, mercadores e caçadores de tesouros visitaram Sothoros ao longo dos séculos, mas só o mais ousado deles já se aventurou além de suas guarnições costeiras e enclaves para explorar os mistérios do vasto interior do continente. Aqueles que ousaram se aventurar dentro do verde nunca mais foram vistos.
[...]
riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres, Sothoros)
Se assumirmos que Euron é realmente o rei corsário ascendera nas Ilhas Basilisco, devemos analisar que tanto as Ilhas Basilisco quanto Sothoryos eram locais onde alguém poderia encontrar antigos artefatos valirianos abandonados. A cidade de Gogossos, por exemplo, era especialmente antiga e prosperou muito depois da perdição, o que indica que suas riquezas em “escravos e feitiçaria” podem ter relação com antigos segredos valirianos (como o aço valiriano):
Fundada pelo Antigo Império de Ghis, foi conhecida como Gorgai por quase dois séculos (talvez quatro; há certa disputa), até que os senhores de dragões de Valíria a capturaram durante a Terceira Guerra Ghiscari e a renomearam como Gogossos.
Qualquer que fosse o nome, era um lugar perverso. Os senhores dos dragões mandaram seus piores criminosos para a Ilha das Lágrimas para uma vida de trabalhos forçados. Nos calabouços de Gogossos, torturadores concebiam novos tormentos. Nas arenas de carne, feitiçaria de sangue do tipo mais negro era praticada, enquanto animais eram cruzados com escravas para dar à luz crianças deformadas meio-humanas. A infâmia de Gogossos sobreviveu até à Perdição.
Durante o Século de Sangue, essa cidade negra ficou rica e poderosa. Alguns a chamavam de Décima Cidade Livre, mas sua riqueza era construída com escravos e feitiçaria. Seus mercados de escravos se tornaram tão notórios quanto os das antigas cidades ghiscari na Baía dos Escravos. Dizem que setenta e sete anos depois da Perdição de Valíria, no entanto, seu fedor alcançou as narinas dos deuses, e uma terrível praga emergiu dos poços de escravos em Gogossos.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: As ilhas Basilisco)
Meistre Yandel continua narrando como mesmo depois desta praga (Morte Vermelha), os corsários eventualmente retornaram a Gogossos, de modo que Euron pode ter sido um deles no passado recente das Crônicas de Gelo e Fogo. A partir de lá, Olho de Corvo poderia ter encontrado sua cota de escamas em meios às ruínas das colônias valirianas tanto nas ilhas, quanto em Sothoryos.

O que vocês acham? Têm algum palpite de outra forma que Euron poderia ter empregado para adquirir a armadura? Acreditam que ele a conseguiu andando pelas ruínas de Valíria?
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2020.01.29 20:44 FanFan13 ¿Cuál es la diferencia entre Escort o Prostituta ?

En la mayoría de los países, una acompañante, por ejemplo unas escorts en ecuador y una prostituta son entidades diferentes con formas de trabajo completamente distintas que podrían llevar a la persecución de una y a la ausencia de cargos para la otra. Sin embargo, algunos estados pueden considerar a un acompañante como lo mismo que a una prostituta y pueden acusar a la persona de delitos similares a los de la trabajadora del sexo sin importar el tiempo que la persona trabaje como acompañante.
¿Qué es una escort?
En muchas circunstancias, un acompañante es un artista o un compañero de alguien que contrata sus servicios. El acompañante no necesita o incluso tener sexo disponible a cambio de un pago. El entretenimiento usualmente es a través del tiempo y la compañía del día, la semana o el mes. La persona que trabaja como acompañante puede proporcionar servicios de provocación que no se extienden al sexo. Además, el acompañante no suele vender sexo como parte de los servicios, incluso si la noche puede terminar con esto entre las dos o más partes. Este trabajador normalmente da algo más a través de un pago como una cita, alguien con quien pasar el tiempo o que le proporcione intelectual
La diferencia en los servicios
Mientras que el acompañante proporciona tiempo para el pago, el objetivo principal de la prostituta es adquirir dinero para el sexo. La prostituta no suele tener otros servicios a la venta y ni siquiera puede ofrecer otra cosa que no sea sexo. La forma de pago para el acompañante es generalmente dinero, pero puede aceptar algo más. El acompañante también acompañará al cliente a eventos de entretenimiento como una ópera, a un club o a una cena. La prostituta sólo prestará servicios sexuales de alguna forma en base a la cantidad de dinero que el cliente pagará.
La diferencia en la escort como persona
Por lo general, un acompañante trabaja para lograr dos objetivos al mismo tiempo. Estos incluyen la adquisición de fondos para los servicios prestados al cliente y para asegurar que el cliente reciba satisfacción por los servicios prestados. El acompañante quiere complacer a la otra parte con su presencia, incluso si es sólo para conversar por la noche. La necesidad de hacer algo de carácter sexual no tiene por qué entrar en la situación a menos que ambas partes estén de acuerdo en tener relaciones sexuales consensuadas. Sin embargo, el acompañante quiere repetir el negocio o la publicidad boca a boca asegurando la satisfacción del cliente. Esto a menudo requiere una táctica muy diferente.
La diferencia en la prostituta como persona
El objetivo principal de la prostituta es recibir dinero rápidamente y satisfacer al mayor número de clientes posible para adquirir esta compensación. Algunos pueden tener una adicción a las drogas o al alcohol que es un drenaje constante de fondos. Otras no tendrán otra personalidad que la de atraer al cliente al intercambio de dinero por sexo. En la mayoría de las interacciones, la prostituta no proporciona nada más que gratificación sexual. En raros casos, la prostituta puede besar u ofrecer conversación. Otra diferencia importante es que la trabajadora del sexo puede no tomar precauciones y podría propagar enfermedades de transmisión sexual. El acompañante puede ni siquiera ofrecer sexo, pero normalmente evitará esta acción practicando alguna forma de sexo seguro.
Diferencias por ley
Generalmente, cualquier prostitución que ocurra en cualquier estado que no sea Nevada es ilegal. La persona que provee los servicios está cometiendo un crimen junto con cualquier cliente que compre estos servicios. Sin embargo, la escolta no puede cometer ningún crimen cuando provee otros servicios que no incluyan el sexo. El intercambio de dinero no es específicamente para el sexo, y la escolta a menudo pasa por alto estos asuntos legales a través de tecnicismos. Los acompañantes a menudo también trabajan desde una casa o un hotel y pueden usar diferentes lugares para entretener a los huéspedes que pueden no tener nada que ver con un intercambio de dinero por servicios sexuales.
Las diferencias entre estos dos tipos de trabajadores también pueden cambiar los posibles cargos que puedan surgir de la aplicación de la ley. A un acompañante no se le suele pillar solicitando a alguien servicios sexuales a cambio de dinero o vendiendo sexo a cambio de una compensación. Además, un acompañante puede utilizar Internet u otras aplicaciones móviles para contactar con clientes en los que la mayoría de las prostitutas trabajan en la calle o intentan atraer a otros en persona.
Defensa legal como acompañante o prostituta
La persona acusada de participación en la prostitución o de ser acompañante puede necesitar contratar un abogado para defenderse de los cargos penales. El abogado tendrá que explicar la diferencia y cómo el acusado no fue parte de un delito sexual en el estado o que la evidencia es inválida de alguna manera.
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